Venho por este meio apresentar uma reclamação formal relativamente ao serviço prestado pelo ginásio Fitness UP da Trofa, no seguimento de uma situação extremamente grave, marcada por desinformação, falta de profissionalismo e total ausência de sensibilidade.
No momento da inscrição da minha esposa, realizada ainda na fase final da gestação, foi-nos garantido de forma clara que, após o nascimento do bebé, seria possível suspender os pagamentos durante o período de puerpério.
No dia 10 de fevereiro de 2026, entrei em contacto telefónico com o ginásio para confirmar o procedimento necessário, tendo sido orientado de forma simples e objetiva a “enviar um email a informar a situação”. Cumprimos exatamente o indicado, enviando o respetivo email acompanhado da declaração de nascimento.
Para nosso espanto, não obtivemos qualquer resposta. Mais grave ainda, os débitos continuaram a ser efetuados. Perante esta situação, realizei várias tentativas de contacto telefónico e desloquei-me inclusive ao ginásio, onde fui informado de que a pessoa responsável apenas se encontrava até às 18h, sem qualquer solução concreta apresentada.
Após insistência prolongada, apenas no dia 20 de março foi dada resposta ao email, sendo então exigida uma baixa médica — requisito que nunca foi mencionado anteriormente, nem no ato da inscrição, nem no contacto telefónico inicial. Trata-se de uma exigência impossível de cumprir retroativamente, colocando o cliente numa posição de total desvantagem.
No dia 24 de março, desloquei-me pessoalmente ao ginásio para esclarecer a situação, tendo sido confrontado com um atendimento inaceitável da sra Isabel Lopes, desrespeitoso, desprovido de qualquer empatia ou profissionalismo. Foi alegado, de forma incorreta, que o ginásio teria entrado em contacto connosco e que teria falado com a minha esposa — o que é completamente falso, sendo que o contacto associado à conta é o meu.
Ainda mais grave, foi a insistência nessa versão, com uma postura inaceitável por parte da responsável, e tentativa de distorção dos factos, colocando em causa a minha palavra e insinuando que estaria a mentir. Esta postura é absolutamente inadmissível, sobretudo tendo em conta que estamos a lidar com uma situação de puerpério, um período particularmente sensível que exige compreensão e respeito.
Face a todo este contexto — desinformação inicial, ausência de resposta atempada, alteração de condições sem aviso prévio, cobranças indevidas e um atendimento profundamente desrespeitoso — considero que houve uma falha grave na prestação do serviço, para além de evidenciar uma prática de desresponsabilização por parte da entidade.
Desta forma, venho exigir o cancelamento imediato de ambos os contratos, sem qualquer penalização ou pagamento de taxas de rescisão, uma vez que a própria entidade não cumpriu com o que foi inicialmente acordado e prestou um serviço inadequado.
Adicionalmente, considero lamentável a tentativa de intimidação ao sugerir que o cancelamento seria mais prejudicial financeiramente do que aceitar a perda dos valores já cobrados, o que demonstra uma postura pouco transparente e desrespeitosa para com o cliente.
Trata-se de um caso de claro desrespeito pelos direitos do consumidor, que merece a devida atenção e resolução.