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Covid-19: quem vai ser vacinado e quando

Começa dia 27 de dezembro a vacinação contra a covid-19. Os primeiros da lista são profissionais de saúde diretamente envolvidos na prestação de cuidados a doentes. A vacina é gratuita e destina-se a toda a população. Mas há questões a clarificar.

  • Dossiê técnico
  • Susana Santos
  • Texto
  • Rita Santos Ferreira e Alda Mota
18 dezembro 2020 Em atualização
  • Dossiê técnico
  • Susana Santos
  • Texto
  • Rita Santos Ferreira e Alda Mota
frascos de vacinas contra a covid-19

iStock

O plano de vacinação conta a covid-19 arranca, em princípio, no dia 27 de dezembro. Para Portugal, está prevista a disponibilização de 22,8 milhões de doses, o que se prevê que permita vacinar toda a população. A vacina é universal, facultativa e gratuita, pelo que qualquer pessoa a residir no País pode tomá-la, sem ter de pagar qualquer custo.

A administração da vacina será feita nos postos de vacinação dos centros de saúde, por marcação, mas também nos lares, em unidades de cuidados continuados, ou estruturas similares, e em serviços de saúde ocupacional das entidades de serviços críticos. Cada pessoa tomará duas doses da vacina. A data da segunda dose será comunicada pelo sistema administrativo do centro de saúde no dia de administração da primeira dose.

Três fases de vacinação contra a covid-19

O acesso às vacinas será distribuído em três fases.

Numa primeira fase, prevista para começar ainda em dezembro de 2020, os profissionais de saúde diretamente envolvidos na prestação de cuidados a doentes, de centros hospitalares, serão o grupo prioritário que tomará a primeira dose da vacina. A segunda dose será administrada 21 dias após a toma da primeira.

De seguida, e já em janeiro, a prioridade é dada aos residentes em lares e instituições similares, aos internados em unidades de cuidados continuados, bem como aos restantes profissionais de saúde diretamente envolvidos na prestação de cuidados a doentes que ainda não tenham sido vacinados.

Posteriormente serão vacinadas as pessoas de 50 ou mais anos, com, pelo menos, uma das seguintes patologias:

  • insuficiência cardíaca;
  • doença coronária;
  • insuficiência renal;
  • doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC);
  • doença respiratória crónica sob suporte ventilatório e/ou oxigenoterapia de longa duração.

Está também prevista para o início de 2021 a vacinação dos profissionais das Forças Armadas, forças de segurança e serviços críticos. Estima-se, assim, vacinar 950 mil pessoas no arranque do processo.

Na segunda fase, é a vez dos idosos (com 65 ou mais anos), com ou sem patologias, que não tenham sido vacinados previamente, bem como pessoas entre os 50 e os 64 anos com diabetes, neoplasia maligna ativa, doença renal crónica, insuficiência hepática, obesidade ou hipertensão arterial.

Por último, numa terceira fase, pretende-se vacinar a restante população. Esta fase pode ser revista consoante o ritmo de entrega das vacinas.

Arestas a limar no plano de vacinação

Até à data, a Comissão Europeia chegou a acordo com seis empresas farmacêuticas para a aquisição das vacinas. Todas as vacinas contra a covid-19 que venham a ser aprovadas pela Agência Europeia do Medicamento serão seguras e eficazes.

Contudo, achamos necessário clarificar algumas questões do plano de vacinação, nomeadamente definir prioridades para a terceira fase. Esta população sobrante tem também grupos mais urgentes do que outros, como os doentes oncológicos com menos de 50 anos, por exemplo. É, além disso, fundamental prever a necessidade de aumentar os recursos humanos para que o plano seja colocado em prática (por exemplo, enfermeiros nos centros de saúde). 

Consideramos da mesma importância garantir a coordenação entre as diferentes marcas das vacinas. Ou seja, garantir que as pessoas tomam o mesmo tipo de vacina na primeira e na segunda doses. Acreditamos que esta articulação está prevista pelas instituições de saúde. 

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