Evitando pagar excedentes como consumo

Faça login para aceder a este conteúdo. 

Ao ler os conselhos úteis sobre este fórum, parece não rentável para vender qualquer excesso de volta para o fornecedor. Mas, no mundo real, é sempre possível que algum excesso pode ser produzido. Alguem sabe se existe um dispositivo para bloquear qualquer excesso de chegar ao contador e ser cobrado como consumo? E ainda melhor talvez desviar o excesso de energia para algo útil, por exemplo um aquecedor de água.

Ou é o caso que quando o consumidor faça a comunicação prévia e contacte a distribuidora, será feita a alteração do firmware do contador, evitando esta necesidade?

Partilhar
img

Junte-se a esta conversa

Participe nesta conversa, deixando o seu comentário ou questão em Produzir Eletricidade e Energia da comunidade Energias Renováveis

3 Comentários

Filtrar por :
20/11/2015

Boa tarde, caro Trevdp Morgan,

   Pelas análises efetuadas, não consideramos rentável vender o excesso de produção. Os valores pagos são baixos e a venda em si tem custos associados.

   O ideal será sempre dimensionar um sistema em que o seu consumo absorva toda a sua produção. 

   Existem casos em que a variação do consumo ao longo das horas de sol possa ser tanto que este dimensionamento não seja fácil de fazer.

   Nesse caso, poderá usar aparelhos que encaminham o excesso de produção para aparelhos de aquecimento (convém ser algo que possa ser ligado e desligado com frequência como uma resistência, por exemplo) de águas ou aquecimento ambiente pré-definidos.

   O aparelho talvez mais conhecido será o Immersun e poderá consultar mais informações aqui mas existirão certamente outros disponíveis no mercado.

   O nosso conselho para si, tal como para todos os que estejam interessados no autoconsumo é que consultem um instalador de confiança, habilitado, na zona onde pretende fazer a instalação.

   Poderá contactar as duas associações do sector fotovoltaico, APESF  e  APISOLAR, para que lhe possam recomendar algum instalador.

Com os melhores cumprimentos da equipa do CLEAR Portugal

Obrigado João mais uma vez para a resposta útil.


É muito triste que o crescimento das fontes renováveis de energia parece estar sendo desincentivado, e até mesmo penalizado. Eu entendo a necessidade de regulação, mas é claro que os obstáculos estão sendo intencionalmdente  deixados, presumivelmente para proteger os lucros dos grandes fornecedores. A prova na minha opinião sobre a influência dessas empresas antiéticas têm sobre o governo.
De fato, há vários dispositivos na comercialização; Google "Solar Diverter". Os muitos resultados provam que este problema existe em outros paises tambem, não apenas em Portugal.
Atitudes devem mudar se quisermos um futuro melhor para nossos filhos e netos.

23/11/2015

Bom dia, caro Trevdp Morgan,

 O DL 153/2014 vem trazer algo que até ao momento não existia, que é a possibilidade de autoconsumo. Até à entrada em vigor deste Decreto-Lei, o consumidor apenas podia produzir para venda total da produção, o que foi subsidiado por todos nós (algo injusto para quem não era produtor).

 Neste momento, mesmo a legislação não sendo perfeita e tendo algum espaço para melhoria em futuras revisões, o consumidor doméstico já pode reduzir a sua fatura energética sem onerar os restantes consumidores.

 Pode e deve conhecer o seu perfil de consumo, para mais corretamente dimensionar o sistema a adquirir o que se configura também como uma medida de eficiência energética: ao conhecer os seus consumos, poderá agir para eliminar os excessos e os consumos parasitas.

 Seria melhor para todos se pudéssemos adquirir sistemas maiores e assim poupar mais, sem nos preocuparmos com os excedentes pois seriam comprados pela "rede"? numa primeira análise, sim mas imagine os investimentos (que teriam que ser pagos por alguém) para que a rede elétrica pudesse lidar com as variações bruscas na produção, originadas pela passagem de uma nuvem, por exemplo.

 Como muito bem indicou, existem diversos dispositivos em comercialização, usados em vários países, pois não é um problema exclusivamente nosso. Esses dispositivos permitem que desvie o seu excesso para aparelhos domésticos que possam arrancar e parar com frequência sem se danificarem, normalmente termoacumuladores elétricos ou aquecimentos por resistência elétrica, evitando as atrás mencionadas variações de produção na rede.

 Creio que o Solar Diverter que indicou é um aparelho para produção de água quente com recurso ao solar e o que pretendia indicar é o "Power Diverter". Poderá encontrar mais informação sobre este acessório aqui.

Com os melhores cumprimentos da equipa do CLEAR Portugal

Responder a
Faça login para aceder a este conteúdo.