Venho por este meio apresentar uma reclamação relativamente à consulta de Endocrinologia realizada no dia 21 de outubro de 2026, pelas 12:00, na CUF Almada, com a Dra. Ana Gonçalves Ferreira.
Marquei esta consulta porque, nos últimos meses, tenho vindo a apresentar excessiva e um aumento de peso considerável, pelo que procurei acompanhamento médico especializado para compreender as possíveis causas e encontrar soluções adequadas para o meu problema.
Infelizmente, a experiência que tive durante a consulta foi extremamente desagradável e deixou-me profundamente insatisfeita.
Ao longo da consulta, senti que estava a ser submetida a um interrogatório constante, num ambiente de pressão e julgamento, em vez de uma consulta médica orientada para a compreensão da minha situação clínica. Sempre que não sabia responder de forma exata a alguma pergunta ou quando a minha resposta era incompleta, senti da parte da médica uma atitude de impaciência, reprovação e irritação, o que me deixou cada vez mais desconfortável e constrangida.
A forma como a questão da obesidade foi abordada foi particularmente perturbadora. Tenho plena consciência da minha situação clínica, razão pela qual procurei ajuda médica especializada. No entanto, a comunicação foi feita de uma forma que considerei agressiva, fria e desprovida de empatia, fazendo-me sentir julgada em vez de apoiada.
Fiquei também muito abalada com a forma como foi introduzida a possibilidade de estar em pré-menopausa. Depois de ter partilhado que ainda pretendo engravidar, esperava uma abordagem cuidadosa, esclarecedora e sensível. Em vez disso, a informação foi transmitida de forma abrupta, sem a empatia que um tema com este impacto emocional exige.
Ainda durante a consulta, foi alterada a orientação terapêutica da obesidade sem que eu sentisse ter existido uma explicação clara, uma discussão adequada das alternativas disponíveis ou uma verdadeira consideração pelas minhas preocupações e objetivos.
Aquilo que mais me marcou não foi apenas o conteúdo clínico da consulta, mas sobretudo a forma como fui tratada. Em nenhum momento me senti acolhida, compreendida ou respeitada enquanto doente. Pelo contrário, saí da consulta emocionalmente afetada, desmotivada e com a sensação de que as minhas preocupações foram desvalorizadas.
Reconheço e respeito a importância do julgamento clínico dos profissionais de saúde. No entanto, considero que a qualidade dos cuidados de saúde deve incluir não apenas a competência técnica, mas também a empatia, a comunicação e o respeito pela dignidade do doente, aspetos que, na minha experiência, estiveram claramente ausentes nesta consulta.
Solicito, por isso, que esta situação seja analisada pela CUF e que me seja dado feedback sobre as diligências que entendam adequadas.