Antes de contratar a Four Baruck, Lda., quer integrada na rede Aqui A Tua Remodelação, quer de forma independente, deve ler com atenção a minha experiência com esta empresa e com a rede.
Sou um particular, sem experiência técnica em construção ou remodelações. Em 2025, depois de um processo de partilha em que fiquei com três apartamentos, preenchi um pedido no website da Aqui a Tua Remodelação, que me atribuiu o empreiteiro Four Baruck, Unipessoal, Lda. (Aqui a Tua Remodelação - Almada).
A empresa foi contratada para a remodelação integral desses três apartamentos. Em 30 de março de 2026, já tinha pago cerca de 90% do preço contratado. Apesar disso, a Four Baruck não concluiu nem entregou qualquer um dos apartamentos. Pior: os trabalhos realizados encontram-se com defeitos gravíssimos, que obrigarão a um custo adicional de 40% a 60% desse valor (quando faltaria pagar menos de 10%).
Os trabalhos começaram em 18 de novembro de 2025 e deveriam terminar quatro meses depois, em 18 de março de 2026. Em 10 de fevereiro, a Four Baruck alterou unilateralmente a entrega para 5 de maio, data que também não cumpriu.
Os problemas começaram ainda durante a execução. Depois de ter recebido 50% na adjudicação, a Four Baruck exigiu mais 20% da 2ª fase sem que as infraestruturas correspondentes a essa fase estivessem concluídas. Perante a minha oposição ao pagamento antecipado, alterou unilateralmente o prazo da obra.
Apesar deste episódio em que foi exigido um pagamento não correspondente ao real estado das obras, continuei a cumprir os pagamentos e, no final de março, a empresa já tinha recebido aproximadamente 90% do preço global.
Em 29 de maio, a quarta fase ainda não estava concluída e foram identificados numerosos trabalhos em falta e defeitos.
No dia 1 de junho, a Four Baruck enviou três faturas de “eletrodomésticos”, que impugnei. Os eletrodomésticos estavam expressamente incluídos nos orçamentos anexos aos contratos e abrangidos pelo preço global e pelo plano de pagamentos e, portanto, estavam a ser pagos desde o início. Não existia no plano de pagamentos qualquer fase referente a “eletrodomésticos”, pelo que o eventual pagamento destas faturas seria uma duplicação.
Nesse mesmo dia de manhã, depois de eu recusar o pagamento destas faturas, os trabalhadores saíram da obra. No dia seguinte, foram vistos no prédio apenas a recolher ferramentas. A partir daí, cessou a execução efetiva dos trabalhos.
A própria Four Baruck comunicou posteriormente que a retoma da obra ficaria condicionada ao pagamento prévio das faturas impugnadas. Ou seja, depois de receber cerca de 90% do valor contratual, interrompeu os trabalhos e exigiu novo pagamento relativo a bens que já constavam do preço da empreitada, quando nem sequer tinha concluído a fase anterior e já tinha passado praticamente um mês desde a segunda data em que deveria ter entregue a obra completa.
Após o abandono da obra e por razões de segurança das frações, fui aconselhado a substituir as fechaduras, o que fiz. Em 12 de junho, a Four Baruck foi formalmente interpelada através de advogado para concluir os trabalhos ou apresentar plano sério, calendarizado e vinculativo, e informada que o acesso aos apartamentos continuava disponível, devendo apenas ser agendado através do mandatário.
Até à declaração de incumprimento definitivo, em 2 de julho, a empresa nunca contactou o advogado para agendar o acesso, retomar os trabalhos ou apresentar um plano vinculativo de conclusão.
As três frações ficaram sem condições de utilização, com trabalhos essenciais por concluir e defeitos graves. Não estamos apenas perante pequenos acabamentos por concluir. Os vãos ficaram abertos com os apartamentos expostos aos elementos, carpintaria por fazer, wcs e cozinhas por terminar, etc. Entre os defeitos construtivos já identificados encontram-se pavimentos desnivelados, caixilharias com dimensões erradas, vidros partidos, tetos tortos, portas de entrada demasiado grandes, que obrigaram a cortar as paredes atrás, paredes feitas com esferovite pintado, fios elétricos todos da mesma cor castanha, drenagens dos aparelhos de ar condicionado sem ligação às redes de drenagem, deficiências na drenagem do termoacumulador (e inexistência dos termoacumuladores já pagos), armários de cozinha desalinhados e inexistência de caixa ITED, entre outros.
Em 23 de julho realizou-se uma vistoria técnica independente às três frações, conduzida por um perito avaliador certificado pela CMVM, contratado por mim. A Four Baruck foi previamente convocada e fez-se finalmente representar, tendo, portanto, acompanhado presencialmente a inspeção e tomado conhecimento direto dos trabalhos em falta e das desconformidades verificadas.
Os elementos já obtidos junto de diferentes empreiteiros e especialistas apontam para custos entre 40% a 60% do valor orçamentado, quando faltavam apenas 10% a pagar. De realçar que a estes 10% ainda seriam retirados 5% referentes ao atraso na entrega da obra, pelo que faltaria apenas pagar 5%.
Portanto, paguei quase integralmente três remodelações que deveriam ter sido entregues em março 2026 e fiquei com três apartamentos inabitáveis, obras interrompidas, defeitos muito graves e uma despesa adicional potencial de dezenas de milhares de euros para concluir as obras.
Não faço acusações abstratas nem atribuo à empresa intenções que não possa demonstrar. Os factos aqui relatados encontram-se documentados através dos contratos, orçamentos, plano financeiro, faturas, comprovativos de pagamento, emails, mensagens, interpelações formais, fotografias, vídeos, acompanhamento técnico e vistoria independente.
Deixo este relato para que outros consumidores conheçam a minha experiência antes de contratarem a Four Baruck (Aqui a Tua Remodelação – Almada).
Depois de pagar cerca de 90%, fiquei com três apartamentos inacabados e gravemente defeituosos. Esta foi, sem qualquer dúvida, a pior experiência de contratação que alguma vez tive.
Reservo expressamente todos os meus direitos, incluindo o recurso aos meios judiciais e às entidades competentes para fiscalização da atividade da empresa.