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Qual a importância de fazer um seguro de viagem?

Mesmo em férias, ninguém está livre de ter uma doença ou um acidente, por isso, pode fazer sentido contratar um seguro de viagem. Antes, verifique se algum dos seus seguros já inclui essa proteção. Os seguros de saúde costumam cobrir despesas no estrangeiro. Conheça os dez melhores.

27 junho 2023
Mão a colocar a 4ª peça de madeira num conjunto de quatro que formam um símbolo de proteção com um ícone de viagem no interior

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Quem viaja pode ou não contratar um seguro para esse efeito. Tudo vai depender do tipo de viagem, do destino e, até, da duração. Antes de optar por algum seguro, verifique os seguros que já tem, pois poderá fazer uso de alguns deles (por exemplo, o seguro de saúde, o de assistência em viagem ou os seguros associados aos cartões de crédito), mediante determinadas condições, podendo poupar algum dinheiro.

Ainda assim, os seguros de viagem são relativamente acessíveis e podem ser mais fáceis de acionar, em caso de necessidade, do que várias apólices dispersas, além de minimizar alguns aborrecimentos. Por isso, o consumidor não deve deixar de ponderar estes seguros.

Seguro de viagem: para que serve?

O seguro de viagem paga indemnizações por morte ou invalidez e garante assistência médica e responsabilidade por danos a terceiros. Mas pode ser desnecessário se viajar só pela Europa ou contratar um pacote turístico numa agência de viagens. Neste último caso, o seguro já deve estar incluído. Confirme se as coberturas e respetivos capitais são suficientes.

Na União Europeia, na Islândia, no Liechtenstein, na Noruega, no Reino Unido e na Suíça, basta levar o cartão europeu de seguro de doença para aceder aos serviços públicos de saúde. Peça-o na Segurança Social ou na ADSE com antecedência. Se tiver seguro de saúde, avise a companhia de que vai viajar, para que esta reembolse as despesas de tratamento quando regressar.

Contrate o seguro de viagem com cobertura de acidentes pessoais e com a assistência a pessoas se viajar para destinos exóticos, ou com sistemas de saúde muito dispendiosos, caso vá sem pacote turístico. Todas as apólices pagam despesas de tratamento e indemnizam por morte e invalidez permanente, em caso de acidente. Com estas apólices, a assistência em viagem fica garantida. Se optar por não contratar um seguro de viagem, ative a apólice do seguro automóvel, se a tiver ou viajar com um familiar que a tenha.

Verifique os contratos: evite coberturas em duplicado

A maioria das coberturas do seguro de viagem está prevista noutros produtos ou serviços, o que o torna pouco interessante. Como já foi referido, veja, por exemplo, os acidentes pessoais, na base de todas as apólices: indemniza por morte ou invalidez permanente e paga as despesas de tratamento e funeral, em caso de acidente. Mas com um seguro de vida, que a maioria dos consumidores contrata no crédito à habitação, e o cartão europeu de seguro de doença, gratuito e válido na maioria dos países da Europa, beneficia da mesma proteção. No caso do seguro de vida associado ao crédito à habitação, se houver morte ou invalidez, o que fica pago é a casa. Se tiver dependentes, poderá querer garantir algum capital.

A maioria dos cartões de crédito inclui um seguro de viagem. Se pagar a viagem com cartão de crédito, verifique o que fica coberto.

A assistência a pessoas abrange situações idênticas à assistência em viagem do seguro automóvel. Paga custos médicos, farmacêuticos, transporte e repatriamento dos feridos ou doentes e deslocação de um familiar quando a hospitalização se prolonga. Paga também encargos com crianças em caso de falecimento ou hospitalização do segurado, localização e transporte de bagagens e adiantamento de dinheiro para artigos essenciais, entre outros. Esta cobertura é válida em qualquer parte do mundo, viaje de avião, comboio ou por outro meio. Se viajar de carro, a assistência a veículo e ocupantes garante o repatriamento de ambos, reboque ou transporte do carro até à oficina, aluguer de veículo, defesa e proteção jurídica. 

Seguro auto: comparar apólices

A cobertura de bagagens é limitada e pouco interessante. Regra geral, é ativada quando as malas estão à guarda da transportadora ou do hotel. Exclui dinheiro, cheques, cartões, joias, casacos de pele, óculos, telemóveis, máquinas fotográficas e de filmar. Pode ser substituída pela do cartão de crédito, se o usar para pagar a viagem.

Para evitar a duplicação de coberturas, certifique-se de que não está já protegido antes de contratar.

Ativar o seguro de saúde em viagem?

Um seguro de saúde é útil para:

  • marcar rapidamente uma consulta da especialidade sem passar pelo médico de família;
  • poder escolher o hospital onde vai ter um filho;
  • ou acudir a uma eventual necessidade de cirurgia, sem ficar na lista e espera do Serviço Nacional de Saúde.

Numa viagem, é também uma mais-valia para alguma eventualidade que lhe possa acontecer no estrangeiro.

Se tiver um problema de saúde súbito ou um acidente durante umas férias fora, e precisar de cuidados médicos, seja qual for o país, pode contar com o seguro. A maioria comparticipa as despesas como se estivesse em Portugal, fora da rede, mas apenas se a estada for inferior a 30, 60 ou 90 dias, de acordo com o que estiver estabelecido na apólice.

Guarde todos os comprovativos dos gastos e também as prescrições e os relatórios médicos. Em Portugal ou no estrangeiro só poderá utilizar as coberturas de ambulatório 60 a 90 dias após a subscrição do seguro e as de hospitalização por doença, 90 a 180 dias depois da mesma (nos acidentes, não há período de carência). Para parto, terá de esperar um ano ou mais.

O produto a escolher varia com o perfil de saúde, a idade e o bolso de cada consumidor, mas as apólices devem contemplar sempre as coberturas de hospitalização e ambulatório. A DECO PROTESTE analisou 67 produtos e destaca os dez melhores. Todos cobrem despesas no estrangeiro.

 

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