Exmos. Senhores,
Em 27/08/2025, adquiri um roupeiro Alhambra na loja Conforama de Corroios, no valor de 513,43€. A referência da encomenda é 126221.
Logo nos primeiros meses apercebemo-nos da fraca qualidade do roupeiro, tendo em conta que com pouca roupa colocada nas prateleiras, as mesmas começaram a ceder. Para além disso, a porta do roupeiro que se encontrava pregada por parafusos a uma dobradiça, simplesmente desprendeu-se e caiu, apenas ao deslizar a porta de correr.
Efectuámos um pedido de assistência técnica por forma a accionar a garantia do roupeiro. Segundo a colaboradora da loja, aquando da venda do roupeiro, referiu que "caso acontecesse alguma coisa", o roupeiro seria substituido.
No dia 16 de Fevereiro, um técnico deslocou-se à habitação, retirou a porta e colocou-a na horizontal encostada à janela do quarto (impossibilitanto o seu manuseamento). Identificou que o Cliente tinha razão. Que, de facto, as prateleiras estavam vergadas e a porta se tinha partido. Quando efectuou o relatório alterou o discurso, referiu que foi manuseamento incorrecto do Cliente.
Questiono: como se explica que um roupeiro com cerca de 5 meses não suporte algumas camisolas e TODAS as prateleiras tenham cedido? Como se explica que uma porta que se abre por deslizamento, se desprenda da dobradiça, podendo cair em cima da nossa criança de dois anos?
No dia 27 de Fevereiro, após nossa insistência e dado que não obtivemos mais nenhum contacto da Conforama sobre este tema, o meu marido deslocou-se à loja e efectuou uma reclamação no Livro de reclamações, visto que a esta data nem sequer a loja tinha aberto a incidência e ficha de trabalho (ou seja, de dia 16 a 27 Fevereiro não deram qualquer seguimento a esta situação).
No dia 2 de Março, a Conforama, respondeu a um email dizendo que tinha solicitado as peças ao fornecedor para proceder ao "arranjo" do roupeiro.
Estamos a dia 1 de Abril e não existe qualquer resolução. Penso que o prazo de "arranjo" já ultrapassou o aceitável.
Acho inadmissivel o tratamento que estão a dar a este tema e a forma como os colaboradores em loja se dirigiram ao meu marido como forma de descredibilizar o que foi dito.
O serviço pós venda é péssimo e não tem em conta a fraca qualidade do material. Afirmar que o manuseamento foi incorrecto quando para abrir e fechar o roupeiro bastar deslizar uma porta de um lado ao outro e afirmar que existia sobrecarga nas prateleiras quando uma delas (p.e.) apensas contém tshirts leves?! Parece-me uma resposta "tipo" para descartar qualquer responsabilidade.
Afinal qual o propósito de um roupeiro? Se não for para guardar roupa, então desconheço.
Já não aceito mais nenhuma justificação para o atraso na resolução deste tema. Desde dia 16 de Fevereiro, data em que foi feita a reclamação, já passou um mês e meio.
Em Portugal, ao abrigo do Decreto-Lei n.º 84/2021 (lei das garantias), o prazo geral é de 30 dias para reparar ou substituir um artigo com defeito, sem custos para o consumidor.
Tendo em conta que este prazo foi ultrapassado, exigo a resoluçao do contrato e devolução do dinheiro.
Obrigada.
Cumprimentos,
Irina Guerreiro