Concluí recentemente a formação para a área de BackOffice, tendo recebido ao longo do processo avaliações e feedback positivos relativamente ao meu desempenho, conforme documentação que se encontra na minha posse.
No entanto, no último dia da formação, fui informada verbalmente pela formadora de que seria considerada não apta. A justificação apresentada prendeu-se alegadamente com o número de faltas registadas durante a formação e com a alegada inexistência de elementos suficientes para avaliação durante o período de on-job.
Importa referir que tive apenas duas faltas injustificadas e uma falta devidamente justificada por motivo de doença. Durante a formação foi transmitido que apenas a ultrapassagem do limite de duas faltas injustificadas teria consequências ao nível do aproveitamento da mesma, situação que não ocorreu no meu caso.
Adicionalmente, a comunicação escrita posteriormente recebida não faz qualquer referência às faltas como fundamento da decisão, limitando-se a indicar uma avaliação final “Não Favorável”, sem apresentar elementos concretos que sustentem tal conclusão.
Estranho igualmente o facto de esta situação me ter sido comunicada apenas no último dia da formação, sem que ao longo do processo me tivesse sido sinalizada qualquer insuficiência de desempenho, sobretudo quando as avaliações intermédias e o feedback recebido foram positivos.
Mais informo que analisei o contrato de formação que assinei e verifiquei que o mesmo contém apenas duas cláusulas, não existindo qualquer disposição relativa à não remuneração em consequência de uma avaliação não favorável.
Face ao exposto, solicito a vossa análise da situação e, se possível, o vosso esclarecimento relativamente aos critérios efetivamente aplicados e à conformidade deste procedimento, atendendo às circunstâncias descritas.