Gelatina com açúcar ou com edulcorantes: quais as melhores?
Entre gelatinas clássicas, com açúcar, e gelatinas sem açúcar, estas sempre com edulcorantes, o que escolher? Depende da regularidade com que se consome esta sobremesa fornecedora de água e de proteína.
Fresca, leve, colorida e fácil de comer. As gelatinas parecem todas iguais no seu aspeto translúcido, mas a verdade é que escondem formulações diferentes. A DECO PROteste analisou 51 gelatinas prontas a comer de sabores vários, das quais 26 clássicas e 25 sem açúcar (0% açúcar, 0% açúcares adicionados e light).
As gelatinas são interessantes para incluir na nossa dieta alimentar? Sim, podem ser, dado o seu conteúdo em proteína, embora existam produtos com maior quantidade de proteína por porção. As gelatinas sem açúcar têm valor nutricional, por serem uma sobremesa sem açúcar, adoçadas com edulcorantes.
As gelatinas clássicas contêm entre 8 e 17 gramas de açúcar por porção, o que corresponde a dois a quatro pacotes de açúcar adicionado. Por essa razão, há que ter atenção no momento da compra. Consulte, no rótulo, quanto é que cada embalagem tem de açúcar e se contém edulcorantes.
Gelatinas: com ou sem açúcar?
Caso coma gelatina esporadicamente, como sobremesa, as tradicionais são uma opção razoável. Deve optar-se pela que tiver menos açúcar, uma vez que as quantidades variam de marca para marca. Mas se consumir várias vezes por semana, convém alternar com as versões sem açúcar. Ou seja, quando o consumo desta sobremesa é pontual, alinhado com as recomendações para uma alimentação saudável, incluindo as crianças, a versão com açúcar (sem edulcorantes) é preferível à versão com edulcorantes. No entanto, em situações onde o consumo é mais recorrente, as opções sem açúcar podem ser mais benéficas. Por exemplo, no âmbito de uma dieta de emagrecimento. Exceções: crianças, pessoas com diabetes, síndrome do intestino irritável ou outras patologias onde a ingestão de edulcorantes não é recomendada.
Estas sobremesas apresentam elevado teor de água (80% a 90%), o que contribui para a sua textura característica e para um valor energético relativamente baixo quando comparadas com outras sobremesas. Estas gelatinas constituem, também, uma fonte moderada de proteína, apresentando um baixo teor de lípidos, gordura saturada e sal. A presença de proteína é uma vantagem nutricional face às alternativas de origem vegetal, que utilizam agentes gelificantes, e que não contêm proteína.
Aditivos pouco recomendáveis em duas gelatinas
Corantes, para uma aparência mais atrativa; reguladores de acidez, para conferir estabilidade e equilíbrio do sabor; e edulcorantes, para um sabor doce sem açúcar, ou com menor quantidade deste: estes são os aditivos, a par de outros ingredientes (aromas, fibra adicionada e sumos de fruta a partir de concentrado), que indicam processamento, e que normalmente se encontram nas gelatinas.
No teste da DECO PROteste, encontraram-se aditivos aceitáveis ou toleráveis: reguladores e corretores de acidez, como o ácido cítrico (E330), os citratos de sódio (E331) e o ácido fumárico (E297). E ainda alguns corantes, como as antocianinas (E163), os carotenos (E160a), a curcumina (E100) e os complexos cúpricos de clorofilas e as clorofilinas (E141). Mas também há aditivos pouco recomendáveis em duas gelatinas: o corante E120 (carminas) e o edulcorante E955 (sucralose). É nas gelatinas sem açúcar que os aditivos marcam mais presença, através dos edulcorantes, que se juntam aos já enumerados.
O que é a gelatina?
A gelatina é uma proteína natural de elevada pureza, derivada do colagénio, que se encontra em abundância no tecido conjuntivo animal. É produzida a partir de matérias-primas aprovadas para consumo humano, cumprindo elevados padrões de segurança alimentar. No caso das gelatinas prontas a comer de origem animal, o produto final resulta da incorporação da gelatina já produzida anteriormente numa matriz alimentar composta essencialmente por água, açúcares e aromatizantes, com maior ou menor quantidade de aditivos.
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