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Más condições de trabalho

Em curso Pública

PLURICALL – Contact Center Services S. A.

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Problema identificado:

Outro

Reclamação

A. S.

Para: PLURICALL – Contact Center Services S. A.

23/10/2026

Reclamação sobre as condições de trabalho na Pluricall — Projeto Endesa A situação vivida pelos trabalhadores da Pluricall, no projeto Endesa, levanta sérias preocupações relativamente à gestão das equipas, à pressão comercial, às condições de trabalho e à forma como os trabalhadores são tratados. Pressão comercial, saídas antecipadas e férias por falta de vendas Segundo situações presenciadas e relatos partilhados entre colegas, têm sido transmitidas orientações verbais para que trabalhadores sem vendas saiam mais cedo, levantando dúvidas sobre o pagamento integral das horas contratadas. Foram também feitas referências à possibilidade de colocar trabalhadores de férias por não atingirem o objetivo diário de vendas. Numa reunião de 20 de outubro de 2026, foi transmitida a indicação de que os trabalhadores teriam de realizar duas vendas por dia, sob pena de serem colocados de férias. Também foram relatadas situações em que trabalhadores terão sido mandados sair mais cedo por falta de vendas, sem que ficasse claro se as horas não trabalhadas seriam pagas. É preocupante que os trabalhadores sintam que a manutenção das suas condições de trabalho depende exclusivamente dos resultados comerciais, mesmo quando existem problemas operacionais que dificultam a concretização de vendas. Pressão sobre os intervalos e pausas Foram relatadas situações em que os trabalhadores terão sido ameaçados com a possibilidade de ficar sem pausas ou intervalos por não conseguirem realizar vendas. Se estas orientações foram efetivamente transmitidas, importa esclarecer a sua legitimidade e compatibilidade com os direitos laborais. As pausas não devem ser utilizadas como instrumento de pressão para obrigar os trabalhadores a atingir objetivos comerciais. Gritos, intimidação e tratamento dos trabalhadores O ambiente de trabalho tem sido marcado por episódios de pressão e intervenções em tom elevado, que considero inadequados num contexto profissional. No dia 22 de outubro de 2026, durante uma intervenção da direção na sala geral do Teams, foram feitas referências às reclamações dos trabalhadores e à ideia de que estes estavam a fazer “queixinhas”. Foi também proferida a expressão “vamos acabar com esta palhaçada”, acompanhada de referências a que os trabalhadores estavam ali para trabalhar e vender. Durante essa intervenção, vários trabalhadores expuseram situações que consideravam injustas, incluindo alegados descontos de horas, ameaças relacionadas com pausas e referências à possibilidade de impor férias por falta de vendas. Houve divergências entre as explicações da supervisão e os relatos dos trabalhadores presentes. Uma empresa tem o direito de exigir profissionalismo e resultados, mas isso não justifica gritos, humilhação, intimidação ou um ambiente em que os trabalhadores sintam receio de reclamar. Bases de dados repetidas e contactos excessivos aos mesmos clientes Outra situação preocupante é a forma como as bases de dados comerciais são utilizadas e distribuídas pelas equipas. Segundo a experiência relatada pelos trabalhadores, existem contactos que são repetidos e resubmetidos várias vezes, fazendo com que os mesmos clientes voltem a ser trabalhados sucessivamente. Foram referidos casos em que os mesmos clientes terão sido contactados cinco, quinze ou até dezanove vezes. Esta repetição provoca desgaste nos operadores, frustração nos clientes e dificuldades acrescidas na concretização de vendas. Os trabalhadores continuam, contudo, sujeitos a objetivos comerciais exigentes, mesmo quando a qualidade e a eficácia da base de dados são fatores que não controlam individualmente. Importa esclarecer como estas bases de dados são construídas, atualizadas, distribuídas e novamente submetidas, bem como que mecanismos existem para identificar duplicações, evitar contactos excessivos e respeitar as preferências dos clientes. Auditorias de qualidade expostas publicamente Outro motivo de preocupação é a forma como são realizadas e divulgadas as auditorias de chamadas. As avaliações foram expostas no Teams, com identificação dos trabalhadores perante os colegas, acompanhadas de críticas à forma como as chamadas eram conduzidas. Em vez de um processo reservado de feedback, acompanhamento e formação, as avaliações foram apresentadas publicamente, num contexto que considero humilhante e pouco construtivo. É igualmente necessário esclarecer como são utilizadas as gravações e auditorias, nomeadamente se servem para avaliação individual ou eventual penalização de comissões. Os trabalhadores devem receber feedback claro, formação adequada e critérios de avaliação transparentes, sem exposição desnecessária perante toda a equipa. Alterações de horário Foi anunciada uma alteração de horário com efeitos imediatos, apesar de existirem trabalhadores que vinham a cumprir horários previamente acordados. Estas mudanças afetam a organização da vida pessoal e familiar e devem ser comunicadas e implementadas de acordo com as regras aplicáveis, com o devido esclarecimento aos trabalhadores. Transferências entre campanhas e contexto das reclamações Após a intervenção de 22 de outubro, tive conhecimento de que outros trabalhadores foram transferidos da campanha Endesa para campanhas diferentes. Não disponho de elementos que me permitam afirmar que essas transferências tenham sido uma retaliação, nem sei se foram voluntárias. Ainda assim, tendo em conta o contexto das reclamações e as preocupações manifestadas pelos trabalhadores, considero importante que sejam esclarecidas as circunstâncias dessas mudanças. Intervenientes cujas funções são relevantes para o esclarecimento dos factos As pessoas que identifico pelas funções que desempenham ou que lhes são atribuídas neste contexto são: - Rúben Lança — coordenador de campanhas. - Flávio Freitas — supervisor. - Ana Muchacho — identificada como responsável pela empresa. - Raquel Jardim — ligada à área da Qualidade. - Rui Marques — diretor. A identificação destas pessoas pretende indicar os intervenientes cujas funções poderão ser relevantes para o apuramento das situações descritas. Não significa que todas tenham praticado pessoalmente todos os atos relatados. Considero importante esclarecer quem transmitiu cada orientação, quem tomou as decisões e quem tinha conhecimento das ocorrências. Reclamações apresentadas e receio de represálias As situações foram comunicadas à entidade empregadora,à Autoridade para as Condições do Trabalho, para apreciação pelas entidades competentes. Apesar disso, considero essencial que exista uma análise séria e imparcial dos acontecimentos, com esclarecimento das orientações transmitidas, das condições de trabalho e da forma como são tratados os trabalhadores que manifestam preocupações. Nota sobre a minha identidade Opto por não me identificar publicamente por receio de sofrer represálias profissionais, incluindo possíveis consequências para a manutenção do meu posto de trabalho. Quero poder expor estas preocupações sem recear que a divulgação da minha identidade prejudique a minha situação profissional. O objetivo desta reclamação é alertar para situações que considero preocupantes e defender condições de trabalho dignas, transparentes e respeitadoras dos direitos dos trabalhadores. Exige-se responsabilidade, respeito, formação adequada, transparência nos objetivos comerciais e cumprimento das regras laborais. Os trabalhadores não devem ser humilhados, intimidados ou pressionados de forma desproporcionada para obter resultados, sobretudo quando também existem problemas relacionados com as bases de dados e com a organização da própria campanha. Solicito que estas situações sejam devidamente esclarecidas e que os trabalhadores possam exercer as suas funções e apresentar reclamações sem receio de consequências profissionais.

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A. S.

Para: PLURICALL – Contact Center Services S. A.

23/10/2026

Reclamação sobre as condições de trabalho na Pluricall — Projeto Endesa A situação vivida pelos trabalhadores da Pluricall, no projeto Endesa, levanta sérias preocupações relativamente à gestão das equipas, à pressão comercial, às condições de trabalho e à forma como os trabalhadores são tratados. Pressão comercial, saídas antecipadas e férias por falta de vendas Segundo situações presenciadas e relatos partilhados entre colegas, têm sido transmitidas orientações verbais para que trabalhadores sem vendas saiam mais cedo, levantando dúvidas sobre o pagamento integral das horas contratadas. Foram também feitas referências à possibilidade de colocar trabalhadores de férias por não atingirem o objetivo diário de vendas. Numa reunião de 20 de outubro de 2026, foi transmitida a indicação de que os trabalhadores teriam de realizar duas vendas por dia, sob pena de serem colocados de férias. Também foram relatadas situações em que trabalhadores terão sido mandados sair mais cedo por falta de vendas, sem que ficasse claro se as horas não trabalhadas seriam pagas. É preocupante que os trabalhadores sintam que a manutenção das suas condições de trabalho depende exclusivamente dos resultados comerciais, mesmo quando existem problemas operacionais que dificultam a concretização de vendas. Pressão sobre os intervalos e pausas Foram relatadas situações em que os trabalhadores terão sido ameaçados com a possibilidade de ficar sem pausas ou intervalos por não conseguirem realizar vendas. Se estas orientações foram efetivamente transmitidas, importa esclarecer a sua legitimidade e compatibilidade com os direitos laborais. As pausas não devem ser utilizadas como instrumento de pressão para obrigar os trabalhadores a atingir objetivos comerciais. Gritos, intimidação e tratamento dos trabalhadores O ambiente de trabalho tem sido marcado por episódios de pressão e intervenções em tom elevado, que considero inadequados num contexto profissional. No dia 22 de outubro de 2026, durante uma intervenção da direção na sala geral do Teams, foram feitas referências às reclamações dos trabalhadores e à ideia de que estes estavam a fazer “queixinhas”. Foi também proferida a expressão “vamos acabar com esta palhaçada”, acompanhada de referências a que os trabalhadores estavam ali para trabalhar e vender. Durante essa intervenção, vários trabalhadores expuseram situações que consideravam injustas, incluindo alegados descontos de horas, ameaças relacionadas com pausas e referências à possibilidade de impor férias por falta de vendas. Houve divergências entre as explicações da supervisão e os relatos dos trabalhadores presentes. Uma empresa tem o direito de exigir profissionalismo e resultados, mas isso não justifica gritos, humilhação, intimidação ou um ambiente em que os trabalhadores sintam receio de reclamar. Bases de dados repetidas e contactos excessivos aos mesmos clientes Outra situação preocupante é a forma como as bases de dados comerciais são utilizadas e distribuídas pelas equipas. Segundo a experiência relatada pelos trabalhadores, existem contactos que são repetidos e resubmetidos várias vezes, fazendo com que os mesmos clientes voltem a ser trabalhados sucessivamente. Foram referidos casos em que os mesmos clientes terão sido contactados cinco, quinze ou até dezanove vezes. Esta repetição provoca desgaste nos operadores, frustração nos clientes e dificuldades acrescidas na concretização de vendas. Os trabalhadores continuam, contudo, sujeitos a objetivos comerciais exigentes, mesmo quando a qualidade e a eficácia da base de dados são fatores que não controlam individualmente. Importa esclarecer como estas bases de dados são construídas, atualizadas, distribuídas e novamente submetidas, bem como que mecanismos existem para identificar duplicações, evitar contactos excessivos e respeitar as preferências dos clientes. Auditorias de qualidade expostas publicamente Outro motivo de preocupação é a forma como são realizadas e divulgadas as auditorias de chamadas. As avaliações foram expostas no Teams, com identificação dos trabalhadores perante os colegas, acompanhadas de críticas à forma como as chamadas eram conduzidas. Em vez de um processo reservado de feedback, acompanhamento e formação, as avaliações foram apresentadas publicamente, num contexto que considero humilhante e pouco construtivo. É igualmente necessário esclarecer como são utilizadas as gravações e auditorias, nomeadamente se servem para avaliação individual ou eventual penalização de comissões. Os trabalhadores devem receber feedback claro, formação adequada e critérios de avaliação transparentes, sem exposição desnecessária perante toda a equipa. Alterações de horário Foi anunciada uma alteração de horário com efeitos imediatos, apesar de existirem trabalhadores que vinham a cumprir horários previamente acordados. Estas mudanças afetam a organização da vida pessoal e familiar e devem ser comunicadas e implementadas de acordo com as regras aplicáveis, com o devido esclarecimento aos trabalhadores. Transferências entre campanhas e contexto das reclamações Após a intervenção de 22 de outubro, tive conhecimento de que outros trabalhadores foram transferidos da campanha Endesa para campanhas diferentes. Não disponho de elementos que me permitam afirmar que essas transferências tenham sido uma retaliação, nem sei se foram voluntárias. Ainda assim, tendo em conta o contexto das reclamações e as preocupações manifestadas pelos trabalhadores, considero importante que sejam esclarecidas as circunstâncias dessas mudanças. Intervenientes cujas funções são relevantes para o esclarecimento dos factos As pessoas que identifico pelas funções que desempenham ou que lhes são atribuídas neste contexto são: - Rúben Lança — coordenador de campanhas. - Flávio Freitas — supervisor. - Ana Muchacho — identificada como responsável pela empresa. - Raquel Jardim — ligada à área da Qualidade. - Rui Marques — diretor. A identificação destas pesso


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