Realizei um evento nas instalações da Quinta da Lage (zona de Sesimbra), que é explorada pela Braamcamp Sobral Events, e sinto-me no dever de partilhar publicamente o que nos aconteceu. Faço-o como um alerta cívico, para que futuros clientes desta organização saibam com o que podem / devem contar.
O que deveria ter sido um momento de celebração descambou num litígio. Após uma situação de quase chantagem – a poucos dias do evento, foi-me exigido o pagamento de uma caução de 2.000,00€, sob ameaça da não realização do evento – a BSEVENTS apropriou-se ilegalmente dessa mesma caução, com base em argumentos absurdos e cobranças exorbitantes. Exemplos:
- Cobranças por desgaste pré-existente: estrategicamente, não realizaram qualquer vistoria connosco no início do evento e, após o evento, cobraram-nos uma substituição integral de mobiliário (ex.: colchões de espreguiçadeiras) que já apresentava sinais óbvios de muito uso e de degradação, decorrente da exposição prolongada ao sol e à chuva.
- Falta de palavra / quebra de compromissos: a gerência deu o dito pelo não dito em relação aos compromissos que assumiu connosco - cobraram penalizações por late check-out (300,00€ !!) e pela recolha de equipamentos de fornecedores (200,00€ !!) quando nos tinham garantido pessoalmente que podíamos sair só ao final do dia e que as recolhas podiam ser feitas na segunda ou terça-feira seguintes.
- Recusaram a nossa total disponibilidade para assegurarmos uma limpeza especializada a um sofá que tinha uma nódoa, a fim de poderem impor-nos unilateralmente uma taxa de limpeza de 250,00€.
Quando contestámos estas cobranças e estes valores, a resposta da Quinta da Lage foi recorrer a acusações graves e a ameaças de queixas na Polícia contra os nossos convidados, numa clara tentativa de intimidação que tem por único objetivo levar-nos a desistir o dinheiro da caução.
Não aceitaremos nem compactuaremos com condutas desta natureza. Sentimo-nos enganados, burlados, roubados.
Estamos a denunciar este caso junto das autoridades competentes, do Turismo de Portugal, das entidades de Defesa do Consumidor, etc., para que estas práticas cessem e entidades como esta deixem de sentir-se impunes, acima da lei.