Como testamos

Repelentes de mosquitos: como testamos

25 junho 2026
Mosquito em cima de dedo

25 junho 2026
Os repelentes são eficazes a repelir os mosquitos? E quanto tempo dura essa proteção? Apresentam riscos associados à sua utilização? Estas são as questões mais presentes no teste em laboratório a estes produtos.

O teste em laboratório a repelentes de mosquitos avalia a eficácia e a duração da proteção contra aqueles insetos. Avalia igualmente o risco associado à utilização destes produtos, a informação dos rótulos e as embalagens.

Eficácia contra mosquitos

Os mosquitos utilizados para o teste laboratorial a repelentes são criados em condições controladas de temperatura e humidade, para garantir que são adequados. Só as fêmeas picam, uma vez que precisam do sangue para o desenvolvimento dos ovos.  

Em cada caixa utilizada para o teste da DECO PROteste, são alojados 150 mosquitos fêmea e 75 machos da espécie Aedes albopictus.

Para testar a duração da proteção de cada repelente, recorre-se a voluntários que são selecionados se, sem qualquer proteção de repelente nos braços, forem mordidos dez vezes, no mínimo, em menos de 60 segundos. Antes de aplicar o repelente, a pele é bem lavada com sabonete neutro e limpa com uma solução com álcool isopropílico. Depois, os voluntários aplicam o repelente no antebraço, do cotovelo até ao pulso. As mãos são protegidas por luvas de látex. 

O teste é anónimo. Ou seja, os voluntários não sabem que produto está a ser testado. Para saberem se os produtos realmente protegem, a cada meia hora, os voluntários introduzem o braço na caixa durante três minutos. Observa-se, a olho nu, o número de mosquitos que aterram e picam os braços. Regista-se o tempo decorrido até à primeira picada confirmada. Ou seja, quando ocorre uma picada seguida de outra nos 30 minutos seguintes, ou quando ocorre mais do que uma picada na mesma sessão. Nessa altura, o teste a esse produto termina. 

A eficácia do produto é baseada no tempo entre a aplicação do produto e o fim do teste. Desta forma, consegue-se saber quais são as formulações mais eficazes. 

Avaliação do risco dos repelentes

O teste inclui também uma análise ao potencial risco da utilização dos repelentes, com base nas substâncias ativas presentes e nos cenários de exposição. Calculou-se o risco associado à exposição a curto prazo (uma aplicação) e a longo prazo (uma aplicação durante 21 dias).

Nos adultos, para cada produto, considerou-se uma só aplicação, correspondente a dez pulverizações: quatro vezes nos braços, quatro nas pernas e duas nos pés e na cara. Nas crianças, também se considerou uma aplicação, mas com apenas cinco pulverizações. 

Rótulos e embalagens

A rotulagem de produtos biocidas deve cumprir um conjunto de requisitos regulamentares que garantem a correta utilização e a informação ao utilizador. As orientações são claras sobre a quantidade de produto a aplicar em cada parte do corpo? As aplicações diárias máximas são fornecidas? Há informação sobre determinados grupos vulneráveis, como crianças e grávidas? Também se procurou a presença da informação sobre as substâncias ativas dos repelentes e respetivas concentrações, entre outras informações legalmente exigidas.

As embalagens também foram alvo de escrutínio. Verificou-se o material da embalagem, se havia uma caixa de cartão a acondicionar o frasco e se este estava selado. 

 

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