Duvidas sobre Kit auto-consumo

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Aqui vão algumas questões:

1) para instalação no norte do país quais os painéis mais eficientes, monocristalino ou policristalino e em termos percentuais que diferença de preço médio existe entre eles?

2) qual a melhor opção em termos de inversor : 1 micro inversor por painel, 2 micro inversor para cada 2 painéis, ou um inversor para os 6 painéis?

3) a minha instalação é trifásico:  o kit é igual para instalação monofásicas ou trifásicas, assim como quais as eventuais diferenças na instalação.?  Se mais tarde pretender alterar o meu perfil de consumidor para monofásico o kit é facilmente convertível?

4)Para optimizar todo o consumo produzido pelo kit auto-consumo posso ligar por exemplo dois painéis a uma tomada referente a uma fase, outros 2 painéis a outra tomada de outra fase e os restantes 2 a outra tomada?

5)No esquema de ligação 2 paineis por tomada, admitindo tomadas de fases diferentes a energia produzida e injectada numa tomada de uma fase circula por toda a instalação dessa fase permitindo uma distribuição da energia produzida desta forma por toda a rede?

6)A injecção da energia feita no quadro eléctrico não será a melhor forma de distribuir toda a energia para optimizarmos e  consumirmos o máximo de energia produzida?

7)Há algum cuidado em especial a ter na aquisição do Kit de auto-consumo para prevenir eventuais picos de tensão que possam provocar avarias nos aparelhos. Qual é o componente mais importante, serão os inversores

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Vou tentar responder às suas dúvidas:

1) A tecnologia monocristalina ou policristalina, actualmente, não difere muito uma da outra em termos de eficiência. Não obstante, aproveito para esclarecer uma questão importante relativamente à chamada eficiência dos módulos fotovoltaicos. A eficiência dos módulos fotovoltaicos não mede a capacidade de produção do módulo em função da radiação que recebe, ou seja, um módulo mais eficiente de 250Wp nao vai produzir mais energia do que um módulo menos eficiente de 250Wp. A eficiência prende-se com a potência do módulo em função da área que este ocupa. Por outras palavras, um módulo mais eficiente ocupa menos espaço para a mesma potência de pico. Assim, só seria importante optar por um módulo mais eficiente se existirem restrições de espaço no local onde pretende instalar os painéis. Se não tem restrições de espaço, pode optar por qualquer uma das tecnologias. Existe diferença de preço, mas é uma diferença curta, sendo os módulos monocristalinos um pouco mais caros em média.

2) O tipo de inversor ideal a utilizar dependerá muito do tamanho da instalação em si. Caso o sistema indicado para os seus consumos seja até 750W (ex. 3 painéis de 250Wp) deverá utilizar os microinversores. Caso seja superior, já lhe compensa optar por outras soluções mais completas e que conseguem competir e até ganhar no preço, comparativamente aos microinversores (ex. inversor SMA SB 1.5). Um microinversor para 2 painéis, embora seja mais económico (pois compra apenas um equipamento) deve ser escolhido com muita cautela, pois a grande maioria dos microinversores à venda, que suportam 2 painéis em simultâneo, não se encontram devidamente certificados para utilização em Portugal.

3) e 4) Idealmente deveria utilizar um inversor trifásico para que injectasse nas 3 fases simetricamente e com um maior controlo. No entanto, os inversores trifásicos, em regra, têm potências superiores e são mais caros o que os torna difíceis de sugerir. Recomendaria que utilizasse um medidor de consumos de energia (ex. Efergy Hub Kit com 2 extra sensor kit) para que consiga medir as 3 fases de forma independente e verificar se tem as fases desequilibradas durante o dia, ligando dessa forma os microinversores na(s) fase(s) mais sobrecarregada(s), e assim reduzir efectivamente o seu consumo de energia eléctrica.

5) No caso dos microinversores ligados em tomadas (ou nos quadros parciais/gerais) da casa, a energia injectada na fase 1 apenas circula nessa fase. Ou seja, não vai passar de uma fase para a outra. Daí ser importante verificar os consumos em cada fase para perceber as pontas mínimas durante o dia e definir esse valor como indicativo de dimensionamento do sistema.

6) Efectivamente a injecção no quadro é a forma ideal de colocar a energia na rede da habitação, uma vez que através do quadro é possível colocar protecções específicas para a instalação fotovoltaica e assim tornar, de acordo com as regras técnicas, a segurança das pessoas e bens em primeiro lugar. No entanto, em condições normais não existe vantagem na produção em instalar no quadro vs instalar na tomada.

7) Esta situação deverá ser discutida com um instalador certificado sobre a necessidade (ou não) da utilização de equipamentos de protecção contra sobretensões, nomeadamente os denominados DST (descarregadores de sobretensão). No seu funcionamento normal não existem sobretensões nos equipamentos. Mas em caso de perturbações na rede ou através de descargas atmosféricas existe um risco acrescido pela utilização deste tipo de equipamentos. No caso dos microinversores, estes equipamentos são muito compactos e não possuem protecções específicas contra estes fenómenos, pelo que ficam mais expostos a danos no caso de ocorrência destes. Os inversores de maiores dimensões (ex. SMA SB 1.5) são mais robustos e alguns possuem inclusivamente protecções incorporadas que os tornam muito mais resilientes. Mas como referi antes, deve discutir esta situação com um especialista que lhe indicará se é recomendável instalar esses equipamentos de protecção na localização da sua habitação. Dito isto, para evitar problemas genericamente, deve comprar SEMPRE material certificado e não aqueles produtos de qualidade duvidosa a preços apetecíveis que vão aparecendo por aí.

Espero ter ajudado.
Cumprimentos

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