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Deliberação sobre sinistro

Em curso Pública

Problema identificado:

Outro

Reclamação

J. C.

Para: Generali - Companhia de Seguros, S.A.

16/08/2026

Exmos. Senhores, Participei um sinistro no âmbito de um seguro de habitação em casa secundária localizada no Concelho de Santarém, contratado com a Companhia de Seguros Generali Tranquilidade, por danos causados pelas tempestades em Fevereiro passado. Fiz a participação no dia 25/02/2026. Enviei, a pedido da seguradora, fotografias e orçamentos em tempo útil. A seguradora manteve-se em silêncio absoluto até ao dia 22 de maio, data em que marcou uma peritagem que teve lugar no dia 25 de maio. Enviei, a pedido do perito, os documentos solicitados (orçamentos, factura de uma reparação que já tinha feito a minhas expensas e IBAN) entretanto, passadas várias semanas recebo um SMS para uma marcação de uma peritagem, a qual nunca veio a acontecer, por motivos óbvios (já tinha sido efectuada). Estes factos, só por si, revelam a má gestão do sinistro. Os danos referiam-se a cobertura de piscina que ficou destruída, abatimento do pavimento de um alpendre e danos em parede provocadas pela humidade. Decisão da seguradora. cobertura da piscina paga. Os restantes danos consideram não ter relação directa com a tempestade. O abatimento do pavimento resulta de má compactação do terreno subjacente e, portanto defeito de construção (este pavimento está construído desde 1998 e nunca abateu). Quanto aos danos na parede interior (que está virada para sul) o fenómeno que provocou danos na pintura (a parede ficou como que descascada) resultou de infiltração por capilaridade por os terrenos subjacentes estarem saturados por água resultante da tempestade e por mau isolamento quando da construção em 1998. Esta parede tinha sido pintada, como o resto da habitação em 2023, sem que até à tempestade tenham ocorrido problemas na pintura. Contestei a decisão por email e a seguradora persistiu no mesmo parecer. Considero que esta decisão é tomada de má fé. A Generali parece ter tomado esta decisão com base num modelo de IA (sem alma), não reconhecendo a excepcionalidade da situação ocorrida. Quando contratei o seguro, não me foi questionado o ano de construção, nem vieram fazer nenhuma peritagem (foram só facilidades). A decisão também não me surpreendeu de todo já que ela reflecte a opinião que o perito tinha manifestado quando se deslocou ao local. Portanto parece-me que a decisão esteja enviesada. Obviamente que com uma tão má gestão de sinistros considero que houve uma quebra de confiança na empresa e mudei o seguro para outra seguradora. Ao longo destes longos meses a comunicação da Genarali resumiu-se à participação num passatempo relacionado com o campeonato do mundo, o que obviamente não me interessava, de todo. Cumprimentos.


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