Os repelentes de mosquitos funcionam?
Comporta, Tavira ou destinos tropicais famosos pela população de mosquitos são os seus destinos de férias e precisa de repelentes? Teste a 11 produtos revela aqueles que oferecem proteção alongada. Atenção à idade indicada no rótulo.
Os mosquitos estão associados às regiões tropicais e subtropicais do mapa-múndi. Mas basta viajar para alguns pontos da costa portuguesa, como Comporta e Tavira, para presenciar a concentração de mosquitos em determinadas horas. Quer vá para fora cá dentro ou para outro país, nada como levar um repelente para as horas de maior atividade dos mosquitos, tanto em zonas balneares, como mais interiores e rurais.
Quais são os repelentes de mosquitos mais eficazes?
A DECO PROteste testou 11 repelentes de mosquitos, para avaliar a eficácia com que evitam as picadelas, e durante quanto tempo. Há produtos com nota máxima na luta contra os mosquitos. Interessa, contudo, olhar para o rótulo e verificar a partir de que idade o produto pode ser utilizado. Três repelentes só podem ser usados por maiores de 18 anos, por exemplo. E outros só a partir dos 13, dos 6 ou dos 2 anos.
Cinco repelentes mais eficazes contra o mosquito-tigre-asiático
Os repelentes são eficazes a afastar o mosquito Aedes albopictus, ou mosquito-tigre-asiático? Cinco conseguem a classificação máxima na proteção contra as picadas do mosquito-tigre-asiático. Os produtos com DEET testados, em geral, apresentam os tempos de proteção mais prolongados. Para avaliar o êxito dos repelentes, alguns voluntários com mais de 18 anos deram literalmente o antebraço ao teste: depois do produto aplicado, expuseram-no a populações de mosquitos durante três minutos, a cada 30 minutos.
Na Europa há quase 50 anos, o mosquito Aedes albopictus é uma espécie agressiva, mas geralmente mais suscetível aos repelentes do que, por exemplo, o Aedes aegypti, o mosquito vetor da febre-amarela.
Os repelentes têm riscos?
O risco a longo prazo é negligenciável para os repelentes analisados. Os riscos a curto prazo são geralmente baixos. Os produtos com concentrações mais elevadas de DEET apresentam o maior risco agudo para crianças abaixo dos três anos, embora ainda estejam dentro da margem considerada aceitável, se usados de forma cautelosa. Ou seja, é essencial seguir as indicações do rótulo.
Calculou-se o risco associado à exposição a curto prazo (uma aplicação) e a longo prazo (uma aplicação durante 21 dias). Nos adultos, cada produto foi pulverizado dez vezes numa só aplicação: quatro vezes nos braços, quatro nas pernas e duas nos pés e na cara. Nas crianças, considerou-se uma aplicação, correspondente a cinco pulverizações do produto.
Tornar a aplicar só quando necessário
Em Portugal, os repelentes com concentrações mais moderadas são geralmente adequados. Reaplique o repelente só quando necessário e sempre de acordo com as instruções de utilização indicadas no rótulo. A exposição prolongada ao calor, luz solar direta ou humidade pode reduzir a eficácia do produto. Conserve-o conforme indicado na embalagem e verifique a data de validade, para nada falhar na luta contra os pequenos, mas implacáveis, zumbidores.
Reserve os produtos com concentrações maiores de substância ativa para situações de maior exposição ou para viagens para destinos tropicais, nos quais há risco de doenças transmitidas por mosquitos. Antes de viajar, confira no rótulo a informação sobre a eficácia contra as espécies de mosquitos existentes no país de destino.
As pulseiras repelentes e os dispositivos de ultrassons não se recomendam, por falta de eficácia. A prevenção das picadas de mosquitos passa por outras estratégias, além dos repelentes:
- roupa fresca, larga e, de preferência, clara e de fibras naturais e, para diminuir a área de pele à vista, que cubra grande parte do corpo;
- aplicar o repelente nas áreas expostas (braços, pernas, tornozelos, pescoço e face), evitando o contacto com as mucosas;
- se usar protetor solar, espalhe-o primeiro, aguarde um pouco e só depois aplique o repelente.
Como reconhecer o mosquito-tigre-asiático?
O Aedes albopictus, espécie usada no presente teste, é relevante para a saúde pública, por poder propagar vírus e parasitas causadores de doenças, como chikungunya, dengue, zika, encefalite japonesa e dirofilariose.
O dorso do Aedes albopictus tem uma única escama branca na parte superior, com o desenho de uma linha reta branca a cobrir a cabeça. A cauda exibe uma escama semelhante ao dorso, mas mais fina, com manchas triangulares nas laterais. Plataformas como a MosquitoWeb e a MosquitoAlert permitem vigiar estes insetos.
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