Notícias

Tecnologia 5G tem riscos para a saúde?

A tecnologia 5G permitirá um desempenho muito superior à rede móvel atual, mas há dúvidas sobre riscos para a saúde. Confirme o que se sabe até agora.

  • Dossiê técnico
  • Susana Santos e João Miguens
  • Texto
  • Sofia Frazoa e Filipa Nunes
12 julho 2019
  • Dossiê técnico
  • Susana Santos e João Miguens
  • Texto
  • Sofia Frazoa e Filipa Nunes
5G

iStock

Muito se tem falado sobre os potenciais riscos do 5G para a saúde. Estas dúvidas têm levado, inclusive, ao bloqueio do avanço desta tecnologia em alguns países, como a Bélgica. Também as instituições da União Europeia têm recebido alguns apelos para bloquear o avanço da tecnologia 5G por receio das consequências do aumento da radiofrequência para a saúde. No entanto, o que se sabe sobre esta tecnologia, até agora, não constitui motivo de preocupação.

5G: a nova revolução nas telecomunicações móveis

Em fase de desenvolvimento, a nova geração de telecomunicações móveis irá permitir um desempenho muito superior ao 4G.

A tecnologia 5G tem uma velocidade de transmissão que pode alcançar os 10 Gbps, 10 vezes superior à tecnologia atual; uma resposta de rede que vai ser 6 vezes mais rápida (ou seja, inferior a 6 milissegundos) e a possibilidade de ligação a um número mais elevado de equipamentos (entre 10 a 100 vezes mais).

Espera-se que o 5G traga um grande aumento do desempenho das redes móveis em termos de capacidade, fluxo de dados e resposta de rede. Permitirá responder com eficácia a novas necessidades de serviços de realidade aumentada e vídeos imersivos, mas também a aplicações futuras em que é fundamental um tempo de resposta extremamente curto: condução remota de veículos automóveis e drones, condução autónoma ou serviços de emergência.

Quais os riscos do 5G para a saúde?

Tal como a rede móvel atual, a rede 5G usará radiação eletromagnética (EM). A frequência desta radiação será mais elevada para 5G e, por isso, tem um alcance menor. Ou seja, serão necessárias mais antenas para cobrir a mesma área, mas também emitirão uma potência mais baixa.

O corpo humano tem uma grande capacidade de regulação da temperatura interna, mas um dos perigos para o corpo humano da exposição a radiações de alta frequência (de 100 kHz a 300 GHz) e o resultante aumento de temperatura, dependendo da intensidade e duração, é o aquecimento dos tecidos expostos e consequentes danos sérios para a saúde, como ataques cardíacos ou queimaduras.

radiação de alta frequência é usada numa grande variedade de tecnologias: além de telemóveis ou Wi-Fi, por exemplo, também são usados na medicina (entre outros, em ressonâncias magnéticas ou raio-x, apesar de, nestes casos, serem radiações ionizantes, que podem ser prejudiciais para a saúde).

Até ao momento não há razões para preocupação com a introdução da rede 5G e os seus efeitos para a saúde. Não existem ainda evidências científicas que suportem que a radiação eletromagnética do 5G é prejudicial para a saúde. Alguns factos:

  • o 5G faz uso da radiação eletromagnética tal como a rede móvel atual, ou seja, tem um efeito semelhante ao da tecnologia 3G/4G para o corpo humano;
  • o campo eletromagnético ao qual o corpo humano é exposto é muito maior quando se faz um telefonema com o telemóvel do que quando se está perto das antenas (durante uma chamada, recebemos 10 mil vezes mais radiações do próprio telemóvel do que da antena GSM mais próxima);
  • com a entrada da rede 5G a longo prazo, depois de desabilitadas a redes 3G/4G, ocorrerá uma diminuição da intensidade média de radiação.

A comercialização mundial do 5G está prevista para 2020.

 

Este artigo pode ser reproduzido para fins não-comerciais se for indicada a fonte e contiver uma ligação para esta página. Ver Termos e Condições.