Serviço de revisão e intervenções realizadas na norauto alfragide
Problema identificado:
OutroReclamação
M. B.
Para: Norauto Portugal S.A.
No dia 20/03/2026, contratei online o serviço de Eco Revisão Oficial, a realizar nas instalações da Norauto Alfragide, com o objetivo de antecipar a identificação de eventuais anomalias mecânicas e preparar a viatura para uma futura inspeção periódica obrigatória prevista para o mês de junho. Durante a execução da revisão, fui contactado pela Norauto e informado da necessidade de substituição dos quatro pneus — situação da qual já tinha conhecimento — bem como da necessidade de limpeza e substituição do líquido de refrigeração e descarbonização do motor. Autorizei a realização destes dois últimos serviços, optando por adiar a substituição dos pneus para o mês seguinte. No final da intervenção, foi-me entregue o relatório da revisão, no qual todos os pontos de controlo se encontravam assinalados como **“OK”, “Bom” ou “Bom Estado”**, o que naturalmente me levou a acreditar que tanto a revisão como os serviços adicionais haviam sido executados corretamente e sem reservas. Contudo, no dia **11/04/2026**, aproximadamente 20 dias após a revisão, ao sair do trabalho, verifiquei a existência de uma poça de líquido debaixo da viatura. Ao abrir o capot, constatei imediatamente que o depósito do líquido de refrigeração se encontrava completamente vazio, sem que até então tivesse surgido qualquer alerta no painel ou sinal de sobreaquecimento. Uma vez que me encontrava nas proximidades da Norauto, dirigi-me de imediato ao estabelecimento para averiguação da situação. O colaborador que me atendeu confirmou a existência de fuga e chamou um mecânico, que diagnosticou prontamente uma uga no radiador, indicando a necessidade de substituição do mesmo. Por se tratar de sábado, perto da hora de encerramento, fui informado de que nada poderia ser feito naquele momento, tendo ficado acordado o meu regresso na segunda-feira seguinte, dia 13/04/2026, para análise da situação. Aproveitando o regresso já necessário à oficina, adquiri online dois pneus novos dianteiros, bem como os serviços de montagem, equilibragem e alinhamento. Tencionava inicialmente substituir os quatro pneus, porém, perante este novo problema mecânico e a incerteza quanto aos custos de reparação, optei por substituir apenas os pneus dianteiros, os quais se encontravam em pior estado. No dia agendado, entreguei a viatura e informei expressamente que, além da troca dos pneus, deveria ser analisada a questão da fuga no radiador, explicando toda a situação previamente ocorrida no sábado. Mais tarde recebi SMS a informar que a viatura estava pronta para levantamento. Presumi, naturalmente, que a questão da fuga tivesse sido analisada e/ou resolvida. Todavia, ao levantar a viatura, foi-me entregue apenas o relatório relativo à substituição dos pneus. Quando questionei sobre a fuga no radiador, o colaborador foi consultar internamente a oficina e, posteriormente, limitou-se a informar que a Norauto não assumia qualquer responsabilidade pela situação. Questionei então não a eventual responsabilidade por defeito da peça em si, mas sim o facto de ter sido realizada uma intervenção no sistema de refrigeração — nomeadamente limpeza e substituição do líquido — sem qualquer informação ou advertência ao cliente de que, tratando-se de um sistema que utilizava apenas água, poderiam existir riscos acrescidos e problemas ocultos decorrentes dessa substituição. Importa salientar que, nesta terça-feira, dia 14/04, estive em três oficínas afim de orçar o reparo/substituição do radiador e fui informado que a utilização prolongada de água em vez de líquido refrigerante adequado pode originar corrosão, ferrugem, crostas e outros depósitos no circuito de refrigeração. Mais ainda, fui informado, antes da substituição do fluido nestas circunstâncias, é prática recomendada alertar o cliente de que: * pode ser necessária uma limpeza profunda (“flush”) de todo o sistema; * poderá ser necessária desmontagem e verificação de componentes como radiador, bomba de água e termóstato; * mesmo após limpeza, podem surgir fugas posteriormente, uma vez que o novo líquido pode remover depósitos que estariam a ocultar pequenas fissuras ou corrosão; * em certos casos, é aconselhável a substituição preventiva de vários componentes do sistema. Nenhuma destas informações me foi prestada pela Norauto antes da intervenção realizada. Considero, por isso, que houve omissão de informação técnica relevante, impedindo-me de tomar uma decisão plenamente informada quanto à realização do serviço e aos riscos associados. Acresce que, no mesmo dia, ao levantar a viatura, apercebi-me de que o valor faturado era inferior ao montante pago online. Apenas porque questionei essa discrepância fui informado de que o alinhamento não havia sido realizado, alegadamente por impossibilidade técnica, dado que as rótulas e axiais se encontravam “presas”. Ora, esta justificação levanta uma questão ainda mais grave: No relatório da revisão efetuada apenas 20 dias antes, consta expressamente que os seguintes componentes se encontravam em “OK” / “Bom Estado” * Rótulas inferiores * Rótulas axiais * Rótulas superiores * Sinoblocos das barras estabilizadoras * Sinoblocos do triângulo de suspensão dianteira Não é minimamente coerente que componentes atestados como estando em bom estado numa revisão recente impossibilitem, poucos dias depois, a execução de um alinhamento precisamente por apresentarem anomalias. Tal situação coloca inevitavelmente em causa: 1. **A qualidade e rigor da revisão efetuada;** 2. **A veracidade do relatório técnico emitido;** 3. **A competência técnica dos profissionais responsáveis pela inspeção da viatura.** Para agravar ainda mais esta falta de confiança, no mesmo relatório da revisão consta a indicação de ausência da escova limpa-vidros traseira, componente essa que sempre esteve instalada na viatura e continua presente. Este erro factual demonstra, no mínimo, falta de rigor na inspeção realizada. Perante o exposto, concluo que existe um padrão de falta de profissionalismo, negligência técnica e deficiência na prestação do serviço, que compromete seriamente a confiança que qualquer cliente deve poder depositar numa empresa que se apresenta como especializada em manutenção automóvel. Assim, entendo que: * Não me é possível confiar na validade do relatório de revisão emitido; * Não tenho garantias de que os restantes pontos assinalados como “OK” tenham sido efetivamente verificados de forma competente; * A intervenção realizada no sistema de refrigeração foi executada sem informação adequada sobre riscos conhecidos e previsíveis; * Houve omissão de informação relevante ao consumidor e inconsistências técnicas graves entre relatórios e intervenções posteriores. Face a tudo isto, considero que a solução mais prudente será submeter a viatura a nova revisão integral junto de oficina devidamente especializada e de confiança. Solicito, por conseguinte, o reembolso integral do valor pago pela Eco Revisão Oficial, por considerar que o serviço prestado não correspondeu ao nível mínimo de qualidade, rigor técnico e fiabilidade expectável. Reservo-me ainda o direito de reclamar adicionalmente pelos prejuízos sofridos, nomeadamente relativos ao líquido de refrigeração perdido e a quaisquer custos futuros que venham a revelar-se consequência direta das intervenções realizadas. Aguardo resolução célere e adequada da presente reclamação.
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Norauto Portugal S.A.
Para: M. B.
- Não escreva abaixo desta linha - O seu pedido n° 8275434 Caro/a Cliente Após a sua visita ao nosso site internet, enviamos um resumo do seu pedido. Resumo do seu pedido Vanessa Santos (Norauto Portugal) 17/04/2026, 16:00 CEST Exmos. Srs. Após análise detalhada da exposição apresentada, cumpre-nos prestar os seguintes esclarecimentos técnicos: No que diz respeito à intervenção realizada no sistema de refrigeração (limpeza e substituição do líquido), importa referir que este procedimento tem como objetivo melhorar o desempenho e a proteção do circuito. Contudo, trata-se de um sistema sujeito a desgaste interno ao longo do tempo, especialmente em situações em que possa ter sido utilizada água em vez de líquido refrigerante adequado. Nestes casos, podem existir fenómenos de corrosão, depósitos e microfissuras que não são visíveis externamente. A introdução de líquido novo pode, em determinadas circunstâncias, evidenciar fragilidades já existentes no sistema, nomeadamente no radiador, uma vez que a circulação com propriedades detergentes pode remover depósitos que anteriormente colmatavam pequenas fissuras. Ainda assim, não é possível prever, no momento da intervenção, a existência ou evolução de eventuais fugas, uma vez que estas dependem do estado interno dos componentes, não detetável sem desmontagem do sistema. Relativamente ao alinhamento de direção e aos componentes associados, como rótulas e axiais, importa esclarecer que, em contexto de revisão, a verificação efetuada é essencialmente visual e funcional, com o objetivo de identificar folgas ou anomalias evidentes. Não é possível, neste tipo de inspeção, detetar situações internas como gripagem ou bloqueio no interior da rosca, sendo estas apenas identificadas no momento da execução do alinhamento, quando é necessário proceder ao ajuste mecânico dos componentes, o que ocorreu no caso em apreço. Quanto às discrepâncias identificadas no relatório, nomeadamente a referência à escova traseira, reconhece-se que poderá ter existido uma falha de registo, a qual não reflete os procedimentos de rigor habituais, pelo que apresentamos as devidas desculpas ao cliente. Importa ainda salientar que a revisão efetuada segue um conjunto de pontos de controlo standardizados, não envolvendo desmontagem aprofundada de todos os componentes, nem permitindo antecipar todas as avarias futuras, sobretudo quando estas resultam de desgaste progressivo ou condições pré-existentes. Face ao exposto, não é possível estabelecer uma relação direta entre a intervenção realizada e a avaria posteriormente verificada no radiador, nem assumir responsabilidade pela mesma. Os melhores cumprimentos, Centro Relação Cliente -- Cumprimentos, Centro Relação Cliente - Norauto Portugal Cumprimentos, Vanessa Santos Reclamacao 14/04/2026, 22:30 CEST
M. B.
Para: Norauto Portugal S.A.
Exmos. Senhores, Agradeço a vossa resposta, a qual, no entanto, não altera o fundamento da minha reclamação, antes o reforça à luz do enquadramento legal aplicável. Importa esclarecer que a presente reclamação não assenta na imputação direta da avaria do radiador à vossa intervenção, mas sim na violação do dever de informação prévia e na falta de conformidade qualitativa do serviço prestado. Nos termos do artigo 8.º da Lei n.º 24/96 (Lei de Defesa do Consumidor), o prestador de serviços está obrigado a fornecer ao consumidor informação clara, objetiva e adequada, antes da execução do serviço, incluindo as características, limitações e riscos previsíveis associados. Ora, na vossa própria resposta, reconhecem expressamente que: a substituição do fluido pode expor fragilidades existentes; podem existir corrosão, depósitos e microfissuras internas; o novo líquido pode remover depósitos que ocultavam fugas; Ou seja, confirmam que existem riscos técnicos concretos, conhecidos e previsíveis associados à intervenção realizada. Perante este reconhecimento, resulta evidente que: essa informação deveria ter sido prestada previamente à execução do serviço, permitindo ao cliente tomar uma decisão informada, o que não sucedeu. Caso tivesse sido devidamente informado destes riscos, não teria autorizado a intervenção nos moldes em que foi realizada, evitando o prejuízo financeiro que veio a ocorrer. Esse prejuízo traduz-se, desde logo, na necessidade de suportar cerca de 489,00€ com a substituição do radiador, outros componentes e respetiva mão de obra. Acresce ainda o facto de existirem potenciais riscos adicionais no sistema de refrigeração, nomeadamente ao nível da bomba de água, termóstato ou até da junta da cabeça, cuja verificação e eventual substituição seriam recomendáveis, mas que, neste momento, não me é possível suportar financeiramente. Para além disso, tive de adiar a substituição de dois pneus, que apenas não foi realizada devido ao ocorrido, e enfrento ainda despesas inevitáveis nos próximos meses com IUC, seguro e inspeção. Este é, portanto, o real impacto e dimensão do prejuízo económico causado pela omissão de informação por parte da Norauto. Adicionalmente, nos termos dos artigos 3.º e 4.º da Lei n.º 24/96, o consumidor tem direito à qualidade dos serviços e à proteção dos seus interesses económicos, devendo os serviços prestados corresponder às legítimas expectativas criadas. Neste âmbito, importa salientar que: foi emitido relatório técnico classificando diversos componentes como “OK” ou “Bom Estado”; posteriormente, esses mesmos componentes impediram a realização de um alinhamento, alegadamente por se encontrarem “presos”; Esta contradição demonstra que: o relatório emitido não reflete com rigor o estado real da viatura, ou, no mínimo, não comunica adequadamente as limitações da avaliação efetuada. Acresce que a vossa resposta confirma que a análise realizada em revisão é essencialmente visual e funcional, o que levanta uma questão determinante: como pode ser atribuída a classificação “OK” sem qualquer ressalva quanto às limitações técnicas dessa avaliação? Para um consumidor médio, tal classificação transmite a ideia de que o componente se encontra em condições adequadas de funcionamento, o que não corresponde à realidade demonstrada. Tal prática configura, no mínimo, informação incompleta suscetível de induzir o consumidor em erro quanto ao real estado dos componentes avaliados. Acresce ainda que, na própria descrição dos pontos a serem verificados na revisão disponibilizada no vosso site, apenas alguns itens apresentam expressamente a indicação de “visual”, sendo que o item relacionado com os componentes em questão não contém tal referência. Por outro lado, na vossa resposta afirmam que a maioria das verificações é realizada apenas de forma visual, o que contradiz a informação disponibilizada ao consumidor, criando uma perceção errada quanto ao nível de análise efetivamente realizado. Por fim, mantém-se o erro factual no relatório relativamente à alegada ausência da escova limpa-vidros traseira, evidenciando falta de rigor na inspeção realizada. Acresce que, ao analisar outras queixas de clientes, verifiquei situação idêntica, um caso em que foi igualmente reportada a ausência da escova traseira quando esta se encontrava instalada, o que demonstra não apenas uma falha pontual, mas um possível vício de procedimento. Caso entendam pertinente, poderei localizar e facultar essa queixa para vossa análise. Perante o exposto, conclui-se que: houve violação do dever legal de informação prévia (art. 8.º); o serviço não correspondeu às legítimas expectativas criadas (art. 4.º); foi prestada informação insuficiente e potencialmente enganadora (art. 3.º); foi comprometida a possibilidade de decisão informada do consumidor, resultando em prejuízo económico direto. Nestes termos, reitero o pedido de reembolso integral do valor pago pela Eco Revisão Oficial, por incumprimento qualitativo da prestação e quebra objetiva de confiança no serviço prestado. Na ausência de resolução favorável, darei seguimento à reclamação através dos meios legalmente previstos, nomeadamente Livro de Reclamações e recurso ao Centro de Arbitragem de Conflitos de Consumo. Aguardo resposta final. Com os melhores cumprimentos,
Norauto Portugal S.A.
Para: M. B.
Exmos. Senhores, No seguimento da nossa resposta anterior e da sua comunicação subsequente, informamos que procedemos à reanálise do caso com a devida atenção. Relativamente à intervenção efetuada (Eco Revisão Oficial), importa esclarecer que a mesma assenta numa verificação visual e funcional dos componentes, não permitindo identificar fragilidades internas sem desmontagem. Neste contexto, a substituição do líquido de refrigeração não constitui uma intervenção suscetível de provocar dano direto, podendo apenas expor condições pré-existentes não visíveis. Acresce que, conforme indicado na sua comunicação, a viatura terá circulado anteriormente com utilização de água em substituição do líquido refrigerante adequado. Importa ainda referir que se tratou da primeira intervenção realizada pela Norauto nesta viatura ao nível do sistema de refrigeração, sendo esta prática reconhecida por poder originar corrosão e depósitos internos, configurando uma condição pré-existente e externa à intervenção efetuada. Adicionalmente, verificamos que entre a data da intervenção a 20/03 e nova intervenção para substituição dos pneus a 13/04, a viatura percorreu aproximadamente 410 km, o que evidencia a ausência de anomalia imediata após o serviço. Assim, não é possível estabelecer uma relação direta entre a intervenção efetuada e a avaria identificada. Relativamente ao relatório, as classificações atribuídas refletem o estado observável no momento da verificação, no âmbito de uma análise não desmontada. Ainda assim, reconhecemos a necessidade de reforçar a clareza quanto às limitações deste tipo de avaliação. Quanto à referência à escova traseira, tratou-se de uma falha de registo, pela qual apresentamos as nossas desculpas. Face ao exposto, entende a Norauto que não se verifica qualquer incumprimento das obrigações legais ou contratuais que permita imputar-lhe responsabilidade pela situação descrita, não se encontrando, por conseguinte, reunidos os pressupostos para proceder ao reembolso solicitado. Cumprimentos, Centro Relação Cliente -Norauto Portugal
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