IKEA: os colaboradores merecem respeito, não vigilância e medo
Na IKEA, existem colaboradores que denunciam situações que, a serem confirmadas, são de extrema gravidade: assédio, pressão psicológica, perseguição, discriminação de colaboradores sindicalizados, dificuldades ou impedimentos ao exercício da atividade sindical e vigilância sobre colaboradores.
Não estamos a falar de pequenos desacordos entre colaboradores e chefias. Quando alguém sente que está a ser perseguido por exercer os seus direitos, quando existem acusações ou denúncias dirigidas contra colaboradores e quando há a perceção de que os colaboradores estão a ser vigiados, estamos perante questões que merecem ser investigadas com toda a seriedade.
É igualmente preocupante quando colaboradores que procuram defender os seus direitos ou os direitos dos seus colegas passam a ser vistos como um problema.
O direito à organização sindical não pode ser encarado como uma ameaça. Um colaborador não pode ser prejudicado, pressionado ou perseguido por pertencer a um sindicato, por exercer atividade sindical ou por denunciar aquilo que considera injusto.
Também é necessário questionar qualquer prática que possa criar um ambiente de medo entre os colaboradores. Se existem sistemas ou pessoas utilizados para observar comportamentos dos colaboradores, recolher informação sobre eles ou incentivar denúncias contra colegas, é legítimo perguntar qual é a finalidade desses mecanismos e quais são as garantias dadas aos colaboradores. Ikea vigie e ikea vai ao trustpilot., redes sociais ameaçar para retirar o que se fala de verdade sobre o Ikea, que nega .
Uma empresa deve procurar resolver os problemas, e não silenciar quem os denuncia.
E perante acusações de assédio ou perseguição, a resposta não pode ser simplesmente negar que alguma coisa aconteceu. É preciso ouvir os colaboradores e mudar a direcao e chefias.
Não pode existir uma cultura em que a empresa esteja sempre certa e o colaborador esteja sempre errado.
Se um colaborador denuncia uma situação, não deve passar automaticamente de denunciante a acusado.
Se um colaborador pertence a um sindicato, não deve ser tratado como um problema.
Se um colaborador defende um colega, não deve ser perseguido por isso.
Se existem problemas dentro da empresa, devem ser enfrentados com transparência, diálogo e respeito pelos direitos de quem trabalha.
A IKEA fala frequentemente de valores, respeito e responsabilidade. Esses valores devem aplicar-se também quando um colaborador questiona uma decisão, denuncia uma situação, exerce atividade sindical ou simplesmente diz que alguma coisa está errada.
Uma empresa demonstra verdadeiramente o respeito pelos seus colaboradores não quando tudo corre bem, mas quando é confrontada com críticas, denúncias e colaboradores que exigem os seus direitos.
A IKEA vai ao trustpilot para apagar as verdades que se falam da empresa, vai ás redes sociais para se pagar tudo, tem pessoas da segurança a vigiar e a acusar colaboradores...
Por isso, as denúncias que existem devem ser levadas a serio. Não devem ser desvalorizadas.
Não devem ser escondidas.