Os carros mais fiáveis para 54 mil condutores
Lexus, Toyota, Suzuki e Subaru são as marcas mais fiáveis. O equipamento elétrico, o motor de combustão e o sistema de travagem provocam as avarias mais frequentes. Lexus e Porsche lideram a satisfação por marcas. A experiência de 54 mil condutores não engana.
O inquérito da fiabilidade automóvel inova com a classificação para um número ainda mais musculado de carros elétricos e híbridos plug-in, o que corresponde à sua afirmação no mercado.
Segundo 43% dos portugueses que responderam à DECO PROteste, além do preço, a fiabilidade é o critério que mais pesa na escolha do automóvel. Segue-se o consumo (11%) e as necessidades pessoais ou familiares (10 por cento). Os condutores nacionais com um carro elétrico consideraram, como principal critério, a fiabilidade (32%), seguida da autonomia da bateria (25 por cento).
A maioria dos inquiridos (61%) compraram o automóvel novo. O gasóleo foi o combustível preferido (38%), seguido pela gasolina, a escolha de 35 por cento. Já 10% optaram por um carro elétrico.
Marcas de carros do Japão são as melhores
Os carros produzidos no Japão continuam a liderar o ranking. A Lexus ocupa o primeiro lugar do pódio da fiabilidade (93 pontos), com 39 marcas para as quais se obtiveram respostas suficientes para uma análise, a partir de 53 796 condutores.
A Lexus é pentacampeã depois de em 2018, 2020, 2022 e 2024 também ter sido a grande vencedora do estudo de fiabilidade. A Toyota, a Suzuki e a Subaru mantêm-se nos primeiros lugares, as três com 91 pontos no índice, sendo que a Toyota subiu três posições.
Carros elétricos sobem na classificação
Do conjunto de 39 marcas fazem parte quatro fabricantes de automóveis totalmente elétricos: a norte-americana Tesla; a sueca Polestar; a chinesa BYD – Build Your Dreams, que parou a produção de carros a combustão em 2022 para apostar em veículos de energia nova, o que inclui veículos híbridos plug-in e totalmente elétricos; e a Smart, chancela 100% elétrica desde 2020.
A Tesla surge em sexto lugar. Subiu 16 posições desde o último estudo, seguida da estreante BYD, que em 2024 não entrava no ranking, e da Smart. No vigésimo nono lugar das marcas mais fiáveis, encontra-se a Polestar, dez posições acima da última, a repetente Land Rover.
Land Rover e MG com o pior resultado na fiabilidade
Para calcular o índice de fiabilidade, a DECO PROteste contabilizou as visitas à oficina, por tipo de problema, indicadas pelos quase 54 mil condutores que responderam, sem considerar as necessárias para a manutenção regular, nem arranjos devidos a algum acidente.
Para não penalizar os automóveis mais antigos ou que percorrem mais quilómetros, no cálculo do índice de fiabilidade, considerou-se também a idade e o número total de quilómetros. Quanto maior for a quantidade e a gravidade das avarias, pior será o índice de fiabilidade.
Das 39 marcas para as quais se obtiveram resultados, 33 marcas receberam entre 93 e 80 pontos e apenas seis ficaram abaixo de 80 pontos (entre 76 e 64 pontos) no índice de fiabilidade: Land Rover, MG, Lynk & Co, DS Automobiles, Citroën e Peugeot.
O Mercedes-Benz Classe E (geração anterior) 2000 D está no topo do ranking de versões ao nível da satisfação.
Equipamento elétrico, motor de combustão e travagem com mais avarias
Cerca de um quarto dos carros (24%) apresentaram problemas durante o período de garantia (três anos a partir da data de compra, desde 1 de janeiro de 2022). Entre as marcas Volvo, BMW e Dacia, 90% dos problemas durante o período de garantia foram corretamente tratados e reparados segundo as especificações. A Opel obteve o pior resultado na resolução de avarias (79 por cento).
As avarias mais comuns, apontadas em 14% dos veículos abrangidos, verificam-se no equipamento elétrico (excluindo o motor), que inclui as luzes, o fecho centralizado das portas e o sistema limpa-vidros, entre outros. As marcas Fiat, Alfa Romeo, Jeep, Land Rover, Opel e Renault revelaram maior incidência de falhas nesta área.
Os problemas no motor (9,4%) destronaram o sistema de travagem (9,1%). As marcas com mais problemas no motor de combustão foram Land Rover, Peugeot, Citroën, Opel, Jaguar e Lancia.
As avarias nos motores elétricos foram referidas em 3% dos modelos híbridos, híbridos plug-in e elétricos, com a Peugeot e a Citroën a registarem mais falhas. As baterias de tração dos motores elétricos avariaram em 5% dos carros, sendo que a Ford, a Citroën e a Opel superaram a média.
Resultados para 39 marcas e 392 versões de automóveis
No ranking geral, o trio de marcas nipónicas, formado pela Toyota, Suzuki e Lexus, está bem posicionado, com versões entre o terceiro e o vigésimo primeiro lugares.
Nos híbridos a gasolina, domínio da Toyota, com quatro versões nas primeiras dez posições, encabeçada pelo Prius 1800 (2016-2023); a Suzuki com três, começando pelo Swift 1200 (2017-2024); e a Lexus, com o IS 2500 (2013-2020).
Nos híbridos plug-in a gasolina, a lista também é encabeçada pela Toyota, com o RAV4 2500 (2018-), em décimo sexto no ranking de 392 versões.
Nas classificações de cinco tecnologias, são destacados os dez carros mais fiáveis e os cinco com maior quantidade de avarias. Para híbridos plug-in a gasolina e elétricos, é apresentada a lista completa. Os carros são identificados por marca, modelo, cilindrada e ano de início e fim da comercialização do modelo.
Entre as marcas 100% elétricas, só a Tesla tem duas versões entre as cinco mais fiáveis: o Model Y (2021-) fica com o bronze, mas, entre as 392 versões avaliadas, aparece em décimo terceiro lugar; e o Model 3 (2018-), que obtém o quinto lugar.
Campeões da fiabilidade por tecnologia
Consumo real com base na experiência de 54 mil condutores
Entre os inquiridos, 12% não estão informados sobre o consumo do carro. E apenas um terço (34%) sabe este dado com precisão.
Carros com o consumo mais reduzido
| Versão | Consumo |
|---|---|
| Toyota Yaris 1500 HEV (desde 2020) |
4,3 l/100 km |
| Kia Niro 1600 PHEV (2016-2021) | 4,4 l/100 km |
| Renault Captur 1600 PHEV (desde 2019) | 4,4 l/100 km |
| Hyundai Tucson 1600 PHEV (desde 2021) | 4,5 l/100 km |
| Toyota Yaris Cross 1500 HEV (desde 2021) |
4,5 l/100 km |
| Honda Jazz 1500 HEV (desde 2020) | 4,5 l/100 km |
| Volvo XC 40 1500 PHEV (desde 2017) | 4,5 l/100 km |
| Toyota Prius 1800 Hybrid (2016-2023) | 4,5 l/100 km |
Automóvel elétrico: hábitos, consumo real e campeões da eficiência
O estudo de fiabilidade automóvel permite traçar o retrato-tipo dos donos de carros elétricos em Portugal: 72% dos condutores portugueses revelaram saber, de forma aproximada, quantos quilómetros o carro percorre com a bateria totalmente carregada, e 25% de modo preciso.
A autonomia real média é de 370 km e a capacidade média da bateria de 64 kWh. A maioria dos proprietários de elétricos carrega a bateria através de cabo doméstico (46%) ou de wallbox doméstica (39%), um ou dois dias, em média, por semana (46 por cento).
Para os condutores inquiridos proprietários de carros elétricos, o Hyundai Kauai (2017-2023) e o Kia Niro (2016-2021) são os campeões da eficiência, com um consumo médio de 16,4 e 16,9 kWh por 100 quilómetros, respetivamente.
No final do ranking, estão o Peugeot 208 (desde 2019), com 29,8 kWh por 100 quilómetros, e o Fiat 500e (desde 2020), com 26,8 kWh.
Carros elétricos com o consumo médio mais reduzido
| Versão | Consumo |
|---|---|
| Hyundai Kauai (2017-2023) |
16,4 kWh/100 km |
| Kia Niro (2016-2021) | 16,9 kWh/100 km |
| Kia Niro (desde 2022) | 18,1 kWh/100 km |
| Renault Twingo (desde 2014) | 18,2 kWh/100 km |
| Kia EV6 (desde 2022) |
18,4 kWh/100 km |
| Renault Zoe (2012-2023) | 18,6 kWh/100 km |
| Hyundai Ioniq 5 (desde 2021) | 18,7 kWh/100 km |
| Tesla Model Y (desde 2021) | 18,7 kWh/100 km |
| Tesla Model 3 (desde 2018) | 19,6 kWh/100 km |
| MG 4 (desde 2022) | 20,3 kWh/100 km |
| Audi Q4 e-tron (desde 2021) | 20,9 kWh/100 km |
Inquérito celebra 30 anos de estrada
De maio a julho de 2025, a DECO PROteste enviou um questionário a uma amostra aleatória de subscritores das suas revistas. Para obter o máximo de resultados, o inquérito foi feito com as organizações congéneres da Bélgica, Chéquia, Finlândia, França, Itália, Eslováquia, Eslovénia, Espanha e Países Baixos.
No total dos dez países, foram obtidas 53 796 respostas (4231 de Portugal). Para aumentar o número de versões avaliadas, os inquiridos podiam preencher o questionário com dados sobre dois automóveis.
Foi reunida informação relativa a 85 590 experiências (incluindo dados de 2023, para maximizar o número de marcas, gerações e versões) com dados para 392 versões e 39 marcas. Foram apenas consideradas as respostas sobre carros de seis meses a 12 anos de antiguidade.
As conclusões sobre as características dos automóveis, como a fiabilidade ou a satisfação, foram tratadas em conjunto nos dez países. A informação sobre comportamentos e oficinas abrange apenas os portugueses que responderam. Os resultados refletem a opinião e a experiência dos participantes.
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