Exmos. Senhores,
Venho por este meio solicitar o vosso apoio relativamente a uma situação que considero inadmissível na qualidade de cliente da Endesa, relacionada com uma inspeção ao esquentador da minha nova habitação.
No âmbito do contrato que celebrei com a Endesa, foi agendada uma visita técnica para o dia 17 de agosto de 2026, tendo-me sido comunicada a data e hora da visita. Inclusivamente, recebi a respetiva confirmação por SMS, pelo que, naturalmente, considerei que o agendamento estava confirmado.
Por esse motivo, eu e o meu companheiro organizámos a nossa vida profissional de forma a garantir que estaríamos presentes na habitação à hora acordada. O meu companheiro, em particular, teve de alterar toda a logística do seu trabalho para poder estar presente.
Contudo, à hora agendada, o meu companheiro recebeu uma chamada de um técnico do distribuidor de gás, que informou que não poderia realizar a visita porque o técnico responsável pela inspeção não iria comparecer.
Perante esta situação, contactei imediatamente a Endesa para perceber o que tinha acontecido e, sobretudo, para saber quem assumiria a responsabilidade pela falha.
A resposta que obtive foi, na minha opinião, totalmente insatisfatória. Foi-me dito que a Endesa não tinha informação sobre a situação por parte do técnico e que só poderia prestar esclarecimentos após a elaboração de um relatório. Quando questionei diretamente quem se responsabilizaria pelos transtornos causados, não obtive uma resposta concreta.
Seguindo a orientação da própria Endesa, contactei posteriormente o distribuidor de gás. Foi-me então explicado que os técnicos do distribuidor não realizam a inspeção, não tendo autorização para proceder à mesma sem a presença do inspetor, e que o inspetor em causa seria enviado pela própria Endesa.
Voltei, por isso, a contactar a Endesa, altura em que me foi transmitido que os agendamentos efetuados seriam, afinal, "pré-agendamentos", dependendo de uma posterior confirmação por SMS.
Esta explicação é particularmente problemática, uma vez que eu recebi efetivamente a SMS de confirmação e, em momento algum, me foi explicado que a mesma correspondia apenas a um "pré-agendamento" ou que a presença do inspetor não estava garantida.
Mais grave ainda, quando expus os transtornos que esta situação nos causou e questionei se a Endesa iria assumir alguma responsabilidade ou compensar os prejuízos decorrentes de uma deslocação que acabou por não acontecer por motivo que não nos é imputável, foi-me respondido que a Endesa não se responsabilizava caso o inspetor não comparecesse, que não tinha acesso à informação relativa às deslocações dos inspetores e que a única solução que poderia apresentar seria realizar um novo agendamento.
Considero esta resposta manifestamente inadequada.
Enquanto cliente, celebrei um contrato com a Endesa e organizei a minha disponibilidade com base numa data e hora que me foram comunicadas e posteriormente confirmadas por SMS. Não me parece aceitável que, perante uma falha na concretização do serviço, a responsabilidade seja simplesmente transferida para um terceiro, quando foi a própria Endesa que tratou do agendamento e disponibilizou o serviço.
Acresce que esta situação nos causou prejuízos e transtornos concretos, nomeadamente a alteração da organização profissional do meu companheiro e a necessidade de mobilizar tempo para estar presente na habitação, sem que a visita viesse sequer a realizar-se.
Não considero igualmente aceitável que a informação de que se tratava apenas de um "pré-agendamento" seja apresentada apenas depois de a visita não ter ocorrido, quando essa condição não nos foi devidamente explicada no momento do agendamento e existia, inclusivamente, uma confirmação por SMS.