Reclamação – Troca de exame TAC e demora na resolução
No dia 22 de agosto de 2026, desloquei-me à CUF para realizar uma TAC, motivada por dores na zona renal.
O exame ficou disponível/concluído cerca das 13h30. Contudo, posteriormente foi detetado pela médica que me acompanha que o exame que se encontrava associado/entregue não correspondia ao meu, tendo ocorrido uma troca de exames.
Considero esta situação extremamente grave e preocupante, não apenas pelo erro em si, mas pelas potenciais consequências que uma troca desta natureza pode ter na avaliação clínica, no diagnóstico e na orientação do tratamento de um doente.
Acresce que, apesar de o problema ter sido identificado e comunicado, às 17h20 — quase quatro horas depois de o exame ter ficado pronto — a situação continuava sem estar devidamente esclarecida e resolvida, encontrando-me a aguardar pelo meu exame correto e, consequentemente, por uma resposta clínica relativamente às dores que motivaram a realização da TAC.
Saliento ainda que foi a médica que detetou a troca, circunstância que considero particularmente preocupante. Caso tal não tivesse acontecido, importa perceber que consequências poderiam resultar da utilização de um exame pertencente a outro utente como sendo meu.
Tratando-se de informação clínica e de exames de diagnóstico de utentes distintos, considero igualmente necessário que a CUF esclareça como foi possível ocorrer esta troca, em que momento aconteceu, quais os procedimentos de identificação e validação que falharam e se os meus dados ou exame foram disponibilizados a outro utente, questão que poderá também envolver a confidencialidade dos meus dados de saúde.
Não considero aceitável que uma situação desta gravidade permaneça durante horas sem resolução, especialmente quando o utente realizou o exame por se encontrar com queixas de saúde e necessita do respetivo resultado para adequada avaliação médica.
Assim, solicito formalmente:
1. O apuramento das circunstâncias em que ocorreu a troca dos exames;
2. A identificação das medidas tomadas para garantir que o exame que me é disponibilizado corresponde efetivamente ao meu;
3. O esclarecimento sobre se o meu exame ou quaisquer dados clínicos pessoais foram disponibilizados a outro utente;
4. A indicação das medidas corretivas e preventivas que serão adotadas para evitar a repetição de uma situação semelhante;
5. Uma resposta formal, por escrito, relativamente a esta ocorrência.
Deixo registada a minha profunda preocupação e insatisfação perante uma ocorrência que considero incompatível com o rigor, a segurança e a confidencialidade que devem existir na prestação de cuidados de saúde, sobretudo numa unidade privada de saúde na qual o utente deposita confiança para a realização de exames de diagnóstico.