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Serviço Inaceitável

Em curso Pública

Problema identificado:

Fatura e cobrança

Reclamação

P. R.

Para: Galp Power

08/04/2026

Exmo(s). Senhores, Venho por este meio apresentar reclamação contra a Galp Energia (Petrogal S.A.) relativamente a uma sucessão de falhas graves na gestão do meu contrato de fornecimento de energia elétrica, pelo que solicito o vosso apoio. Mudei de residência em dezembro de 2025, tendo optado por manter a Galp como fornecedora, uma vez que era cliente desde setembro de 2024, sem qualquer problema até então. Na nova contratação, solicitei adesão com débito direto. No entanto, a alteração do contrato para a nova morada apenas foi efetivada cerca de um mês depois, tendo a anterior senhoria recebido faturas que me diziam respeito relativas aos meses de dezembro e janeiro. Esta situação só foi resolvida após contacto da minha parte para reclamar, inclusive sobre a potência contratada (4,6 kVA), que inicialmente se encontrava incorreta. No dia 23 de dezembro de 2025, efetuei o pagamento de 138,13€, valor que me foi confirmado por um agente da Galp como sendo referente a acertos da morada anterior e custos de ativação, garantindo que a situação ficaria regularizada. Posteriormente: * Recebi a primeira fatura da nova morada a 1 de fevereiro de 2026 (56,62€, período de 14 a 27 de janeiro), paga por débito direto a 25 de fevereiro; * No dia 9 de março foi efetuado um débito direto de 9€, sem qualquer fatura associada; * No dia 10 de março foi efetuado novo débito direto de 101,68€, também sem fatura associada. Contactei a Galp no dia 10 de março, tendo sido informada que o caso seria analisado no prazo de 15 dias e aconselhada a submeter pedido com comprovativos, o que fiz. Voltei a contactar no dia 16 de março, sendo instruída a aguardar. A 14 de março recebi uma fatura de 146,81€ (período de 28 de janeiro a 6 de março), valor completamente desproporcional ao meu consumo real, sendo quase o triplo do mês anterior e não compatível com o perfil de consumo de uma pessoa que vive sozinha. No dia 17 de março, sem qualquer resposta concreta: * Foi reforçada a “necessidade de análise”; * Solicitei o cancelamento dos débitos diretos, o qual me foi confirmado como concluído; * Informei que não procederia ao pagamento da fatura de 146,81€ até obter esclarecimentos. Apesar disso, no dia 7 de abril foi efetuado um novo débito direto de 146,81€, sem autorização, mesmo após confirmação do cancelamento. Verifiquei ainda, através do meu banco (Santander), a existência de dois mandatos ativos da Petrogal, criados em datas distintas. Nesse mesmo dia voltei a contactar a Galp, continuando sem qualquer resposta ou justificação, sendo apenas informada de que o processo estava “em análise”, quase um mês após o primeiro contacto. Por aconselhamento do meu gestor de conta bancário, solicitei o reembolso dos débitos de 9€, 101,68€ e 146,81€, os quais foram devolvidos. Adicionalmente: * Continuei a receber faturas da morada anterior, já habitada por terceiros; * Suspeito que o meu IBAN tenha sido indevidamente associado a outro contrato, o que considero extremamente grave. Face ao exposto, considero que houve: * Débitos indevidos e não autorizados; * Falha grave de faturação e transparência; * Incumprimento na gestão de dados e mandatos; * Total ausência de resposta e apoio ao cliente. Encontro-me neste momento em processo de mudança de fornecedor, não pretendendo manter qualquer relação contratual com a Galp. Solicito: 1. Esclarecimento detalhado e documentado de todos os valores cobrados; 2. Confirmação formal da anulação de todos os débitos diretos; 3. Verificação e esclarecimento sobre eventual uso indevido dos meus dados; 4. Regularização definitiva de qualquer valor efetivamente devido, mediante prova. Caso se confirme utilização indevida dos meus dados pessoais, reservarei o direito de avançar com as devidas ações legais. Com os melhores cumprimentos,


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