Repelentes de mosquitos: como testamos
O teste em laboratório a repelentes de mosquitos avalia a eficácia e a duração da proteção contra aqueles insetos. Avalia igualmente o risco associado à utilização destes produtos, a informação dos rótulos e as embalagens.
Eficácia contra mosquitos
Os mosquitos utilizados para o teste laboratorial a repelentes são criados em condições controladas de temperatura e humidade, para garantir que são adequados. Só as fêmeas picam, uma vez que precisam do sangue para o desenvolvimento dos ovos.
Em cada caixa utilizada para o teste da DECO PROteste, são alojados 150 mosquitos fêmea e 75 machos da espécie Aedes albopictus.
Para testar a duração da proteção de cada repelente, recorre-se a voluntários que são selecionados se, sem qualquer proteção de repelente nos braços, forem mordidos dez vezes, no mínimo, em menos de 60 segundos. Antes de aplicar o repelente, a pele é bem lavada com sabonete neutro e limpa com uma solução com álcool isopropílico. Depois, os voluntários aplicam o repelente no antebraço, do cotovelo até ao pulso. As mãos são protegidas por luvas de látex.
O teste é anónimo. Ou seja, os voluntários não sabem que produto está a ser testado. Para saberem se os produtos realmente protegem, a cada meia hora, os voluntários introduzem o braço na caixa durante três minutos. Observa-se, a olho nu, o número de mosquitos que aterram e picam os braços. Regista-se o tempo decorrido até à primeira picada confirmada. Ou seja, quando ocorre uma picada seguida de outra nos 30 minutos seguintes, ou quando ocorre mais do que uma picada na mesma sessão. Nessa altura, o teste a esse produto termina.
A eficácia do produto é baseada no tempo entre a aplicação do produto e o fim do teste. Desta forma, consegue-se saber quais são as formulações mais eficazes.
Avaliação do risco dos repelentes
O teste inclui também uma análise ao potencial risco da utilização dos repelentes, com base nas substâncias ativas presentes e nos cenários de exposição. Calculou-se o risco associado à exposição a curto prazo (uma aplicação) e a longo prazo (uma aplicação durante 21 dias).
Nos adultos, para cada produto, considerou-se uma só aplicação, correspondente a dez pulverizações: quatro vezes nos braços, quatro nas pernas e duas nos pés e na cara. Nas crianças, também se considerou uma aplicação, mas com apenas cinco pulverizações.
Rótulos e embalagens
A rotulagem de produtos biocidas deve cumprir um conjunto de requisitos regulamentares que garantem a correta utilização e a informação ao utilizador. As orientações são claras sobre a quantidade de produto a aplicar em cada parte do corpo? As aplicações diárias máximas são fornecidas? Há informação sobre determinados grupos vulneráveis, como crianças e grávidas? Também se procurou a presença da informação sobre as substâncias ativas dos repelentes e respetivas concentrações, entre outras informações legalmente exigidas.
As embalagens também foram alvo de escrutínio. Verificou-se o material da embalagem, se havia uma caixa de cartão a acondicionar o frasco e se este estava selado.
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