Solicito que esta situação seja tratada diretamente pela central da BlueBird, uma vez que a loja BlueBird do Arrábida Shopping deu o assunto como resolvido, ocultando, no meu entendimento, a real dimensão do ocorrido.
Adquiri um relógio num domingo e, logo na terça-feira seguinte, o artigo começou a apresentar um defeito grave e visível, atrasando continuamente as horas e retrocedendo o horário de forma recorrente. Dentro do prazo de 7 dias após a compra, dirigi-me à loja para reportar a avaria e solicitar uma solução.
No momento da entrega do relógio para garantia, solicitei o reembolso do valor pago, uma vez que o defeito surgiu poucos dias após a compra. No entanto, mesmo após a loja constatar e assumir a avaria, foi-me dito que o reembolso não seria possível devido às políticas internas da empresa.
Perante essa recusa, foram-me apresentadas duas opções: receber crédito em loja ou aguardar a substituição por um artigo totalmente novo. Como me foi garantido que seria entregue um relógio novo, optei por essa solução. Caso me tivesse sido informado que não se trataria de um artigo totalmente novo, teria escolhido o crédito em loja e utilizado esse valor para adquirir um modelo de gama superior, pagando a diferença necessária.
A colaboradora Fátima recebeu o relógio, averiguou o defeito apresentado e ficou com o artigo após constatar a situação. Ou seja, o relógio foi entregue à loja com uma avaria visível, confirmada no momento pela própria funcionária. Eu estava acompanhado por testemunhas tanto no dia da compra como no dia em que levei o relógio para reportar a avaria.
Na ocasião, foi-me comunicado que o relógio seria substituído por um artigo novo, tendo ainda sido indicado que se tratava do último artigo disponível no país. Foi-me pedido que aguardasse a chegada desse novo artigo. Inicialmente, foi dado o prazo até quarta-feira. Depois, o prazo foi prolongado para sexta-feira e, posteriormente, para segunda-feira.
Após toda esta espera, desloquei-me novamente à loja no dia 22/06/2026 para levantar o relógio. Nesse momento, estava acompanhado por outras duas testemunhas. Antes de aceitar o artigo, perguntei novamente se se tratava de um relógio totalmente novo. A resposta foi afirmativa.
Além disso, quando mencionei que seria necessário ajustar a pulseira ao meu pulso, foi-me dito o seguinte: "Não é necessário, usamos a sua antiga para ajustar o seu novo artigo." Esta frase foi ouvida pelas duas pessoas que estavam comigo. Ou seja, foi reforçada novamente a ideia de que eu estava a receber um artigo novo, sendo apenas aproveitada a pulseira anterior para ajuste.
Posteriormente, recebi uma chamada da colaboradora Érica, na qual me foi dito que eu teria sido avisado de que apenas seria trocada a caixa do relógio e não a pulseira. Essa informação nunca me foi comunicada. Pelo contrário, em todos os momentos me foi transmitido que receberia um artigo totalmente novo.
Durante essa chamada, senti-me profundamente desrespeitado pela forma como a colaboradora conduziu a conversa, dando a entender que eu estaria a faltar à verdade sobre o ocorrido, bem como todas as pessoas que estavam comigo nos diferentes momentos do processo. Essa postura é inaceitável, especialmente porque existiram testemunhas no dia da compra, no dia em que reportei a avaria e no dia em que levantei o suposto novo artigo.
Além disso, foi insinuado que o relógio poderia não ter apresentado defeito, o que é uma contradição evidente, uma vez que a própria loja recebeu o artigo, verificou a avaria, ficou com o relógio e deu seguimento ao processo de troca.
Considero muito grave que agora seja apresentada uma versão diferente dos factos, especialmente quando existem testemunhas em momentos distintos: no dia da compra, no dia em que reportei a avaria e no dia em que levantei o suposto novo artigo.
A situação torna-se ainda mais grave uma vez que recebi o relógio com vários riscos visíveis, incluindo um pequeno risco na caixa, o que reforça a minha preocupação de que não me tenha sido entregue um artigo totalmente novo, conforme havia sido comunicado.
O que está em causa aqui não é o valor financeiro do relógio. Sou diretor de marketing de uma grande franquia em Portugal e compreendo perfeitamente a importância da relação entre marca, cliente e confiança. O que está em causa é a falta de clareza, a contradição nas informações prestadas, a tentativa de dar o caso como resolvido sem refletir a realidade dos factos e a forma desrespeitosa como fui tratado enquanto consumidor.
Diante de tudo isto, solicito que a central da BlueBird analise cuidadosamente esta situação, ouça as partes envolvidas e reveja a forma como este processo foi conduzido pela loja do Arrábida Shopping.
Reitero que não considero esta situação resolvida e aguardo uma resposta formal por parte da BlueBird.