Exmo(s). Senhores,
Venho por este meio apresentar reclamação contra a Galp Energia (Petrogal S.A.) relativamente a uma sucessão de falhas graves na gestão do meu contrato de fornecimento de energia elétrica, pelo que solicito o vosso apoio.
Mudei de residência em dezembro de 2025, tendo optado por manter a Galp como fornecedora, uma vez que era cliente desde setembro de 2024, sem qualquer problema até então. Na nova contratação, solicitei adesão com débito direto.
No entanto, a alteração do contrato para a nova morada apenas foi efetivada cerca de um mês depois, tendo a anterior senhoria recebido faturas que me diziam respeito relativas aos meses de dezembro e janeiro. Esta situação só foi resolvida após contacto da minha parte para reclamar, inclusive sobre a potência contratada (4,6 kVA), que inicialmente se encontrava incorreta.
No dia 23 de dezembro de 2025, efetuei o pagamento de 138,13€, valor que me foi confirmado por um agente da Galp como sendo referente a acertos da morada anterior e custos de ativação, garantindo que a situação ficaria regularizada.
Posteriormente:
* Recebi a primeira fatura da nova morada a 1 de fevereiro de 2026 (56,62€, período de 14 a 27 de janeiro), paga por débito direto a 25 de fevereiro;
* No dia 9 de março foi efetuado um débito direto de 9€, sem qualquer fatura associada;
* No dia 10 de março foi efetuado novo débito direto de 101,68€, também sem fatura associada.
Contactei a Galp no dia 10 de março, tendo sido informada que o caso seria analisado no prazo de 15 dias e aconselhada a submeter pedido com comprovativos, o que fiz. Voltei a contactar no dia 16 de março, sendo instruída a aguardar.
A 14 de março recebi uma fatura de 146,81€ (período de 28 de janeiro a 6 de março), valor completamente desproporcional ao meu consumo real, sendo quase o triplo do mês anterior e não compatível com o perfil de consumo de uma pessoa que vive sozinha.
No dia 17 de março, sem qualquer resposta concreta:
* Foi reforçada a “necessidade de análise”;
* Solicitei o cancelamento dos débitos diretos, o qual me foi confirmado como concluído;
* Informei que não procederia ao pagamento da fatura de 146,81€ até obter esclarecimentos.
Apesar disso, no dia 7 de abril foi efetuado um novo débito direto de 146,81€, sem autorização, mesmo após confirmação do cancelamento. Verifiquei ainda, através do meu banco (Santander), a existência de dois mandatos ativos da Petrogal, criados em datas distintas.
Nesse mesmo dia voltei a contactar a Galp, continuando sem qualquer resposta ou justificação, sendo apenas informada de que o processo estava “em análise”, quase um mês após o primeiro contacto.
Por aconselhamento do meu gestor de conta bancário, solicitei o reembolso dos débitos de 9€, 101,68€ e 146,81€, os quais foram devolvidos.
Adicionalmente:
* Continuei a receber faturas da morada anterior, já habitada por terceiros;
* Suspeito que o meu IBAN tenha sido indevidamente associado a outro contrato, o que considero extremamente grave.
Face ao exposto, considero que houve:
* Débitos indevidos e não autorizados;
* Falha grave de faturação e transparência;
* Incumprimento na gestão de dados e mandatos;
* Total ausência de resposta e apoio ao cliente.
Encontro-me neste momento em processo de mudança de fornecedor, não pretendendo manter qualquer relação contratual com a Galp.
Solicito:
1. Esclarecimento detalhado e documentado de todos os valores cobrados;
2. Confirmação formal da anulação de todos os débitos diretos;
3. Verificação e esclarecimento sobre eventual uso indevido dos meus dados;
4. Regularização definitiva de qualquer valor efetivamente devido, mediante prova.
Caso se confirme utilização indevida dos meus dados pessoais, reservarei o direito de avançar com as devidas ações legais.
Com os melhores cumprimentos,