Venho por este meio solicitar o vosso apoio jurídico na qualidade de lesado(a) pelo encerramento repentino da empresa Skydive Maia, com quem mantinha um contrato de prestação de serviços ativo desde 2019.
Em 11 de novembro de 2019, adquiri um voucher para a realização de um salto de paraquedas no valor de 160€ (posteriormente atualizado com um segundo voucher de 179€ em dezembro de 2021).
Contrariamente ao que a empresa possa alegar com base em cláusulas abusivas de "não reembolso" inscritas no voucher, a verdade é que o serviço nunca foi prestado por exclusiva responsabilidade e impedimentos da Skydive Maia. Ao longo de quase 7 anos, tentei sucessivas marcações que foram sistematicamente canceladas pela gerência com os seguintes fundamentos registados:
05/08/2020: Cancelamento devido a restrições COVID-19 / Piloto afetado;
07/12/2021: Emissão de segundo voucher atualizado (179€);
08/12/2021: Cancelamento por infeção COVID do piloto;
07/2022: Cancelamento por indisponibilidade de marcação da empresa;
08/2023: Cancelamento devido a restrições aéreas;
08/2024: Cancelamento por indisponibilidade de marcação da empresa;
08/2025: Cancelamento devido a restrições no aeroporto;
2026: Encerramento definitivo da empresa e corte total de contactos.
A empresa manteve o meu voucher e a respetiva validade vinculados ao serviço de forma contínua até ao início de 2026, altura em que encerrou a atividade sem efetuar o reembolso dos valores devidos aos clientes lesados, configurando uma situação de enriquecimento sem causa e burla.
Tendo em conta que possuo o registo cronológico destas interações e adiamentos forçados, solicito a vossa intervenção para perceber que diligências extrajudiciais ou judiciais coletivas estão a ser tomadas para responsabilizar os gerentes da empresa e tentar reaver o valor investido.
Junto em anexo a prova documental da linha temporal dos cancelamentos, bem como o comprovativo de compra original.Fico a aguardar a vossa resposta e orientações.
Melhores cumprimentos.