Reclamação relativa à garantia e conduta intimidatória do proprietário
Tuticar.pt
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M. M.
Para: Tuticar.pt
Venho, por este meio, apresentar uma reclamação relativamente ao atendimento prestado pelo STand TUTICAR no âmbito da garantia do veículo que adquiri. Durante o processo de compra, o atendimento foi exemplar. O vendedor mostrou-se sempre disponível, acessível e profissional, transmitindo-me a confiança necessária para concretizar a aquisição do veículo. Contudo, após detetar uma avaria no sistema de ar condicionado e solicitar a respetiva reparação ao abrigo da garantia, a postura do vendedor alterou-se por completo. Em vez de receber um atendimento profissional e orientado para a resolução do problema, fui tratado com arrogância, falta de respeito e uma atitude claramente rude, tornando toda a comunicação desagradável e desnecessariamente conflituosa. A situação agravou-se depois de eu ter publicado uma crítica relativa ao serviço prestado no respetivo site. Na sequência dessa publicação, fui contactada telefonicamente por um senhor que se identificou como sendo o proprietário do stand. Durante essa chamada, voltou a adotar uma postura extremamente mal-educada, utilizando linguagem ofensiva e recorrendo a diversas expressões insultuosas e palavrões. Durante a mesma chamada, afirmou ainda que eu não tinha o direito de publicar uma crítica relativamente ao serviço prestado. Tal afirmação é incorreta, uma vez que a crítica publicada refletia exclusivamente a minha experiência enquanto consumidora e foi efetuada no exercício do meu direito de expressar a minha opinião sobre o serviço recebido. Em vez de procurar resolver a situação de forma profissional, optou por uma postura intimidatória e hostil. Para além disso, proferiu afirmações que considerei claramente intimidatórias, designadamente: "Sei onde a menina vive", "amanhã falamos cara a cara" e "vais levar comigo durante muito tempo". Estas expressões causaram-me um sentimento de intimidação e insegurança, sendo totalmente inadmissíveis no contexto de uma relação comercial e de uma reclamação apresentada por um consumidor. Considero esta postura inaceitável, sobretudo quando me limitei a exercer direitos que me assistem enquanto consumidora, nomeadamente o direito de exigir a reparação de uma avaria abrangida pela garantia legal e o direito de manifestar publicamente, de forma verdadeira e fundamentada, a minha experiência enquanto cliente. Nos termos do Decreto-Lei n.º 84/2021, o consumidor tem direito à reposição da conformidade dos bens quando exista uma falta de conformidade abrangida pela garantia legal. Assim, a solicitação da reparação de uma avaria não pode, nem deve, dar origem a um tratamento desrespeitoso, intimidatório ou incompatível com os deveres de boa-fé e de diligência que devem pautar a relação entre o profissional e o consumidor. Acresce que a conduta descrita revela uma manifesta falta de respeito pelos direitos dos consumidores, contrariando os princípios consagrados na Lei n.º 24/96, de 31 de julho (Lei de Defesa do Consumidor), nomeadamente o direito à proteção dos interesses económicos dos consumidores, o direito à qualidade dos bens e serviços e o dever de atuação de boa-fé por parte do profissional. O exercício dos meus direitos, quer ao solicitar a reparação ao abrigo da garantia legal, quer ao apresentar uma reclamação e manifestar a minha opinião sobre o serviço prestado, nunca poderia justificar um tratamento ofensivo, intimidatório, desrespeitoso ou persecutório. A presente reclamação incide não apenas sobre a necessidade de resolução da avaria do sistema de ar condicionado ao abrigo da garantia, mas também sobre a forma como fui tratado durante todo o processo, incluindo o contacto telefónico posteriormente efetuado, que considero manifestamente intimidatório, ofensivo e incompatível com qualquer padrão de atendimento profissional. Solicito, por isso, que esta situação seja devidamente analisada e que sejam adotadas as medidas necessárias para assegurar a reparação da avaria nos termos da legislação aplicável, bem como para apurar a conduta adotada durante o atendimento e no referido contacto telefónico, prevenindo que outros clientes venham a ser alvo de situações semelhantes. Face à gravidade dos factos descritos, solicito ainda que a entidade competente avalie a eventual existência de infrações à legislação de defesa do consumidor e adote as medidas que considere adequadas, por forma a garantir o cumprimento da lei e a proteção dos direitos dos consumidores.
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Tuticar.pt
Para: M. M.
Boa tarde, Resposta à reclamaçãoda Sra. Mariana Mateus: «Sra. Mariana Mateus, Lamentamos que a sua perceção da nossa assistência pós-venda tenha sido esta. Importa, no entanto, esclarecer alguns factos para que quem leia esta avaliação possa compreender a situação na sua totalidade. A anomalia reportada dizia respeito ao carregamento do sistema de ar condicionado, uma intervenção que surgiu mais de 15 meses após a compra da viatura e que, pelas condições da garantia, não se encontra abrangida pela mesma (faz parte da manutenção da mesma). Ainda assim, e apesar de não termos qualquer obrigação contratual de assumir esse custo, decidimos efetuar a intervenção a título de cortesia, suportando a despesa integralmente com o objetivo de ir ao encontro das suas expectativas e preservar a sua satisfação enquanto cliente. A viatura que lhe vendemos em 5/4/2025 tinha 12 anos e 162.000km, estava em excelente estado geral, e nunca teve qualquer avaria até á data, ainda assim a intervenção no Ar condicionado foi realizada quatro dias antes de ter efetuado esta avaliação/critica o que nos leva a concluir que a sua intenção é de apenas de desrespeitar e denegrir a imagem daqueles que diariamente trabalham arduamente para promover o bom nome e credibilidade da Empresa. Lamentamos igualmente que tenha interpretado a nossa comunicação como falta de disponibilidade ou profissionalismo. Em momento algum foi nossa intenção faltar ao respeito, pelo contrário, tanto o Fernando como eu fomos brutalmente desrespeitados, pelo que agradeço que qualquer contato futuro seja efetuado pelo seu Pai que merece todo o nosso respeito e consideração. Respeitamos todas as opiniões dos nossos clientes, mas acreditamos que uma reclamação deve refletir os factos reais e o esforço realizado pela empresa para resolver a situação ou conflito em questão. Continuaremos, como sempre, disponíveis para prestar todo o apoio necessário dentro das nossas responsabilidades e, sempre que possível, além delas.» Mais informo que 4 dias após termos efetuado o carregamento do ar condicionado na Oficina especializada Megajantes/Expopneu em Massamá, e termos suportado na íntegrao valor da reparação, a Sra. Mariana dirigiu-se ao meu colaborador/vendedor de forma extremamente arrogante e desrespeitosa, insinuando que éramosuns incompetentes porque o Ar condicionado da viatura teria voltado a não funcionar. Incrédulo com a postura desta Senhora o Fernando Almeida disse para trazer novamente a viatura de forma a podermos reclamar junto do reparador. Como se não bastasse a atitude por parte da Cliente perante este pequeno problema a Senhora fez questão de publicar nas redes sociais, Google, ASAE, Livro de reclamações, DECO, argumentos completamente adulterados e falsos, prejudicando de forma extremamente grave o bom nome desta Empresa com mais de 33 anos no Mercado. Por esse facto, a Senhora foi alertada por mim, gerente da Empresa, que eventualmente a Empresa iria intentar uma Acção Judicial contra a Senhora por forma a ser indemnizadapelos danos patrimoniais causados. Cumprimentos, João Sacadura
M. M.
Para: Tuticar.pt
Exmos. Senhores, Acuso a receção da resposta apresentada à minha reclamação, relativamente à qual considero necessário esclarecer alguns pontos, uma vez que a versão apresentada pelo Stand TUTICAR não corresponde integralmente aos factos ocorridos. Desde o início, informei o stand de que não conseguia carregar o sistema de ar condicionado da viatura. Não sabia qual era a origem dessa situação, nem tinha conhecimentos técnicos para determinar a causa do problema. Foi precisamente por esse motivo que deixei a viatura nas mãos do stand, para que fosse averiguada a origem da anomalia e encontrada uma solução. Não entreguei, portanto, a viatura simplesmente para que fosse efetuado um carregamento do ar condicionado. O que comuniquei foi que não conseguia efetuar o carregamento, esperando que fosse realizado o diagnóstico necessário para perceber por que motivo isso acontecia. A viatura esteve na posse do stand de segunda-feira a sábado. Quando fui levantá-la, no sábado, o vendedor responsável pela entrega limitou-se a cumprimentar-me com um “boa tarde” e a entregar-me as chaves. Não me foi explicado qual tinha sido o diagnóstico, qual a origem do problema, que intervenção tinha sido realizada ou que a mesma teria sido efetuada a título de cortesia. Posteriormente, foi possível apurar que o sistema de ar condicionado continua avariado e que existe uma fuga no sistema, a qual não foi identificada durante o período em que a viatura esteve na posse do stand. Assim, o carregamento efetuado não resolveu a situação nem identificou a causa do problema que comuniquei inicialmente. Não considero, por isso, correta a forma como o stand apresenta a situação, como se eu tivesse solicitado apenas um simples carregamento e posteriormente tivesse criado um conflito relativamente a uma intervenção realizada por cortesia. O que solicitei desde o início foi que fosse identificada a razão pela qual não conseguia carregar o sistema. Relativamente à avaliação publicada no Google, importa esclarecer a cronologia. A viatura foi levantada no sábado e a avaliação foi publicada apenas na segunda-feira, dois dias depois. Algumas horas após a publicação, recebi um telefonema de um senhor que se identificou como gerente/proprietário do stand. Durante essa chamada foram proferidas expressões que considerei intimidatórias, nomeadamente: “Sei onde a menina vive.” “Amanhã falamos cara a cara.” “Vais levar comigo durante muito tempo.” Estas afirmações causaram-me um sentimento de intimidação e insegurança, sobretudo por terem ocorrido no contexto de uma reclamação relativa ao serviço prestado. Rejeito, por isso, a afirmação de que a minha intenção ao publicar a avaliação tenha sido “apenas de desrespeitar e denegrir” a imagem da empresa. A avaliação refletiu a minha experiência enquanto cliente. Da mesma forma, rejeito a acusação de que apresentei perante o Google, Livro de Reclamações, DECO ou outras entidades “argumentos completamente adulterados e falsos”. As reclamações apresentadas tiveram por base os factos que vivenciei. Se a empresa entende que alguma afirmação concreta é falsa ou adulterada, deverá identificar especificamente qual é essa afirmação e apresentar os elementos que sustentam essa alegação. Também não reconheço a afirmação de que me teria dirigido ao vendedor de forma “extremamente arrogante e desrespeitosa”. Caso mantenham essa alegação, solicito que concretizem quais foram as palavras ou comportamentos que entendem terem ocorrido e em que circunstâncias. Relativamente à referência efetuada pelo gerente à possibilidade de a empresa intentar uma ação judicial contra mim por alegados danos patrimoniais, registo expressamente essa afirmação. Nunca tive como objetivo causar qualquer prejuízo ilícito à empresa. Limitei-me a apresentar uma reclamação e a relatar a minha experiência enquanto cliente. Quanto à indicação de que qualquer contacto futuro deverá ser efetuado através do meu pai, não aceito essa condição. Sou a adquirente da viatura e a pessoa diretamente envolvida nesta situação, pelo que tenho legitimidade para tratar diretamente dos assuntos relacionados com a mesma. Acresce que, perante o teor das expressões que me foram dirigidas durante o contacto telefónico e o sentimento de intimidação e insegurança que me causaram, não me sinto segura em voltar a deixar a viatura nas mãos do stand. Esta posição não significa que me recuse a resolver a situação. Pelo contrário, continuo disponível para que a avaria seja devidamente diagnosticada e reparada. Contudo, solicito que a reparação seja realizada por outra empresa ou que seja apresentada uma solução alternativa que não implique voltar a deixar a viatura nas instalações do Stand TUTICAR. Considero este pedido razoável, tendo em conta que o sistema de ar condicionado continua avariado, existe uma fuga que não foi identificada durante o período em que a viatura esteve na posse do stand e ocorreu posteriormente um contacto telefónico cujo teor me deixou intimidada e insegura. Reitero que a minha reclamação não se prende apenas com o carregamento do ar condicionado, mas com toda a forma como a situação foi tratada: a comunicação inicial da avaria, a ausência de um diagnóstico que identificasse a sua origem, a falta de explicação no momento da entrega, a permanência do problema e, posteriormente, a forma como fui abordada após publicar a avaliação. Mantenho o essencial do teor da minha reclamação e solicito que me seja apresentada uma solução concreta para a reparação do sistema de ar condicionado, sem que seja necessário voltar a entregar a viatura ao Stand TUTICAR. Solicito ainda que qualquer comunicação futura seja efetuada de forma objetiva, profissional e respeitosa. Com os melhores cumprimentos, Mariana Mateus
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