Boa tarde, Exmos.
No dia 1 de abril de 2026 verifiquei que o valor da prestação do meu crédito à habitação no Abanca tinha aumentado de 331,57 € para 360,34 €, situação que já se havia verificado na prestação do mês de março. Isto corresponde a um aumento de aproximadamente 9%.
Tendo contratado um crédito com taxa fixa até janeiro de 2027, não deveria existir qualquer alteração no valor da prestação. Perante esta situação, solicitei de imediato esclarecimentos ao banco.
No próprio dia 1 de abril contactei telefonicamente o meu gestor de conta e, no dia 2 de abril, enviei-lhe um e-mail onde expus a situação de forma detalhada.
Paralelamente, em data posterior, enviei comunicações para o endereço de apoio ao cliente do banco e apresentei reclamação no Livro de Reclamações Eletrónico, tendo o ABANCA ultrapassado o prazo legal para responder à mesma.
A resposta chegou apenas no dia 8 de junho de 2026, ou seja, mais de dois meses após o meu primeiro pedido de esclarecimento sobre o tema. Nessa resposta, o banco apresentou três justificações para o aumento da prestação, que se demonstraram incorretas ou por provar, dada a falta de evidência:
1. Alegou que não possuo seguro de vida, o que é manifestamente falso. Tenho seguro de vida desde o início do contrato de crédito.
2. Alegou que o seguro multirriscos não se encontra associado ao crédito, o que também é falso.
3. Alegam ainda que, para poder beneficiar das bonificações concedidas pelo Banco, a conta à ordem durante o período de leitura, no sistema do Banco, tinha de ter registadas duas entradas de um determinado valor e só há apenas registo de uma. Solicitei esclarecimentos sobre o período de referência utilizado pelo banco, uma vez que esta informação não corresponde à realidade em nenhum dos meses de 2026, altura em que se deu o aumento da prestação.
Perante esta resposta, maioritariamente assente em pressupostos incorretos ou pouco fundamentados, respondi ao ABANCA, no dia 9 de junho de 2026, solicitando esclarecimentos adicionais e a respetiva fundamentação. Contudo, à data da presente reclamação (14 de julho de 2026), passou já mais de um mês sem que tenha recebido qualquer resposta.
Considero absolutamente inadmissível a demora do banco na prestação de esclarecimentos e o facto de, mais de três meses após a minha primeira comunicação, continuar sem uma explicação satisfatória ou sem a resolução de um problema que afeta diretamente o valor da prestação do meu crédito à habitação.
É igualmente grave que as justificações apresentadas contenham informações objetivamente falsas relativamente aos seguros associados ao contrato, circunstância que revela uma análise deficiente do processo e coloca em causa a fiabilidade da resposta prestada.
Assim, solicito:
1. O esclarecimento detalhado e documental da origem do aumento da prestação;
2. A indicação dos critérios e do período temporal considerados para a alegada perda de bonificações;
3. A correção imediata da prestação, caso se confirme a existência de erro por parte do banco;
4. A devolução de todos os montantes cobrados indevidamente, acrescidos dos respetivos juros legais.
A confiança numa instituição bancária assenta na transparência, no rigor da informação prestada e no cumprimento dos prazos de resposta aos clientes. Neste caso, o ABANCA falhou em todos esses aspetos, obrigando-me a sucessivos contactos e reclamações para obter um esclarecimento que continua por prestar, mantendo uma situação de incerteza quanto aos valores que me estão a ser debitados mensalmente.