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Como escolher a placa de cozinha

Placa de cozinha em funcionamento

Rápidas a aquecer e fáceis de limpar, as placas de indução têm um custo de utilização mais baixo do que as congéneres com outras tecnologias e fontes de energia. Mas exigem recipientes de fundo magnetizável. Veja as principais características antes de comprar.

As placas de indução são bastante rápidas a aquecer e intuitivas no uso, além de consumirem menos do que as congéneres que recorrem a outras tecnologias e fontes de energia. Quanto a preços de compra, a média anda nos 417 euros, ou seja, não diminuíram nos últimos anos. Ainda assim, é possível encontrar equipamentos com custo mínimo muito interessante, como a Escolha Acertada, à venda desde 154 euros.

Placas de indução têm o custo de utilização mais baixo

Para averiguar o impacto da utilização dos vários tipos de placas de cozinha, a DECO PROTESTE calculou o custo de duas panelas de sopa por semana, durante um ano, tendo em conta a tarifa da eletricidade (EDP SU, potência contratada de 3,45 kVA) ou do gás natural (Lisboagás, mercado regulado, escalão 2), e a média do consumo dos aparelhos testados.

Com uma placa de indução elétrica, o custo é de 3,44 euros por ano, um valor que pode descer até 2,87 euros optando pela tarifa bi-horária. A segunda opção mais barata é a placa a gás natural, com um encargo de 8,02 euros. O uso de gás butano faz disparar este valor até aos 15,66 euros. A seguir, vem a placa vitrocerâmica a gás natural, que envolve um preço anual de 8,61 euros pelas mesmas duas panelas de sopa semanais. A despesa sobe cerca de duas vezes e meia com gás butano, para os 22,37 euros. A solução mais cara é a placa radiante, com 12,66 euros. Também aqui, a tarifa bi-horária traz poupanças, com um custo anual de 10,52 euros.

Escolha os tachos e as panelas adequados

Apesar das vantagens, as placas de indução exigem recipientes com fundo magnetizável, pelo que podem envolver um investimento adicional em tachos, panelas e frigideiras. Para saber se o enxoval que tem casa serve, use um íman e veja se agarra ao recipiente. Da lista dos materiais a evitar fazem parte o vidro, a cerâmica, o barro, o cobre e o inox. Os recipientes recomendáveis são de aço esmaltado, ferro fundido e alguns de aço inoxidável. Também pode procurar, na etiqueta ou na parte traseira, o símbolo de indução.

Para não desperdiçar energia nestes tempos de preços elevados, escolha um recipiente com diâmetro igual ao da área de cozedura. As placas de indução estudadas pela DECO PROTESTE preveem quatro zonas de cozedura com superfície variável. Tanto pode coexistir uma área de cozedura circular grande com duas médias e uma pequena, quanto duas médias combinadas com igual número de pequenas. Ou pode haver zona extensível, para recipientes maiores ou quadrangulares, ou multizonas, isto é, diferentes diâmetros na mesma área, que o utilizador escolhe em função das necessidades.

Como limpar a placa de cozinha?

A superfície plana da placa facilita a limpeza. Após cada utilização, passe um produto não-abrasivo: não espere que os excessos de comida sequem para os retirar. Use esponjas ou panos macios.

Quem usa pacemaker pode aproximar-se das placas?

Os manuais de instruções aconselham os utilizadores de pacemakers a não se aproximarem das placas de indução, quando estas se encontram em funcionamento. Os pacemakers são equipamentos que respeitam as diretrizes de segurança e compatibilidade eletromagnética. Mesmo assim, recomendamos falar com o médico.

 

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