Crédito pessoal para despesas de saúde: poupe 292 euros com o mais barato
O crédito para despesas de saúde permite pagar tratamentos médicos no privado e é mais barato do que o crédito pessoal. Saiba como poupar 292 euros num financiamento de 10 mil euros.
A falta de resposta do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e o elevado custo dos tratamentos médicos no setor privado levam muitos consumidores, incluindo os que têm seguro de saúde, a recorrer a financiamento bancário para fazerem face a despesas médicas mais ou menos inesperadas. O crédito pessoal para despesas de saúde é uma opção mais barata do que o crédito pessoal sem finalidade específica e beneficia de prazos mais alargados.
A DECO PROteste fez uma ronda pelo mercado para um financiamento de 10 mil euros a reembolsar em 5 anos para cobrir despesas de saúde e chegou à conclusão de que optar pela Escolha Acertada permite poupar 292 euros no final do contrato.
5 cuidados a ter na contratação de um crédito para despesas de saúde
Antes de contratar um empréstimo para financiar eventuais despesas de saúde, garanta que opta pelo que lhe oferece menores custos e as melhores condições, considerando a sua situação financeira. Para isso, há cinco cuidados essenciais a ter em conta.
1. Compare propostas
Peça simulações, de igual montante e prazo de reembolso, em várias instituições de crédito. Estas têm de apresentar a ficha de informação normalizada (FIN), que inclui todas as condições do empréstimo. Use-a para comparar as diferentes propostas. Mesmo que obtenha o financiamento através de um prestador de serviços médicos, como uma clínica ou hospital privados, a apresentação da FIN continua a ser obrigatória.
2. O mais importante é a TAEG
Ao comparar as diferentes propostas, não se fixe no valor da prestação mensal, nem na taxa de juro do crédito. É a taxa anual de encargos efetiva global (TAEG) que indica qual o financiamento mais barato, pois inclui todos os custos associados ao contrato. Quanto menor for a TAEG, mais barato será o empréstimo. Outro indicador importante a ter em conta é o montante total imputado ao consumidor (MTIC), que indica o valor total que irá pagar ao banco durante todo o contrato, incluindo o montante solicitado e todos os custos, como juros, comissões, impostos, etc.
3. Faça contas à taxa de esforço
Independentemente do motivo que o leva a contratar este tipo de empréstimo, o banco fará uma avaliação de solvabilidade dos titulares e só concederá o empréstimo se reunir as condições necessárias. Uma das condições é ter uma taxa de esforço reduzida. Esta refere-se ao peso das prestações do crédito (deste e de outros que tenha eventualmente) no seu rendimento mensal líquido, e não deve ultrapassar os 35 por cento. Para obter este tipo de crédito, além dos documentos habitualmente exigidos pelo banco, como recibos de vencimento e declaração de IRS, terá também de entregar comprovativo das despesas a realizar, como faturas, faturas pró-forma ou orçamentos.
4. Opte por prazos curtos
Embora os créditos para despesas de saúde tenham, normalmente, prazos mais longos do que o crédito pessoal sem finalidade específica, opte pelo menor possível, desde que lhe permita ter uma prestação confortável. Lembre-se de que quanto maior for o prazo de reembolso, mais juros terá de pagar.
5. Atenção à taxa variável
Caso opte por um contrato com taxa variável, tenha em consideração o impacto que um aumento das taxas de juro poderá ter no seu orçamento familiar.
Qual o crédito para despesas de saúde mais barato?
A DECO PROteste recolheu, no mês de junho e julho de 2026, as condições para um crédito para despesas de saúde no valor de 10 mil euros, a reembolsar no prazo de 60 meses. Das 32 instituições de crédito que comercializam crédito pessoal em Portugal, somente nove têm esta oferta específica. Todas as propostas avaliadas têm taxa fixa. Na Caixa Geral de Depósitos e no Crédito Agrícola, o consumidor pode escolher entre esta e a variável e, no Abanca, entre fixa e mista. Quando havia opção, o estudo contemplou a mais baixa.
A maior parte das instituições financia despesas de saúde, com prescrição médica, previstas ou inesperadas, incluindo consultas, cirurgias e tratamentos. Quanto a tratamentos estéticos, a maioria não prevê o financiamento destes procedimentos.
O crédito do Santander é a Escolha Acertada, com uma TAEG de 5,5% e prestações mensais no valor de 187,25 euros. No final do contrato, o consumidor terá pago 11 411 euros pelo financiamento de 10 mil euros. Esta solução permite poupar 292 euros face à média dos créditos para despesas de saúde.
| Montante financiado (€) | Custos iniciais (€) | Prestação mensal (€) | TAN (%) | TAEG (%) | MTIC (€) | ||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
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Santander Crédito Pessoal Saúde | 1000 - 75 000 | 0 | 187,25 | 4,5 | 5,5 | 11 411 |
| Caixa Geral de Depósitos Crédito Pessoal Saúde | 5000 - 75 000 | 0 | 188,19 | 4,7 | 5,8 | 11 467 | |
| ActivoBank Crédito Saúde | 1000 - 30 000 | 0 | 189,63 | 5 | 6,1 | 11 554 | |
| Banco BPI Crédito Pessoal Saúde | 1000 - 75 000 | 52 | 192,03 | 5,5 | 6,9 | 11 750 | |
| Crédito Agrícola Crédito ao Consumo Saúde | 3000 - 50 000 | 208 | 189,15 | 4,9 | 6,9 | 11 733 | |
| Millennium bcp Crédito Pessoal Saúde | 1000 - 75 000 | 0 | 194,45 | 6 | 7,2 | 11 843 | |
| Banco Montepio Crédito Saúde | 2000 - 75 000 | 0 | 192,03 | 5,5 | 7,2 | 11 826 | |
| Abanca Crédito Abanca Saúde | 2500 - 75 000 | 10,40 | 191,79 | 5,45 | 7,9 | 12 044 | |
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Dependendo dos bancos, o valor do financiamento pode oscilar entre o mínimo de mil euros e o máximo de 75 mil euros. Já no que toca a comissões, apenas o Crédito Agrícola, o Banco BPI e o Abanca cobram comissões iniciais pelo estudo do processo. Todas as instituições analisadas financiam a totalidade das despesas de saúde, desde que comprovadas, dentro dos limites da sua oferta do banco e das condições dos titulares, não sendo exigido nenhum valor para entrada.
Se necessitar de realizar tratamento no estrangeiro, pode obter financiamento na maior parte dos bancos que entraram no estudo – apenas o Santander e o Banco BPI não o referem. Porém, o valor do empréstimo cinge-se às despesas médicas. A deslocação e o alojamento não estão abrangidos.
Algumas instituições indicam ainda que é possível utilizar este tipo de crédito para financiar despesas de saúde do próprio ou de elementos do agregado familiar e ainda familiares diretos (pais e filhos).
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