Venho por este meio apresentar uma reclamação formal e veemente contra a MEO/Altice Portugal pelo abandono das infraestruturas de comunicações numa localidade no concelho de Leiria, situação que afeta diretamente esta localidade e os seus moradores.
Desde a tempestade Kristin, a 28 de janeiro de 2026, estamos privados de serviço de internet e televisão. Hoje, 19 de junho, passados quase 5 meses, os postes continuam partidos e os cabos no chão, numa situação de manifesto abandono e desleixo.
A situação atingiu níveis de indignidade intoleráveis devido à absoluta incompetência, má-fé e falta de respeito da operadora:
1. Gestão de prazos fictícios: Foram dadas datas sucessivas (29 de abril, 14 de maio, 22 de maio e 16 de junho) que nunca foram cumpridas. Em maio, a MEO teve o desplante de marcar uma reparação, não aparecer e, uma semana mais tarde, contactar-nos a perguntar como estava o serviço (quando nem sequer há cabos ligados à casa), demonstrando um caos administrativo total.
2. Procedimentos abusivos: Fui forçado a agendar a visita de um técnico para substituição de um router, sabendo-se perfeitamente que o problema é a rede física exterior destruída. O próprio técnico, ao chegar ao local, mostrou-se indignado com a falta de comunicação e com o facto de a empresa estar a agir com manifesta falta de consideração pelos clientes, ao enviar equipas para substituir hardware interno quando a infraestrutura de rua está no chão.
3. Ausência de proatividade e gestão do cliente: Fomos nós, os clientes, que tivemos de tomar a iniciativa de contactar a linha de apoio para solicitar o ajuste da faturação, devido à falta de serviço fixo. Se não o tivéssemos feito, a MEO continuaria a cobrar a totalidade de um serviço que não presta. É inaceitável que o cliente tenha de ser o gestor da própria avaria da operadora, pagando ainda por um serviço de dados móveis extremamente instável e lento, que em nada compensa a ausência de internet fixa e televisão numa zona isolada.
4. Tratamento indigno aos clientes: Além da falha técnica, é inadmissível a postura da linha de apoio ao cliente. Por diversas vezes, os clientes foram maltratados pelos assistentes telefónicos, recebendo respostas rudes e desrespeitosas, tratando a frustração legítima de quem está sem serviço há 5 meses com total desdém e falta de profissionalismo.
5. Discriminação Geográfica: É evidente que a MEO prioriza a reparação em zonas com concorrência de outras operadoras (com fibra), deixando deliberadamente as aldeias isoladas, onde detém o monopólio, para último. Isto é uma estratégia de maximização de lucros à custa do isolamento das populações.
Exijo:
1. Reparação imediata e efetiva da rede física (postes e cabos) para a reposição do serviço contratado.
2. A isenção total de qualquer faturação: Consideramos injustificável qualquer tipo de cobrança nesta fase de incumprimento prolongado. Os dados móveis fornecidos como alternativa são extremamente lentos e completamente inutilizáveis dentro da habitação, pelo que exigimos a isenção integral de pagamentos e a suspensão de qualquer faturação até à reposição efetiva do serviço contratado.
Esta queixa já foi formalmente submetida através do Livro de Reclamações Online (seguindo diretamente para a ANACOM) e serve também de base para denúncia junto dos órgãos de comunicação social. A falta de respeito pelos clientes em localidades isoladas em Portugal não ficará sem resposta.