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Volvo EX30 vs. BYD Dolphin: qual o melhor carro elétrico para a família?

Dois carros elétricos aprovados após mil medições em laboratório e dois mil quilómetros de estrada. Com autonomia real equivalente, separados por 8 mil euros. No fim da corrida, um é mesmo bom e melhor, mas o outro tem um preço mais apelativo. O comparativo ao Volvo EX30 e ao BYD Dolphin revela qual se adapta melhor à família e ao orçamento.

Editor:
22 novembro 2024
Volvo EX30

BYD Dolphin e Volvo EX30 são dois automóveis elétricos com atributos muito distintos. Apertam o cerco à concorrência entre os pequenos familiares elétricos. Mas conseguem destronar o Melhor do Teste?

Ver comparativo completo do BYD Dolphin e do Volvo EX30

Pequeno familiar ou pequeno SUV?

A prova destaca preço, espaço, conforto, desempenho e segurança. O BYD Dolphin apresenta-se com um preço mais atrativo. Em contraste, o Volvo EX30 posiciona-se como solução premium com melhor desempenho em carregamento.

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BYD Dolphin Comfort

O BYD Dolphin foi criado pelo maior fabricante automóvel chinês e é rival do Volvo EX30 e do Volkswagen ID.3. Custa 35 690 euros. A versão Design custa mais 2 mil euros. A versão Comfort tem neste momento um preço de campanha de 31 700 euros.

O elétrico chinês BYD Dolphin apresenta-se na versão Comfort com equipamento extenso. 
O elétrico chinês BYD Dolphin apresenta-se na versão Comfort com equipamento extenso.

Além do leque de sistemas de assistência à condução, destaca-se pelo desempenho e pela condução confortável. Os ocupantes contam com um bom espaço interior. À frente, “abraça” um condutor com dois metros de altura, e nos lugares traseiros há uma generosa liberdade para as pernas. O BYD Dolphin também é adequado para transportar crianças: o sistema Isofix está disponível nos lugares traseiros exteriores e no banco do passageiro da frente.

A diferença de preço de 5 a 8 mil euros para os rivais é colossal. A qualidade dos materiais e do acabamento do carro elétrico chinês são apenas medianos e deixam algo a desejar nos pormenores. O BYD Dolphin fica aquém da concorrência nos atributos como veículo elétrico: o carregamento mais lento e a ausência de planeamento de rota limitam a utilidade em viagens longas. O desempenho na travagem não está ao nível da concorrência. O BYD Dolphin alia bons pontos fortes, mas tem uma margem considerável para melhorias.

Prós do BYD Dolphin

  • Suspensão confortável.
  • Bom espaço interior à frente e atrás.
  • Preço muito apelativo.

Contras do BYD Dolphin

  • Qualidade mediana dos materiais e acabamentos.
  • Potência de carregamento abaixo da média.
  • Sem planeamento de rota de carregamento.
  • Distância de travagem longa.

Volvo EX30 Single Motor Extended Range Ultra

O Volvo EX30 está disponível com três níveis de equipamento. A versão mais acessível (Single Motor Core) custa 39 554 euros. Com tração traseira, a versão testada (Single Motor Extended Range Ultra) é a mais equipada e custa 51 731 euros. Com tração integral e dois motores elétricos, custa mais 2700 euros.

O Volvo EX30 é o modelo de entrada na ofensiva de carros elétricos da marca. 
O Volvo EX30 é o modelo de entrada na ofensiva de carros elétricos da marca. 

O Volvo EX30 é um compacto para a guerra num mercado competitivo. Baseado na plataforma da Geely, que também serve para a construção do Smart #1. Para o teste, roda a versão de tração traseira (Single Motor, 272 cavalos) com o pack de baterias de grande capacidade (Extended Range, 69 kWh).

Impressiona pelo equipamento de segurança abrangente, com muitos apoios mesmo na versão de acesso. Destaca-se pela boa qualidade de construção e uma interessante escolha de materiais. Também arrasa com um desempenho ágil e boa suspensão. Contudo, revela algumas falhas no funcionamento e requer um grande esforço de adaptação.

Prós do Volvo EX30

  • Equipamento de segurança muito abrangente.
  • Boa qualidade de construção.
  • Desempenho ágil e suspensão confortável.

Contras do Volvo EX30

  • Funcionamento com falhas e grande esforço de adaptação.
  • Direção pouco comunicativa.
  • Preço demasiado elevado.

Preços e medições principais do BYD Dolphin e do Volvo EX30

O espaço interior do BYD Dolphin é um dos pontos fortes. O Volvo EX30 apresenta uma qualidade de construção superior e materiais mais refinados. O design proporciona uma experiência agradável, apesar da necessidade de adaptação.

Construção: Volvo EX30 vence BYD Dolphin pela margem mínima

O interior do compacto chinês apresenta um bom acabamento, sem ruídos indesejados. Contudo, a qualidade dos materiais é básica. Os painéis das portas e o de instrumentos são fabricados em plástico rígido simples. O mesmo se aplica aos revestimentos dos pilares à frente e do meio e à consola central. Noutras zonas, a BYD utiliza tecido onde não seria desejável. Por exemplo, o apoio para o pé esquerdo está apenas revestido com carpete, em vez de ter um revestimento robusto e resistente à sujidade.

O acabamento da carroçaria satisfaz. O fundo do carro está revestido na zona central, mas nas laterais e na traseira acusa áreas expostas. Estas revelam uma proteção anticorrosão aplicada de forma descuidada e prejudicam a aerodinâmica.

O Volvo EX30 exibe uma boa qualidade de construção da carroçaria. A chapa exterior impressiona com folgas uniformes e os painéis alinhados entre si. A qualidade do interior também é boa. Os puxadores das portas metalizados agradam pela solidez, e praticamente não há ruídos ou componentes mal ajustados. 

A metade superior do painel de instrumentos e as portas são revestidas a tecido, enquanto as partes inferiores são feitas de plástico com material reciclado, mas com a sensação de plástico duro normal. O capô é aberto com dois amortecedores, o que não é comum.

Carregar a bateria de 10% a 80% demora 29 a 43 minutos

A autonomia anunciada pela BYD é de 427 quilómetros. Na prova da DECO PROteste, muito mais próxima da realidade (com ar condicionado ligado e mais condução em autoestrada), o Dolphin atinge uma autonomia de 350 quilómetros, um valor médio face à concorrência. O carregamento completo da bateria de 60,4 kWh numa tomada doméstica demora entre 30 e 52 horas. Com wallbox adequada, o carregamento demora seis horas. No posto rápido, o carregamento de 10 a 80 por cento demora 43 minutos; os rivais, como o Volvo EX30, conseguem em menos de 30 minutos.

A Volvo anuncia uma autonomia de 476 quilómetros. Nas medições mais realistas com ar condicionado ligado e trajetos adicionais de autoestrada, o Volvo EX30 atinge uma autonomia de mais de 360 quilómetros, um valor razoável para a classe. Carregar a bateria do EX30 Extended Range numa tomada doméstica demora 31 a 55 horas. Com uma wallbox adequada, faz uma carga completa em apenas três horas. Nos postos rápidos, carregar de 10% a 80% demora apenas 29 minutos. O sistema de navegação integra os postos de carregamento na rota e apresenta a autonomia disponível, bem como o estado da bateria estimado à chegada.

Consumo equivalente

Para o BYD Dolphin foi apurado um consumo médio de 19,1 kWh por 100 quilómetros. Consome pouco menos de 18 kWh/100 km em cidade e cerca de 21 kWh/100 km em autoestrada. O Volvo EX30 registou um consumo médio de 19,5 kWh por 100 km.

Operações e comandos: BYD bate Volvo por muitos pontos

A posição de condução do BYD Dolphin é fácil de ajustar, mas a amplitude da altura do volante poderia ser um pouco maior. A alavanca de seleção da mudança é um botão rotativo discreto, mas acessível, perto do volante. Ao lado, uma barra com botões para usar funções básicas (modo de condução, volume, ventilação e pisca de emergência). É uma solução ergonómica desejável. Já o controlo da temperatura é feito no ecrã tátil central. O desembaciador do óculo traseiro e o aquecimento dos bancos não estão no nível principal de controlo: exigem vários cliques.

No BYD Dolphin, o ecrã central rotativo de 12,8 polegadas bem em cima reduz o tempo de desvio do olhar. A exibição no ecrã também convence. Roda 90 graus, mudando a orientação horizontal para vertical com um toque. Já a execução do painel compacto de instrumentos atrás do volante foi esquecida. Com tamanho reduzido (5,8 polegadas) e uma qualidade de exibição menos apurada, a legibilidade com letras menores é prejudicada.

Ecrã rotativo de 12,8 polegadas destaca-se no BYD Dolphin. 
Ecrã rotativo de 12,8 polegadas destaca-se no BYD Dolphin. 

O equipamento multimédia é extenso na versão Ultra do Volvo EX30. A marca inovou ao deslocar os altifalantes das portas dianteiras para uma barra de som central da Harman Kardon no tabliê.

Utilizar o infoentretenimento no ecrã tátil central exige um elevado esforço de familiarização. O Volvo EX30 limita o acesso a configurações importantes e obriga o utilizador a adaptar-se ao carro. O topo de gama Volvo EX90 demonstra que a Volvo sabe fazer melhor e que o sistema do EX30 se resume a uma questão de custos. Fazer a primeira viagem e conduzi-lo obriga a familiarizar-se profundamente com as operações. O controlo é feito através do ecrã tátil central de 12,3 polegadas, duas alavancas na coluna de direção e algumas teclas no volante.

A construção do Volvo EX30 é boa, mas as operações a bordo revelam falhas. 
A construção do Volvo EX30 é boa, mas as operações a bordo revelam falhas.

Até o ajuste dos espelhos: é feito através do menu e não por botões clássicos. Outra prova de que menos, às vezes, não é mais está nos faróis. Acendem de modo automático, mas em condições de nevoeiro, por exemplo, o condutor tem de ativar as luzes no ecrã central, o que é inconveniente e tem outras consequências: um aviso do sistema de deteção de atenção do condutor. Piscar o olho ao nível da bateria, que é demasiado pequeno, é suficiente: o EX30 pede-lhe para olhar para a estrada. O painel de instrumentos não está posicionado atrás do volante, como é habitual, mas foi integrado no terço superior do ecrã central.

Os utilizadores enfrentam outras limitações no controlo de velocidade adaptativo e nas funções de manutenção de faixa. Escusa de procurar o controlo rotativo clássico para o volume: o EX30 não tem. Os vidros elétricos não são comandados nas portas, mas no apoio de braços central. Nem tudo é mau: a alavanca seletora de velocidades na coluna de direção e é de fácil acesso.

Espaço interior e capacidade da mala

O Volvo EX30 é muito versátil em arrumação. O porta-luvas foi deslocado do lado do passageiro para o centro, ficando mais acessível. Mas a abertura é feita através de um botão no ecrã central, o que não é intuitivo.

BYD Dolphin um pouco mais folgado do que o Volvo EX30

O BYD Dolphin oferece espaço suficiente para os condutores mais altos. A liberdade de pernas é adequada para pessoas com quase 2 metros de altura. A largura interior é apropriada e o para-brisas puxado muito para a frente, o que confere uma sensação de espaço ao habitáculo, reforçada pelas grandes áreas de vidro, incluindo as janelas adicionais na zona dos espelhos retrovisores.

O espaço de pernas atrás é generoso, sendo notória a vantagem da motorização elétrica. Com o banco da frente ajustado para ocupantes de 1,85 m de altura, o espaço atrás é razoável e adequado para passageiros até 1,90 m de altura. As bolsas nas costas dos bancos foram muito apreciadas.

À frente, o Volvo EX30 recebe condutores com até 1,95 metros de altura. A largura do interior também é boa. Além disso, o grande teto panorâmico de vidro permite a entrada de muita luz no interior. A iluminação ambiente multicolorida é instalada de série e melhora a sensação de interior no escuro. Atrás o espaço é apenas suficiente: aceita ocupantes com até 1,80 m de altura. A largura do interior é suficiente para duas pessoas, mas fica apertado para três ocupantes. Ponto positivo: o generoso teto de vidro inclui toda a segunda fila de assentos.

Acesso menos prático atrás

Ambos têm quatro lugares de tamanho completo e um central de emergência atrás. Com dimensões compactas e um adequado raio de viragem de 11,2 metros, são fáceis de manobrar mesmo em espaços apertados.

A entrada é feita sem esforço, e a altura dos bancos favorece um acesso confortável. No BYD Dolphin, a entrada para a segunda fila faz-se bem. O ângulo de abertura das portas traseiras poderia ser um pouco mais generoso. Pior: estas só têm duas posições, o que dificulta a saída em zonas apertadas.

No Volvo EX30, o acesso à segunda fila é apertado. A linha descendente do tejadilho, o recorte estreito no espaço para os pés e o arco da roda limitam a abertura. O sueco dispensa as pegas no forro do tejadilho.

Empate técnico na bagageira

O volume do BYD Dolphin é mediano para a categoria. A bagageira tem um volume-padrão de 310 litros. Se rebater os bancos traseiros e utilizar todo o espaço atrás dos bancos dianteiros, conta com 1200 litros de armazenamento. É fácil rebater os bancos, mas voltar à posição original obriga a ter cuidado com os cintos de segurança, que podem ficar presos. A tampa da mala abre e fecha facilmente de forma manual, mas não abre automaticamente.

A bagageira do Volvo EX30 tem um volume real de 320 litros. Se rebater o banco traseiro e utilizar o espaço atrás dos bancos dianteiros, conta 1115 litros de arrumação. Os cintos de segurança são guiados em suportes para evitar que fiquem presos ao rebater. Pode abrir e fechar a porta da mala de modo elétrico de série através do botão na porta ou a partir do interior do carro. Não há um botão clássico, mas um campo tátil no ecrã central.

O BYD Dolphin não dispõe de compartimento frontal. O cabo de carregamento estaria sempre acessível, mesmo com o porta-bagagens cheio. Já o Volvo EX30, à frente, tem zona de arrumação sob o capô com um volume reduzido de 10 litros, mas o cabo fornecido não pode ser arrumado aqui de forma prática.

Conforto e desempenho em estrada decidem vencedor

A suspensão do compacto chinês é orientada para o conforto, não revelando ambições desportivas. Na cidade, absorve bem as irregularidades do piso, transmitindo-as mais ao nível acústico do que vibratório. O comportamento mantém-se em autoestrada. Paga-se o preço desta afinação suave em estradas sinuosas de zonas rurais.

Com uma suspensão muito agradável, o chassi do Volvo EX30 oferece um bom compromisso entre conforto e firmeza. Protege bem os ocupantes de alguns impactos mais duros e mantém a tração em lombas curtas. Em cidade, apenas obstáculos isolados, como tampas de esgoto, são audíveis, mas o impacto é bom amortecido. Demonstra competência em pisos de calçada.

Volvo EX30 menos ruidoso

Em velocidades elevadas, o ruído medido dentro do BYD Dolphin é de 69,3 decibéis. Conversas e chamadas telefónicas na autoestrada ainda se podem fazer de forma descontraída, mas o Dolphin não é propriamente um veículo silencioso e não é mais silencioso do que um automóvel compacto com motor convencional. Em velocidades mais elevadas, os ruídos do vento são bastante percetíveis.

Já o Volvo EX30 é um pouco mais amigo dos ouvidos. O nível foi de 67,5 decibéis. O ruído de condução está bem isolado.

Soluções de climatização

Com duas escalas de temperatura no ecrã central, o sistema de climatização automática do BYD Dolphin parece à primeira vista ter duas zonas. Mas não se deixar enganar: na verdade, está instalado apenas um sistema de zona única. Com purificação do ar, também indica o nível de partículas. Atrás, os passageiros não têm saídas de ar. Todas as versões do BYD Dolphin vêm equipadas de série com bomba de calor, o que torna o aquecimento mais eficiente.

O sistema de ar condicionado automático de dupla zona do Volvo EX30 pode ser ajustado em três níveis de intensidade. E também inclui um sistema que purifica o ambiente e apresenta as partículas no ar. Na parte traseira, as únicas saídas de ar estão localizadas sob os bancos dianteiros; não existem saídas de ar centrais. Na versão Extended Range, o EX30 vem equipado de série com uma bomba de calor, tornando o aquecimento do habitáculo mais eficiente.

Desempenho do motor

Com resposta imediata desde o arranque, entregam a potência de modo uniforme e só abrandam ligeiramente em velocidades de autoestrada e com rotações mais elevadas. Ambos proporcionam um desempenho muito bom, sem quaisquer vibrações ou ruídos de motor perturbadores. A transição entre a marcha para a frente e a marcha-atrás é rápida e intuitiva.

Existem dois níveis de recuperação de energia no BYD Dolphin, que pode ajustar na fila central de botões ou através do ecrã central. O travão de mão elétrico vem instalado de série.

O Volvo EX30 tem dois níveis de regeneração, configuráveis através do ecrã central: condução com "One-Pedal-Driving". Em condução normal, o efeito de travagem da regeneração raramente é suficiente para dispensar totalmente o uso dos travões. O travão de mão elétrico é de série.

BYD Dolphin: mais 3 metros em distância de travagem

O BYD Dolphin apresenta um desempenho razoável na condução. É muito limitado por dois fatores: a suspensão, que dá prioridade ao conforto, e os pneus. Passa no teste de desvio de obstáculos em velocidade, mas os pneus manifestam-se, estando perto do limite de aderência. Acusa uma ligeira subviragem e sobreviragem. Os movimentos da carroçaria são bastante pronunciados para um carro compacto. Os pneus com pouca aderência, a suspensão orientada para o conforto e a direção sem sensibilidade impedem ambições desportivas e prejudicam a dinâmica da condução.

A estabilidade de condução do Volvo EX30 é boa. Reage bem aos comandos do volante. Após uma viragem firme, a direção retoma rapidamente com uma ligeira alteração na trajetória. No desvio de obstáculos, segue a trajetória com bastante precisão. Se o volante for puxado de forma brusca, o Volvo apresenta uma tendência de subviragem, mas a traseira mantém-se estável.

A dinâmica de condução do Volvo é positiva. No slalom, o EX30 alcança velocidades impressionantes, beneficiando do formato compacto. A direção do EX30 foi afinada com a prioridade de facilitar as manobras. A assistência da direção pode ser configurada em três níveis: "leve", "média" e "pesada". Em condução urbana, a configuração "leve" é agradável devido à facilidade de movimento. Porém, em autoestrada ou em estradas sinuosas a alta velocidade, nota-se a falta de controlo do veículo. Aqui, é recomendável mudar para o modo "pesado".

A resposta dos travões do BYD Dolphin é boa. Mas, se circular a uma velocidade elevada e tiver de imobilizá-lo o mais rapidamente possível, precisa em média de 38,3 metros (na média de dez travagens), o que é, na melhor das hipóteses, um resultado satisfatório. O rival Volvo EX30 travou muito antes: precisou apenas de 35,4 metros nos testes. É um desempenho muito superior. A transição entre a desaceleração por regeneração e a travagem pelas rodas é bem conseguida.

Visibilidade para o condutor melhor no Volvo EX30

O BYD Dolphin não proporciona uma visibilidade global satisfatória. Os últimos pilares são largos e os apoios de cabeça (não se recolhem por completo) atrapalham a visibilidade para trás. Usa um limpa-vidros traseiro bastante pequeno.

A bagageira do BYD Dolphin tem um volume real de 310 litros. Se rebater os bancos traseiros e utilizar todo o espaço atrás, conta com 1200 litros. 
A bagageira do BYD Dolphin tem um volume real de 310 litros. Se rebater os bancos traseiros e utilizar todo o espaço atrás, conta com 1200 litros.

No Volvo EX30, a visão do trânsito é boa graças à posição elevada do banco. Os obstáculos à frente são fáceis de ver, mas é muito mais difícil na traseira devido ao rebordo elevado do vidro. A visibilidade panorâmica é apenas adequada; os últimos pilares prejudicam o campo de visão.

 
Dados e medições do laboratório  Volvo EX30 BYD Dolphin
Comprimento (metros) 4,23 4,29
Largura (metros) 1,84  1,77
Altura (metros) 1,55 1,57
Potência máxima (cavalos) 272 204 
Capacidade da bateria (kWh) 64 60,4
Capacidade da mala (litros) 320 a 1115 310 a 1200
Consumo médio (kWh/100 km)  19,5 19,1
Autonomia (quilómetros) 360 350
Distância de travagem (metros) 35,4 38,3
Preço mínimo (€) 39 554 31 700
Qualidade Global (%) 72 68

 

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