Em Janeiro de 2025, assinei contracto com "Kubo Building", empresa de construção de casas modulares, para encomendar uma moradia na zona de Sobreira. Somos forçados a recorrer a uma queixa formal, pois tentativas de resolver as nossas divergências directamente, de forma amigável, não levaram o contracto assinado a bom porto.
A empresa com sede em Matosinhos, está em violação do contracto que celebramos nos seguintens pontos:
- Ignorado prazos, adiando a conclusão de obra sem a comunicação prévia e sem oferecer um plano para mitigar o impacto causado. Em violação da cláusula 5, alinea 5.5 do contracto.
- Propondo mundanças contratuais de forma unilateral, tal como a mudança do plano da casa. Tendo a empresa submetido um projecto diferente daquele que me foi apresentado para aprovação. Em violação do anexo 3, orçamento OR 2024 / 0977 C.
Quando confrontados sobre o porquê do projecto ser diferente, e um dos quartos ser muito mais pequeno do que aquilo que aprovei, o arquitecto da Kubo Building, de forma pouco profissional e sem grande maturidade emocional referiu “Para que é que precisa de um quarto tão grande também? Só o usa para dormir, não?” ignorando completamente que é o cliente quem decide o que é melhor para si mesmo, e que mudou o plano sem nos consultar. (Posto tal, não sei se sequer a casa estará com o tamanho contracto, ou se está a ser desenvolvida numa área mais pequena)
- Recusando-se acabar as partes já financiadas do projecto, parte número 4 e 5, de Caixilharia, Portas Interiores, Soleiras e Marcos, bem como a sua Entrega e Montagem, entregando algum material danificado.
Obra P028 do Plano Evolutivo de Trabalho e Pagamentos.
Mesmo assim, a empresa insiste em receber o financiamento da etapa final, número 6, sem antes terem dado a conclusão das já financiadas
- O prazo contratado, devia ter oferecido a conclusão da obra em Maio 2026, passados quatro meses, estando em Setembro de 2026 a submeter esta queixa, o progresso da obra está sem sinais de progresso, e tentativas de contactar a empresa para obter actualizações sobre o estado da mesma, e novos prazos, foram ignoradas. (Fomos inclusive forçados a pressionar a empresa com a ideia de os confrontar na Exponor 2026, onde sabiamos que estariam a tentar angariar novos clientes, sem antes concluirem a nossa obra, e só assim obtivemos uma resposta. Esta resposta foi pouco profissional, e insuficiente, pois a CEO da Kubo Building apenas nos pressionou com o facto de, passando a citar “não temos empregados para a obra”; recusando-se assim a executar as suas responsabilidades, sem oferecer qualquer solução, compensação, ou plano de mitigação, como se a responsabilidade das suas falhas de logistica e contractação internas fossem responsabilidade do cliente.)
- A empresa tentou constantemente alterar as suas responsabilidades contratuais, um exemplo é da sua insistencia recorrente a não incluirem roupeiros nos quartos, coisa que o contracto também dismente, e até assinala que estão incluídos de altura total e largura até 1,80m, anexo 3; orçamento OR 2024 / 0977 C. A CEO da Kubo Building, tanto como os seus funcionários, insistem que “não os instalam nem tal faz parte do acordo”; o que indica que ou, por ignorância, não sabem o que o contracto estipula, ou então, estão em deliberada tentativa de o manipular o mesmo.
- Recusaram-se a fazer as "ligações essenciais”, proferindo que assim já as efectuaram, para água, luz e gás, porém, estas não funcionam dentro da habitação e já nos foi referido que não iriam faze-las, pois o "essencial" já estaria feito. Quando argumentamos sobre quais foram essas ligações essenciais que fizeram, visto que continuamos sem água, luz e gás, não nos souberam responder. Tal como visto na página 2 do anexo 3; orçamento OR 2024 / 0977 C, que também inclui as mesmas.
Dado à falta de cumprimento sobre a entrega da moradia no prazo contractado, e esta estar a pesar na minha vida pessoal, financeira, tal como no resto do agregado familiar, e não conseguir obter que o contracto seja executado com o rigor que foi escrito, recorro a esta queixa para que entidades competentes façam o mesmo correr de forma legal.
Aguardo informações e apelo ao vosso interesse em ter esta indústria regulada correctamente, pois suspeito que assim não esteja.