Um cão e um gato

Como escolher ração para animais de estimação

Ajudamos a encontrar os melhores produtos para cães e gatos.

Bom equilíbrio nutricional e matéria-prima de boa qualidade é o que necessita para bem alimentar o seu cão ou gato. Procure no rótulo a quantidade certa de alimento a dar ao seu animal de estimação. Saiba como escolher a melhor ração.

Como escolher

Principais características da ração

Há 20 anos, era normal preparar comida em casa para o gato doméstico. Hoje, é mais raro, embora ainda haja quem o faça e o alimente com carne, peixe ou com os chamados miúdos da carne. Ao contrário dos gatos, os cães têm uma alimentação bastante abrangente. Inicialmente carnívoros, tornaram-se omnívoros, pelo contacto com os humanos. Mas isso não significa que se prescinda das regras nutricionais. Equilíbrio e uma porção diária ajustada ao peso do cão e à atividade física são obrigatórios. É também necessário disponibilizar água fresca.

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Ração para cão

A alimentação do cão deverá ser completa, adequada às suas necessidades nutricionais e equilibrada. Além disso, a quantidade diária deve ser adaptada à idade, ao peso e ao nível de atividade.

Como deve ser a ração ideal?

As necessidades nutricionais mudam com a idade, o peso, o tipo de pelo, o estilo de vida (atividade), o clima, a saúde, durante a gravidez ou lactação, entre outros.

Independentemente das condições de cada cão, as rações partilham características comuns. Devem ser:

  • completas, com ingredientes de qualidade, e adequadas às necessidades nutricionais dos cães; 
  • equilibradas, com todos os nutrientes essenciais — proteína, hidratos de carbono, ácidos gordos, etc. — nas devidas proporções;
  • fornecer um valor calórico adequado;
  • e fáceis de digerir, de forma a permitir que o aparelho digestivo do cão absorva corretamente os nutrientes.

As proteínas e alguns aminoácidos, como lisina e metionina, são essenciais na dieta do cão. A carne vermelha e branca, o peixe e os ovos são boas fontes de proteína.

As gorduras, como o ácido linoleico, e os hidratos de carbono, também são muito importantes. Finalmente, devem estar presentes sais minerais, como cálcio, e nas quantidades certas e equilibradas entre si, bem como fibra e vitaminas. A vitamina D, por exemplo, é essencial para a saúde dos ossos e dos músculos do cão.

E que crédito atribuir ao destaque que os fabricantes dão a nutrientes especiais, como a taurina ou os antioxidantes? Pouco, uma vez que a ração de boa qualidade já previne problemas de saúde e prolonga a vida do animal.

Que quantidade de ração dar ao meu cão?

A quantidade varia em função do peso e da atividade do animal. Os cães maiores e mais ativos precisam de mais calorias. Eis um exemplo, para um cão com uma a três horas de atividade moderada de baixo impacto, tendo em conta o valor energético médio por 100 gramas das rações secas testadas pela DECO PROteste. 

QUANTIDADE DE RAÇÃO SECA CONSOANTE O PESO DO CÃO
Peso do cão Necessidades energéticas por dia (kcal) Porção diária de ração (g)
10 kg 620 150
20 kg 1040 255
30 kg 1410 340

Os dados apresentados são meramente indicativos. Deixe-se guiar pelas recomendações do fabricante, indicadas no rótulo da embalagem. Todas as marcas incluem tabelas que ajudam a fazer o cálculo.

Embora seja preferível que a dose diária seja repartida em duas vezes, para evitar a gulodice do cão, a decisão também deve ser tomada consoante as características do animal.  

Dica da DECO PROteste: no caso de cães que autorregulam o apetite, pode deixar a comida sempre disponível. Para os mais gulosos e insaciáveis, não será boa ideia.

Mantenha as rotinas do cão à refeição

Eis alguns conselhos úteis para as refeições do seu patudo, tendo em conta que os cães apreciam rotinas.

  • Preferem comer sempre a mesma ração, no mesmo sítio, à mesma hora e no mesmo prato.
  • Satisfazem-se com uma só refeição diária, quando adultos. Mas é mais indicado repartir em duas porções iguais, distribuindo a energia e a alegria de comer ao longo do dia.
  • Evite dar-lhes a ração muito tarde, pois precisam de fazer as necessidades alguma horas depois de comerem.
  • Água fresca sempre ao dispor é essencial, redobrando este cuidado em dias mais quentes ou de maior atividade.
  • Adapte a quantidade de calorias ao nível de atividade e peso do animal, seguindo as recomendações indicadas na embalagem.
  • Caso misture comida húmida, reduza a quantidade de ração de modo a não exceder as calorias necessárias.
  • Os biscoitos e guloseimas só devem ser dados pontualmente, sob pena de ultrapassar o valor calórico recomendado.
  • Mudar a alimentação requer uma transição gradual ao longo de uma semana, sob pena de causar transtornos, como diarreia e mal-estar. Adicione cada dia um pouco mais da nova ração até substituir totalmente a anterior.
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Comida para gato

Existem dois tipos de rações para gato: secas e húmidas. A seca é mais prática para ir dando ao longo do dia. Os gatos comem pequenas quantidades, mas, frequentemente, seis ou sete vezes por dia. A comida seca não tem cheiro, produz fezes mais inodoras e mais fáceis de limpar. Além disso, facilita a limpeza dos dentes.

Mais agradável ao paladar, e não sendo necessária, a comida húmida funciona como um extra e, duas a três vezes por semana, pode contrabalançar uma ração seca de fraco valor nutricional. Os gatos simpatizam com a diversificação alimentar. Portanto, não é descabido alternar entre uma e outra. 

Um elemento permanente a dar aos gatos é a água, que convém manter a pouca distância do prato, sobretudo se a ração seca for predominante na dieta. 

Outras duas contraindicações quanto à exclusividade da ração húmida: além de as fezes deste felino ficarem com um odor mais intenso, o seu consumo não protege devidamente os dentes. A comida seca, por seu turno, é benéfica para a higiene dentária do animal, mantendo os dentes limpos e prevenindo cáries, pelo que não deve ser retirada. Algumas rações adicionam pirosfosfato, para evitar a desmineralização dos dentes.

No caso de o gato rejeitar a comida seca, uma vez acostumado à húmida, a transição pode ser feita através da mistura de ambas.

No entanto, para um animal doente ou em estado mais letárgico, a comida húmida é uma boa opção.

Não é aconselhável comprar sacos muito grandes de ração. Alguns nutrientes, como as vitaminas, vão-se degradando com o tempo.

Fundamental é a conservação das rações húmidas, que, após a abertura, devem permanecer no frigorífico três a quatro dias. Depois disso, o cheiro altera-se, e é muito provável que o gato rejeite a comida. Embalagens e latas de dose única evitam este cuidado.

O que deve ter uma boa ração?

Sem uma análise comparativa como a que encontra no comparador de comida para gato, será muito difícil saber qual o melhor alimento para o seu felino.

Proteínas (carne, peixe e ovos), fibras (vegetais frescos), gorduras (vegetais e animais), minerais e vitaminas compõem a ração ideal. A divisão dos diferentes nutrientes deve levar em consideração o peso, o estado fisiológico (crescimento, atividade física e amamentação) e as condições de saúde.

A rotulagem geralmente não é completa, nem nos ingredientes, nem nos nutrientes, dado que a legislação não o exige. Escolha uma ração que indique ser rica em taurina e ácido araquidónico, dois nutrientes importantes na dieta de um felino.

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De quantas calorias precisa um gato?

Depende, sobretudo, do peso do animal. Pode haver variações na quantidade de calorias, dependendo se é um gato que costuma sair de casa ou se vive num apartamento e pouco se movimenta. De qualquer forma, um gato doméstico não tem necessidade de procurar comida, não precisa de caçar, terá pouca atividade e passará muitas horas a dormir. Consulte o rótulo do alimento para saber qual a dose mais indicada para o seu gato. 

Peso do gato vs. quilocalorias por dia

Nas embalagens de alimentos para gatos, a informação sobre as calorias fornecidas raramente consta. Como a sua indicação não é obrigatória, escasseiam os produtos nos quais aparecem as calorias por 100 gramas. Às vezes, surgem como “kcal de energia metabolizável”, o que, para o consumidor, é pouco claro.

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Preço da comida para cães e gatos

A máxima segundo a qual o mais caro nem sempre cumpre os melhores objetivos continua atual. Tanto para cães como para gatos, existem rações a bom preço e de boa qualidade, e até melhores do que as mais caras. 

Se a ração não cobrir as necessidades do seu gato, pode complementá-la com uma colher de sopa de atum em óleo, para enriquecê-lo com taurina e ácidos gordos insaturados.

Descubra as melhores rações para cães e gatos nos respetivos comparadores.

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Questões frequentes

Respondemos a mais dúvidas frequentes sobre animais de estimação.

É melhor dar ração seca ou comida húmida ao cão?

Ambas são boas opções, mas há diferenças.

As rações secas são mais práticas e mais baratas. As embalagens dão para muitas refeições e conservam-se melhor, bastando mantê-las bem fechadas, num local seco e ao abrigo da luz.

As latas de comida húmida têm um prazo de validade curto depois de abertas e devem ser guardadas no frigorífico, bem tapadas.

É preciso complementar a ração do cão com outros alimentos?

Não é necessário. As rações completas como as testadas pela DECO PROteste incluem todos os nutrientes necessários pelo que não é preciso adicionar alimentos. Só mesmo água fresca. Essa sim, deve estar sempre à disposição.

Caso queira presentear o seu patudo com uns biscoitos ou misturar um pouco de comida húmida na ração seca, tenha o cuidado de reduzir a quantidade de ração, para não ultrapassar as calorias necessárias.

Os gatos esterilizados precisam de comida especial?

Os gatos esterilizados tendem a ganhar peso devido a alterações hormonais, embora nem sempre aconteça. Vende-se ração específica para gatos esterilizados, que deve ter menor densidade calórica para evitar ganho de peso. Em geral, a quantidade de calorias é muito semelhante à da ração seca normal. Portanto, é incorreto dizer que é necessário comprar um alimento especial para gatos esterilizados, principalmente se for mais caro.

O que é melhor para o gato: carne ou peixe?

Nos testes da DECO PROteste não se têm observado diferenças entre alimentos à base de carne e de peixe. O importante é que a ração seja bem formulada e cubra todas as necessidades nutricionais do animal. Normalmente, o sabor vem mais dos aromas que são adicionados no processo e não tanto das matérias-primas.

Todas as rações para cão são equivalentes?

Não. Existem rações diferentes consoante a idade, para cachorros até um ano, para cães adultos e seniores.

Há ainda rações específicas para certas condições, para cães esterilizados, com problemas renais, articulares ou gastrointestinais, por exemplo. Neste caso e também durante a gestação e a lactação, é importante informar-se com o veterinário.

Devo variar a ração do meu cão de vez em quando?

Não é essencial. Os cães são muito rotineiros à refeição e não precisam de variar os sabores. São felizes com a mesma ração, todos os dias à mesma hora, no mesmo sítio e no mesmo prato.

Contudo, se pretende experimentar uma ração nova, a mudança deve ser gradual, para evitar transtornos, como diarreia e mal-estar.

Um gato pode comer comida de cão?

Não é indicado, pois as necessidades são diferentes. Os gatos precisam de mais taurina, aminoácido essencial (mas não para os cães), e também de mais ácidos gordos insaturados, como o ácido araquidónico (não fundamental para os cães). Ou seja, a comida de cão não cobre as necessidades nutricionais do gato. Porém, se tal vier a acontecer, será melhor complementá-lo com uma colher de chá de atum em óleo para cobrir as necessidades de taurina e de ácidos gordos insaturados.

Como evitar bolas de pelo?

Os gatos domésticos passam muito tempo a lavar-se. Dessa forma, ingerem uma grande quantidade de pelo, que se enrosca no estômago e forma bolas. Por vezes, expelir bolas de pelo é difícil e o gato precisa de ajuda. Existem pastas para bolas de pelo que contêm óleos minerais ou fibras, ou ambos. Também costumam ter malte ou outras substâncias palatáveis para o gato comer. Quanto às rações contra bolas de pelo, não são uma boa opção, pois essas substâncias com efeito laxante podem interferir na absorção de nutrientes. Uma boa dieta minimiza a perda de cabelo dos gatos, especialmente rica em ácidos gordos insaturados.

Como escolher um bom champô para cão?

Uma boa higiene é essencial para a saúde e bem-estar do seu amigo de quatro patas. A pelagem dos cães, além de os isolar da temperatura exterior, é uma barreira protetora contra ataques externos. Por sua vez, a pele abriga uma colónia de fungos e bactérias – o microbioma – que garante o seu equilíbrio.

Sujidades na pele e nos pelos podem causar um desequilíbrio no microbioma e originar infeções ou outro tipo de afeções como alergias e dermatites. Os banhos com um bom champô próprio para cães são, por isso, importantes para a saúde do seu fiel companheiro.

A pele dos cães, por ter mais folículos pilosos e apenas um terço das camadas celulares protetoras da pele, é mais propensa a dermatites e alergias do que a nossa. É, assim, mais sensível a fragrâncias e substâncias irritantes. É, por isso, fundamental usar um bom champô específico para cão. Os produtos para humanos não são, de todo, adequados, nem sequer os para bebé, pois têm um pH demasiado ácido para a pele dos cães.

No fim do banho, remova bem todos os resíduos de champô, enxaguando bem o pelo do animal. Na loja, verifique sempre que o produto ostenta um número de autorização de venda – garantia de que foi autorizado pela Direção-Geral da Alimentação e Veterinária. Veja mais dicas sobre como dar banho ao cão.

Qual é o melhor seguro para animais?

Por lei, apenas é obrigatória a subscrição de um seguro de responsabilidade civil, com um capital mínimo de 50 mil euros, para os cães pertencentes a raças consideradas perigosas ou potencialmente perigosas. Encontre o melhor seguro para o seu animal de estimação com a ajuda do simulador da DECO PROteste.

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