Como escolher o melhor seguro animal?
Despesas com consultas, medicamentos e cirurgias estão cobertas pelos seguros para animais, mas os plafonds variam. Descubra, no simulador da DECO PROteste, qual a melhor apólice para o seu amigo de quatro patas e saiba quanto pode poupar.
A saúde dos animais de companhia pode representar um grande rombo na carteira dos tutores, sobretudo quando são necessários cuidados mais exigentes, como tratamentos crónicos ou cirurgias complexas. Dado que não existem serviços públicos, nem apoios do Estado, os seguros podem ser uma solução para amenizar o esforço financeiro. Existem no mercado diversos produtos, com qualidade e preços diferentes.
Descubra o melhor seguro para animais de companhia
Maioria dos seguros apenas funciona dentro da rede convencionada
A maioria das seguradoras apenas permite escolher profissionais e serviços dentro da rede convencionada. Isto significa que o consumidor pode beneficiar dos descontos logo que faça a subscrição do seguro, se não estiverem previstos limites de capital. Quando os há, como no caso das cirurgias, por norma, estão previstos períodos de carência: entre uma semana e 90 dias, por exemplo. Regra geral, as apólices permitem obter preços reduzidos em consultas, exames, tratamentos, vacinas e implantação do microchip. As mais completas incluem capitais para despesas veterinárias, embora, por vezes, baixos e com franquias elevadas – por exemplo, 250 euros anuais, com uma franquia de 30 por cento.
Além da rede clínica, as seguradoras dispõem de uma rede de bem-estar, que prevê uma percentagem de desconto sobre o preço dos produtos e serviços, como banhos, tosquias e alimentação, em determinados estabelecimentos.
Algumas apólices (poucas) oferecem também o acesso a qualquer médico ou clínica veterinária fora da rede. Se o fizer, deverá pagar a totalidade da despesa e apresentara a fatura à seguradora, que reembolsa a percentagem contratada. Regra geral, o valor suportado pelo consumidor é mais elevado do que o que paga na rede convencionada.
Coberturas sempre presentes
Os seguros de saúde animal podem incluir várias coberturas. As apólices mais completas, na maioria dos casos, abrangem responsabilidade civil, despesas veterinárias e cirurgias por doença ou acidente. Os limites de capital de cada uma, quando existem, variam bastante.
A responsabilidade civil é útil para a generalidade dos cães e para gatos mais traquinas ou que costumem passear fora de casa. Qualquer dano que provoquem a terceiros (partir o vaso da vizinha ou deitar ao chão a mota do entregador de piza, por exemplo) está coberto pelo seguro. Os capitais começam, em regra, nos 50 mil euros e podem chegar aos 250 mil euros, dependendo da apólice.
Esta cobertura, com capital mínimo de 50 mil euros, é obrigatória por lei para sete raças consideradas perigosas: cão-de-fila brasileiro, dogue argentino, pit bull terrier, rottweiller, staffordshire terrier americano, staffordshire bull terrier e tosa inu, bem como os cruzamentos de primeira geração destas raças, os cruzamentos destas raças entre si ou com outras raças, que proporcione uma tipologia semelhante a algumas destas raças
A cobertura de despesas veterinárias abrange consultas, tratamentos e exames. Inclui consultas de rotina, bem como consultas decorrentes de doença e de acidente.
Para cirurgias por doença ou acidente, os capitais seguros variam muito. Nalguns casos, há um limite único para cirurgia, independentemente de se dever a doença ou acidente, e noutros, um capital para cada situação, ou mesmo para cada tipo de cirurgia (ortopédica, oftalmológica, oncológica, etc.). Todas as apólices impõem o pagamento de uma franquia. Os valores oscilam entre 10% ou 30%, consoante o produto.
Algumas seguradoras apresentam capitais anuais muito elevados. Contudo, é importante verificar os limites por sinistro e por tipo de cirurgia.
Limite de idade e muitas exclusões
Todas as apólices impõem limites de idade para a adesão ou para aceder a certas coberturas, como as cirurgias. Algumas não impõem limites, se o cão ou o gato forem incluídos no seguro até aos três ou quatro anos. Já outras só podem ser contratadas se o animal tiver até sete anos.
As condições diferem entre apólices. Leia-as atentamente. Nenhuma cobre doenças preexistentes, e excluem doenças frequentes, como tratamentos para a leishmaniose, ou problemas típicos de certas raças (displasia da anca, por exemplo). À semelhança dos seguros de saúde para humanos, também nos seguros para animais há demasiadas exclusões.
Na escolha do seguro, além das coberturas, das exclusões e dos limites de capital, deverá ter em conta o prémio anual, que pode variar com a raça e a idade do animal, além de ser mais elevado para cães do que para gatos.
Como é hábito dizer-se, "o seguro morreu de velho". A DECO PROteste aconselha a fazer o contrato enquanto o animal ainda é jovem e saudável, sob pena de não ser aceite ou de a apólice apresentar exclusões, seja pela idade, seja por não cobrir despesas com doenças preexistentes.
Use o simulador da DECO PROteste para saber qual a melhor opção para os seus companheiros de quatro patas.
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