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SEAT Arona - João Calheiros Lobo

Em curso Pública

Problema identificado:

Outro

Reclamação

J. C.

Para: Jaguar Land Rover

18/01/2019

No mês de Março de 2018 comprei um SEAT Arona novo, no stand JOP – Veículos e Peças, S.A., no Porto – Portugal, sendo que paguei a totalidade do mesmo, no valor de 23 100 euros. Poucos dias depois, o carro começou a ter vários problemas.Primeiramente, reparei que os assistentes de ângulo morto e os assistentes de saída de estacionamento deixaram de funcionar. Dias depois, constatei que o fundo falso da mala estava com água suficiente para encher o compartimento do pneu sobresselente, com pelo menos um centímetro de água (molhando o pneu, o kit com o triângulo e colete, caixa com a chave de segurança para desapertar as rodas, e rede). Para além disso, reparei, igualmente, que havia uma peça solta no interior da porta traseira direita, o que fazia com que quando se fechasse a mesma, esta fizesse um barulho diferente do normal. Posto isto, contactei a oficina da SEAT, onde me pediram para deixar o carro na mesma para resolver o problema.Após uma semana na oficina fui buscar o carro, sendo que me foi dito que a infiltração estava controlada, bem como todos os restantes problemas resolvidos. No entanto, o carro voltou, não só com o mesmo problema, visto continuar com a infiltração no mesmo local, mas também com mais uma infiltração na luz do travão (por cima da mala), maltratado e cheio de marcas e arranhões.Devido ao sucedido, voltei a levar o carro à oficina pois tinham feito uma nova marcação, assegurando-me que iria estar presente o engenheiro responsável para falar pessoalmente comigo, de forma a poder expor a minha situação e apresentar-me uma solução definitiva. Contudo, voltei a ser unicamente recebido pela rececionista da oficina que me disse que o engenheiro tinha saído há umas horas atrás e que não seria possível falar com o mesmo. Ou seja, marcaram o dia propositadamente para eu reunir com o engenheiro, este saiu umas horas antes de eu chegar e nem sequer fui avisado. A única solução imposta passava por voltar a deixar lá o carro e esperar (mais uma vez) que a situação ficasse resolvida. Após manifestar o meu descontentamento com o sucedido, foi-me dito que o chefe da oficina viria para falar comigo. Depois de explicar a situação, o mesmo deu a entender que não estava bem a par da mesma, mas que iriam repetir os testes de simulação de chuva para verificar se a infiltração reaparecia.Após alguns dias, voltei a ser contactado pela oficina para ir levantar a minha viatura e, mais uma vez, garantiram-me que a infiltração estava controlada e que já não aparecia água na mala. Fui recebido apenas pela rececionista da oficina visto que, novamente, nenhum dos responsáveis se encontravam presentes. Como seria de esperar, a minha primeira reação foi abrir a mala do meu carro, onde verifiquei que a infiltração continuava bem presente. Para que não houvessem dúvidas, pedi à rececionista da oficina e à assessora de vendas que vissem também a mala molhada com os seus próprios olhos. Além disso, a luz do travão continuava com água, pois a peça substituta ainda demoraria a chegar, e os cintos de segurança traseiros também precisavam de ser alterados, devido ao comunicado da Volkswagen.Para além de me tirarem a experiência de usufruir de um carro novo, os únicos carros de substituição que tinham ao meu dispor eram carros de uma gama bem inferior à do SEAT Arona, bastante mais antigos e maltratados, desconfortáveis de conduzir e pouco seguros devido aos seus estados. Acredito que afinal não fiz a compra mais acertada, perdendo a confiança na marca e até mesmo no próprio carro. Além disso, houve uma falta de cuidado e falta de atenção com o manuseamento do veículo, tendo-o danificado. Deparei-me, desde o inicio, com a falta de profissionalismo dos responsáveis da oficina que me entregaram o carro com as borrachas da mala cheias de massa branca, parte de peças de plástico da mala que ainda nem estavam bem encaixadas, a falta de capas de plástico que cobriam os parafusos, infinitos pequenos arranhões em todos os materiais de plástico preto piano, dentro e fora do carro, vidro do painel de instrumentos, mostrador do climatizador, e cada vez mais arranhões profundos por todos o lado.O carro voltou várias vezes à oficina e nunca o problema da infiltração ficou resolvido, apesar de me garantirem que sim sempre que me entregavam o carro. Após outra tentativa falhada a resolver o problema, marcaram uma reunião com o engenheiro e o chefe da oficina, estes propuseram-me três opções que consistiam em arranjar o carro (novamente), não arranjar, ou trocá-lo por outro, sendo que para tal seria necessário falar com a assessora de vendas. Durante a conversa, a assessora de vendas propôs-me diferentes propostas, a meu ver injustas, pois eu sairia sempre prejudicado desta situação. Eu não sou o culpado do carro ter sido vendido com um defeito de fabrico, nem devo ser eu a responsabilizar-me por tal. Assim sendo, eu não estaria a trocar de carro por vontade de adquirir um diferente ou melhor, mas sim por necessidade, visto o meu nunca ter servido o seu propósito.Ao levantar o meu carro pela última vez, sabia que a infiltração continuava bem presente, mas também fui surpreendido com imensos danos à minha viatura que não existiam até ao dia em que o deixei pela ultima vez na oficina. Danos estes que consistem em:1. Três profundos arranhões no vidro de trás2. Todos os vidros cobertos com milhares de micropartículas impossíveis de limpar e que reduzem a visibilidade durante a condução3. Partes do revestimento da mala mal montadas e danificadas4. Escovas limpa para-brisas danificadas5. Pala de sol do passageiro danificada6. Tampa de deposito danificada7. Porta da mala torta, mal calibrada e danificada8. Banco por trás do condutor solto e danificado9. Desaparecimento da tampa de plástico que cobre a entrada da antena10. Marca sem tinta no tejadilho, do tamanho de uma moeda de 50 cêntimos11. Sons parasitas na porta do condutor, na porta do passageiro e nos bancos de trásAgora, em janeiro de 2019, após ter enviado cartas com aviso de receção para a SEAT Espanha, SEAT Portugal e para a JOP – Veículos e Peças, que reforçavam o meu descontentamento face a toda esta situação, e de forma a encontrar uma resolução definitiva para este problema, apenas recebi há duas semanas um email da SEAT Espanha dizendo-me que a SEAT Portugal entraria em contacto comigo, tendo esta mantido o silencio até ao dia de hoje, mesmo após ter recebido a minha carta há mais de um mês.O carro foi comprado completamente novo, sendo inadmissível a forma como a resolução de todos os problemas foi conduzida. A infiltração persistiu desde a compra do carro até agora, tendo eu sofrido prejuízos incalculáveis, visto que o carro foi comprado por ser uma necessidade urgente, não servindo o seu propósito nestes últimos meses, devido à falta de eficiência e competência da oficina oficial da SEAT em resolver o problema de forma eficaz e rápida.Considero-me uma pessoa que valoriza todos os pequenos detalhes mas, acima de tudo, valorizo o meu primeiro carro completamente novo e acabado de comprar.É inadmissível o tempo que estão a levar para arranjar uma solução definitiva para o meu problema, do qual não tenho qualquer tipo de culpa. É impensável um carro novo ser entregue com um defeito tão grave, ninguém o conseguir resolver em 10 meses e, mesmo assim, não o trocarem ou fazerem algo para que o cliente esteja satisfeito. Isto só demonstra a vossa falta de respeito e sensibilidade para com os clientes, que depositaram toda a confiança na vossa marca.Ninguém está à espera de comprar um carro novo, pagá-lo a pronto e ser surpreendido com um defeito tão grave no mesmo. A SEAT e a JOP – Veículos e Peças, S.A. deveria ter noção que eu comprei um carro com um defeito de fabrico, sem ter conhecimento do mesmo, não foi algo que aconteceu com o uso, ou seja, não foi provocado. Eu não tenho a culpa, nem devo ser eu a responsabilizar-me pelos defeitos que o carro tinha antes de eu o comprar.Desta forma, a SEAT Espanha, a SEAT Portugal e a JOP – Veículos e Peças, S.A. devia colocar-se no lugar do cliente e perceber a gravidade da situação que tenho vindo a expor, e da qual eu não tenho qualquer tipo de responsabilidade.Assim sendo, deve igualmente responsabilizar-se por todos os danos que me está a causar, desde o momento em que comprei o carro novo.Posto isto, venho solicitar que me seja atribuído:-Um veículo novo-Uma indemnização, devido aos danos morais e financeiros que a oficina JOP – Veículos e Peças, S.A. me causaram e continuam a causar, sendo que acredito que o valor justo desta indemnização deva ser de 23 100 euros.


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