No passado dia 12 de Dezembro de 2025 adquiri o veículo Land Rover Discovery (19.500,00€) no stand de automóveis usados, Chave dos Desejos, situado na Estrada Nacional N249 Rua Florêncio Freire 1 km5 (stand ao lado da Prio de Trajouce) 2785-663 São Domingos de Rana.
No dia seguinte, eu e a minha esposa reparámos que a porta traseira direita tinha uma bolha de tinta a sair e a imagem da câmera traseira estava opaca (embaciada) em toda a periferia. No dia da compra estava mau tempo e a chover e achámos que era por isso. Enviámos fotos ao vendedor e o mesmo disse: “ Não sei se estava, não sei se não estava! O carro já tem 10 anos!” Percebemos logo que o vendedor não tinha interesse em reparar os danos. Decidimos que iríamos reparar, por nossa conta, mais tarde.
Tínhamos adquirido o carro há menos de 24horas e não seria possível termos sido nós.
Posteriormente a isto, foi-nos dito, na revisão do carro, que o aileron estava partido do lado esquerdo. O banco do condutor já tinha um buraco e estava a descoser. Ou seja, o carro foi-nos entregue cheio de problemas! Nem queríamos mais contacto com este vendedor! Sentimo-nos completamente enganados!
No dia 20 de Março de 2026, a viatura sofreu uma falha súbita no Eixo Norte-Sul, tendo sido rebocada para a oficina da nossa confiança por razões de segurança e para diagnóstico. Após análise, foi identificada avaria do turbo, que motivou a sua substituição por motivos de urgência, bem como a existência de anomalias ao nível do motor, carecendo ainda de diagnóstico mais aprofundado.
No dia 23 de Abril contactei o vendedor do stand, informei do sucedido e questionei se o mesmo ia receber o carro e em que oficina. O mesmo respondeu que o turbo e o motor não estavam na garantia, mas que ia ver com as oficinas dele e que depois me ligava. Ligou-me 8horas depois a dizer: “O turbo explodiu e deve ser limalhas do turbo no motor! Eu não vou ver o carro, é responsabilidade vossa!”. O vendedor não viu o veículo, não pode afirmar tal coisa!
Sendo que o veículo foi adquirido há apenas 5 meses, presume-se que os defeitos preexistiam à data da entrega do carro (Art. 13. do DL 84/2021).
O vendedor está obrigado a assegurar a garantia total do bem por um período de 3 anos (ou 18 meses por mútuo acordo), não existindo exclusão de componentes como o motor ou turbo.
O veículo foi entregue com falta de manutenção e defeitos omitidos revelando falta de conformidade e má-fé na preparação da viatura.
Como temos que dar oportunidade ao vendedor de reparar o carro (visto que uma conversa telefónica não vale de nada), enviámos carta registada para a sede no dia 4 de Maio e não obtivemos resposta.
Exigimos a reparação integral do carro e o pagamento do turbo ou a resolução do contrato com todas as despesas pagas