Exmos. Senhores
O meu marido e eu, estávamos no Vietnam quando começou a guerra do Irão. Nem sequer soubemos logo e sim passados vários dias, pois não tínhamos acesso a notícias.
O nosso voo tinha escala em Abu Dhabi e o espaço aéreo foi fechado.
Sem computador, sem telefone e somente com acesso esporádico a Whatsapp, foi extremamente difícil conseguir sair do país e não conseguimos contactar a Fidelidade, com a qual tínhamos o Seguro de Viagem.
Acabámos por ter uma despesa muito grande com bilhetes de avião de regresso (e para serem os mais baratos, viemos por 5 países numa viagem de 36 horas) e com estadia e hotel durante vários dias a mais. Chegámos a estar em condições péssimas, num hotel sem a menor higiene em Hanoi, donde o meu marido veio com problemas de saúde.
Sem saber o que fazer, ainda estando retida no Vietnam, consegui contactar uma prima minha que trabalha na Fidelidade pedindo ajuda da Seguradora.
Pode ter havido algum mal-entendido, mas para nós, o Seguro estava ativado pela minha prima, dado que nós não conseguíamos contactar a Fidelidade. De qualquer modo, que eu saiba, o facto de ser impossível contactar a Seguradora, não justifica que esta deixe de cumprir as suas obrigações contratuais.
Quando chegámos a Portugal, enviámos para o Seguro um e-mail com vários documentos em anexo, seguindo-se mais uma troca de e-mails com várias recusas de pagamento por parte da Fidelidade. Envio em anexo a troca de correspondência entre nós e a Seguradora.
Agradecia muitíssimo se o departamento jurídico da DECO pudesse analisar o caso e ajudar-nos a resolver este problema, pois esta situação parece-nos absolutamente injusta.
Muito obrigada desde já pela atenção dispensada e por todo o trabalho que fazem a favor dos consumidores portugueses.
Com os melhores cumprimentos
Thereza Aires de Campos