Venho apresentar reclamação relativamente à atuação da companhia aérea Iberia na gestão da reserva da minha família para o voo Madrid–Budapeste, inicialmente prevista para o dia 15 de agosto de 2026.
A reserva foi efetuada em janeiro de 2026 através da plataforma Kiwi.com. Desde essa data, fomos alvo de sucessivas alterações aos voos, alterações essas que nos foram sempre comunicadas pela Kiwi.com como tendo origem na Iberia.
Apesar dos constantes constrangimentos, aceitámos todas as alterações de boa-fé, uma vez que, até determinado momento, continuávamos a conseguir chegar a Budapeste no dia 15 de agosto, conforme planeado. Toda a nossa viagem foi organizada em função dessa data, incluindo voos de ligação, alojamento já pago e diversas atividades previamente reservadas.
A situação agravou-se quando, na última alteração efetuada pela Iberia, eu e o meu marido fomos colocados num voo no dia 14 de agosto (N44XR), enquanto o nosso filho Francisco, de apenas 15 anos, foi colocado sozinho num voo diferente, no dia 16 de agosto ( N45BY). Com esta alteração o meu marido teria que faltar um dia ao trabalho e seríamos obrigados a adquirir, com custos adicionais, novos bilhetes de avião entre o Porto/Madrid para conseguirmos embarcar no voo para Budapeste no dia 14 de agosto. Por sua vez, o nosso filho Francisco, de apenas 15 anos, teria de realizar sozinho o voo Porto–Madrid já adquirido para o dia 15 de agosto, permanecer sozinho durante uma noite em Madrid, numa cidade que não conhece, e, no dia 16, embarcar sozinho para Budapeste. Trata-se de uma situação manifestamente inadmissível e totalmente incompatível com o dever de proteção e assistência que deve ser assegurado a um passageiro menor de idade.
Nunca autorizámos, nem autorizaríamos, que o nosso filho viajasse desacompanhado ou permanecesse sozinho num país estrangeiro. Esta alternativa, além de colocar em causa a segurança e o bem-estar de um menor, obrigava-nos ainda a suportar despesas adicionais exclusivamente provocadas pelas sucessivas alterações introduzidas pela Iberia.
Por indicação da Kiwi.com, contactei telefonicamente a Iberia no dia 13 de julho de 2026 para tentar resolver a situação. Expliquei que a nossa única intenção era manter a viagem no dia 15 de agosto, uma vez que já tínhamos alojamento pago, atividades reservadas e toda a viagem organizada para essa data.
Perante a enorme angústia causada pela separação do nosso filho menor num voo diferente, acabei por aceitar viajar dia 17 de agosto para podermos viajar todos no mesmo voo. Essa decisão foi tomada num momento de elevado stress e pressão emocional, tendo como única prioridade garantir que o nosso filho viajasse connosco.
Após terminar a chamada e analisar cuidadosamente todas as consequências dessa alteração, percebi que essa decisão compromete completamente a nossa viagem. A chegada apenas no dia 17 de agosto à tarde implica perder duas noites de alojamento já pagas em Budapeste, perder atividades previamente reservadas para os dias 15 e 16 e suportar um prejuízo económico significativo, tudo isto em consequência das sucessivas alterações efetuadas pela Iberia.
Considero que a aceitação da alteração para o dia 17 não resultou de uma escolha livre e ponderada, mas sim de uma decisão tomada sob forte pressão emocional, criada por uma situação que nunca deveria ter ocorrido: a separação de um menor de 15 anos dos seus pais em voos distintos.
Assim, solicito que esta situação seja urgentemente revista e que a Iberia nos volte a colocar no voo inicialmente previsto para o dia 15 de agosto de 2026, o qual, tanto quanto é do meu conhecimento, continua a existir e a operar. Caso tal não seja possível, solicito que a Iberia assuma integralmente todas as despesas de assistência a que temos direito em consequência da alteração do voo, nomeadamente o pagamento de duas noites de alojamento em Madrid para os três passageiros, todas as refeições e bebidas durante esse período de espera, os transportes entre o aeroporto e o hotel, bem como quaisquer outras despesas indispensáveis até ao embarque no voo para Budapeste. Estas despesas resultam exclusivamente das alterações introduzidas pela Iberia e não podem, de forma alguma, ser suportadas pelos passageiros.