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Covid-19 e gripe: é possível ter ao mesmo tempo?

Ambas são doenças respiratórias, originadas por vírus diferentes, com sintomas semelhantes. Ficar com covid-19 e gripe em simultâneo é um cenário possível e indesejado. Veja as precauções a ter.

  • Dossiê técnico
  • Joana Almeida
  • Texto
  • Sofia Frazoa e Filipa Nunes
03 novembro 2020
  • Dossiê técnico
  • Joana Almeida
  • Texto
  • Sofia Frazoa e Filipa Nunes
covid-19 e gripe: homem com uma mão na testa e um termómetro na outra mão

iStock

A covid-19 e a gripe são doenças respiratórias contagiosas, causadas por vírus diferentes (SARS-CoV-2 e influenza, respetivamente). Alguns dos sintomas são semelhantes, o que no início pode tornar difícil diferenciar as duas doenças apenas com base na sintomatologia. Ter covid-19 e gripe - ou outras doenças respiratórias - ao mesmo tempo pode aumentar as probabilidades de complicações e pode ser caótico para os já sobrecarregados serviços de saúde.

Investigações feitas no Reino Unido (publicadas na revista científica BMJ - British Medical Journal, mas ainda não revisto por outros cientistas) revelam que o risco de morte duplica em pessoas infetadas com gripe e SARS-CoV-2 em relação às pessoas que só têm covid-19. Os infetados com os dois vírus também revelaram desenvolver doenças graves. A maioria dos casos de infeção dupla ocorreram em pessoas com mais de 70 anos e mais de metade acabou por morrer.

A vacina da gripe protege contra a covid-19?

Não. A vacina da gripe não é uma proteção contra a covid-19, mas ao prevenir a gripe está a evitar que o sistema imunitário se debata com duas infeções respiratórias. A hipótese de uma dupla epidemia de gripe e de covid-19 poderia ter efeitos catastróficos com o aumento de morbilidade e mortalidade e a saturação dos hospitais e das unidades de cuidados de saúde. Por isso, o ideal é evitar este cenário.

Na falta de vacina contra a covid-19, é recomendado que as pessoas de idade ou as que sofram de obesidade ou doenças crónicas sejam vacinadas contra a gripe sazonal. Estas vacinas têm mostrado reduzir o risco de doença por gripe, hospitalização e morte.

Levar a vacina da gripe não dispensa o uso de máscara em público, manter a distância de segurança recomendada e lavar as mãos com frequência. Segundo o especialista em resposta de emergência do Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças, Josep Jansà, em entrevista à TESTE SAÚDE que publicaremos em breve, o distanciamento social e o uso de máscaras, bem como a redução das viagens intercontinentais poderão ter também impacto na redução dos casos de gripe na Europa este inverno. Em comparação com a covid-19, refere o especialista, o valor de número médio de contágios causados por cada pessoa infetada com gripe é muito menor.

Em geral, a gripe cura-se de forma espontânea. Os medicamentos analgésicos (paracetamol ou ibuprofeno) ajudam a aligeirar os sintomas.

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