Dicas

Vacina contra a gripe: quem precisa, quando tomar e quanto custa

18 outubro 2021
medico a aplicar vacina da gripe ao utente

Cidadãos com idade igual ou superior a 65 anos já podem tomar em simultâneo a vacina contra a gripe e a dose de reforço contra a covid-19. Quem não quiser ter as duas inoculações no mesmo dia pode fazer marcação.

A partir de 18 de outubro, a vacinação contra a gripe e a vacinação contra a covid-19 vão poder ser feitas em simultâneo para os cidadãos com mais de 65 anos. Esta possibilidade passa a estar contemplada nas normas da vacinação contra a gripe e a covid-19. Os utentes devem ser informados sobre possíveis reações adversas e podem optar por receber as duas vacinas no mesmo dia ou ter uma toma em dias diferentes. Caso não queiram ser inoculados de forma simultânea, devem informar os profissionais de saúde no dia da vacinação da sua vontade e proceder à marcação de nova data para a administração da segunda vacina.

A maioria dos grupos de risco definidos pela Direção-Geral da Saúde (DGS) tem direito a vacina contra a gripe gratuita, no centro de saúde. O agendamento e a convocatória para a vacinação, quer da gripe, quer da covid-19, são feitos pelas unidades de saúde por várias vias, nomeadamente SMS automático, telefone ou carta. 

Para a época vacinal 2021/2022 estão disponíveis vacinas contra a gripe tetravalentes inativadas:

  • no Serviço Nacional de Saúde (SNS) serão administradas as vacinas Fluarix Tetra e Vaxigrip Tetra;
  • nas farmácias comunitárias está disponível a Influvac Tetra.

Quem não tem direito a vacina gratuita pode comprá-la na farmácia com prescrição médica, com comparticipação de 37 por cento.

Quem tem direito a vacina gratuita?

Algumas pessoas têm direito à vacina da gripe gratuita, no Serviço Nacional de Saúde. Não precisam de receita médica. Em 2021, em contexto de pandemia de covid-19, mantêm-se as medidas excecionais e específicas no âmbito da vacinação gratuita contra a gripe, nomeadamente o início mais precoce, a vacinação faseada e a inclusão na gratuitidade dos profissionais que trabalham em contextos com maior risco de ocorrência de surtos ou de maior suscetibilidade e vulnerabilidade. Assim, beneficiam da vacina gratuita:

  • cidadãos com 65 anos ou mais;
  • grávidas;
  • residentes ou internados em instituições, como estruturas residenciais para pessoas idosas, lares de apoio, lares residenciais e centros de acolhimento temporário, desde que com idade superior a seis anos;
  • doentes integrados na rede de cuidados continuados ou a fazer quimioterapia;
  • pessoas apoiadas no domicílio pelos serviços de apoio domiciliário com acordo de cooperação com a Segurança Social ou Misericórdias Portuguesas e pelas equipas de enfermagem das unidades funcionais prestadoras de cuidados de saúde ou com apoio domiciliário dos hospitais do Serviço Nacional de Saúde;
  • doentes internados em unidades do Serviço Nacional de Saúde que apresentem patologias crónicas e condições para as quais se recomenda a vacina;
  • profissionais de saúde do SNS, incluindo estudantes em estágios clínicos, e de instituições prestadoras de cuidados;
  • profissionais dos estabelecimentos prisionais e reclusos;
  • pessoas, com idade superior a seis meses portadoras de trissomia 21, diabetes mellitus, fibrose quística, défice de alfa-1 antitripsina sob terapêutica de substituição, doença pulmonar obstrutiva crónica, patologia do interstício pulmonar sob terapêutica imunossupressora, doença crónica com comprometimento da função respiratória, da eliminação de secreções ou com risco aumentado de aspiração de secreções; e imunodeprimidos, como os portadores VIH e quem está a fazer alguns tipos de quimioterapia ou terapêuticas com fármacos biológicos;
  • pessoas submetidas a um transplante ou que aguardam pelo mesmo;
  • quem faz diálise;
  • bombeiros que estejam em contacto direto com grupos para os quais a vacinação é recomendada.

Quem mais se deve vacinar?

Além dos grupos com direito a vacina gratuita, a Direção-Geral da Saúde recomenda fortemente a vacina para:

  • pessoas entre os 60 e os 64 anos;
  • pessoal dos serviços de saúde (públicos e privados) e de outros serviços prestadores de cuidados;
  • quem sofra de doenças crónicas específicas, como asma tratada com corticoides, insuficiência cardíaca, obesidade e cirrose, entre outras; 
  • pessoas que vivam ou trabalhem com bebés com menos de seis meses (estes não podem ser vacinados) que tenham risco elevado de complicações;
  • pessoal de infantários, creches e equiparados.

Por que razão é preciso repetir a vacinação todos os anos?

A vacina da gripe é constituída por vírus inativos que provocam a produção de anticorpos, uma reação normal do sistema imunitário de pessoas saudáveis, para tentar eliminar um “invasor" causador de doença. Em caso de ataque posterior por germes patogénicos ativos, as nossas defesas reconhecem o "inimigo" e neutralizam-no.

Para se proteger da gripe, deve vacinar-se todos os anos, pois o vírus muda com facilidade de um ano para o outro. A vacinação anterior não garante defesas, sobretudo se sofrer o ataque de uma nova estirpe do vírus. Da mesma forma, se teve gripe no ano passado, não está imune a uma nova gripe. Por isso, a composição da vacina contra a gripe é revista anualmente.

A Organização Mundial da Saúde monitoriza uma rede de vigilância mundial, que segue a atividade gripal e observa a evolução dos vírus. Com base nas conclusões, define a composição anual da vacina.

Estas vacinas são seguras e eficazes. Como qualquer outro fármaco, podem produzir reações adversas, mas são localizadas e transitórias: dor, vermelhidão e ligeiro inchaço no local da picada são as principais. Também podem causar dores de cabeça e febre. Estes problemas desaparecem passado pouco tempo.

Qual a melhor altura para se vacinar?

Pode vacinar-se durante o outono e o inverno, de preferência até dezembro. Contudo, o ideal será fazê-lo o mais cedo possível, antes do início da ofensiva da gripe.

A vacina da gripe é compatível com outras vacinas?

De acordo com as novas normas, a vacina da gripe e a vacina contra a covid-19 podem ser administradas no mesmo dia, desde que sejam inoculadas em locais anatómicos diferentes (por exemplo, uma no braço direito e outra no braço esquerdo), salvo casos excecionais. Por outro lado,  nenhuma vacina deve ser adiada apenas com o intuito de serem coadministradas: ou seja, se houver dois agendamentos da vacina da gripe e da covid-19 para dias diferentes, nenhum deve ser adiado para elas serem administradas juntas.

Também não há contraindicações da toma da vacina contra a gripe de forma concomitante com as vacinas do programa nacional de vacinação, nomeadamente a vacina Td e a vacina Tdpa na grávida.

E se não tiver direito a vacina gratuita?

A vacina (Influvac Tetra) estará disponível nas farmácias comunitárias, com prescrição médica, custando 8,88 euros, para utentes do regime geral (37% de comparticipação), ou 6,77 euros, no caso do regime especial para pensionistas. As receitas médicas nas quais seja prescrita, exclusivamente, a vacina contra a gripe são válidas até 31 de dezembro de 2021.

O risco de contrair gripe fica completamente excluído?

Pode contrair gripe por vírus de estirpes menos comuns, não previstas na vacina do ano. Doenças provocadas por outros vírus que não o da gripe também podem manifestar-se por sintomas semelhantes aos da gripe.

Mesmo contra a gripe, a vacina não oferece uma garantia absoluta. É possível que a composição seja inadequada se surgir uma estirpe diferente do previsto. A vacinação pode fornecer uma boa proteção num ano, mas ser menos eficaz no ano seguinte.

Para a vacina ser eficaz, o sistema imunitário tem de responder corretamente e o organismo deve produzir anticorpos suficientes, o que pode ser difícil no caso dos idosos. Embora a vacinação seja claramente recomendada para aquele grupo, a vacina pode ser menos eficaz, sobretudo se o seu estado de saúde já está debilitado.

Mais do que prevenir a gripe, a vacina para os grupos de risco pretende evitar complicações potencialmente fatais.

Como prevenir a gripe?

A par da toma da vacina contra a gripe, a Direção-Geral da Saúde recomenda algumas medidas simples para prevenir o contágio:

  • manter o conforto térmico, ou seja, agasalhar-se de acordo com a temperatura ambiente;
  • assegurar a higiene das mãos;
  • seguir uma alimentação saudável;
  • manter algum distanciamento social e seguir as regras da etiqueta respiratória (como, por exemplo, não respirar para cima dos outros, manter a distância da sua respiração e tapar a boca quando espirra). 

Junte-se à maior organização de consumidores portuguesa

A independência da DECO PROTESTE é garantida pela sustentabilidade económica da sua atividade. Manter esta estrutura profissional a funcionar para levar até si um serviço de qualidade exige uma vasta equipa especializada.

Registe-se para conhecer todas as vantagens, sem compromisso. Subscreva a qualquer momento.

Junte-se a nós