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Reclamação pela conduta dos seguranças do Lidl da Estação de Sete Rios

Em curso Pública

Problema identificado:

Outro

Reclamação

C. L.

Para: LIDL

21/07/2026

Exmos. Senhores, Venho, por este meio, apresentar uma reclamação relativamente ao tratamento de que fui alvo no supermercado Lidl da Estação de Sete Rios, hoje, por volta das 17h00. Entrei no estabelecimento acompanhada do meu filho, depois de sair de um dia de trabalho extremamente cansativo. Trazia comigo uma lancheira, uma mochila às costas e um saco com compras efetuadas noutro supermercado, uma vez que me tinha esquecido de comprar apenas dois produtos. Assim que entrei, fiz questão, por iniciativa própria, de mostrar o saco das minhas compras a um dos seguranças, um segurança negro. Apesar disso, o mesmo disse-me para fechar o saco para que os produtos que fosse comprar não se misturassem com os que já levava. A forma como fui abordada fez-me sentir imediatamente tratada com desconfiança, como se fosse roubar algo, quando fui eu própria que, de livre vontade, mostrei o conteúdo do saco. Enquanto fazia as compras, deparei-me com um homem do Bangladesh a retirar um frasco de perfume da prateleira e a escondê-lo rapidamente dentro do saco que levava na mão. Quando percebeu que eu tinha assistido à situação, olhou para mim, o que me fez sentir receio de o denunciar naquele momento. Depois de terminar as minhas compras, permaneci cerca de 30 minutos na fila para pagar. Durante esse tempo comecei a sentir-me muito mal, com tonturas, fraqueza e quebras de tensão, sintomas que já tinha sentido ao longo do dia de trabalho. Ainda assim, quando chegou a minha vez, fiz novamente questão de mostrar o saco à funcionária da caixa, demonstrando total transparência. Ao sair do supermercado fui novamente abordada por outro segurança, também ele negro, que exigiu revistar o meu saco. Informei-o de que o mesmo já tinha sido verificado por duas vezes e expliquei que precisava de sair rapidamente porque não me estava a sentir bem e necessitava de me deslocar ao hospital. A resposta que recebi foi: "Já vai", acompanhada de um sorriso de gozo, demonstrando uma enorme falta de respeito pelo meu estado de saúde. Nesse momento, vi sair apressadamente do supermercado o mesmo homem do Bangladesh que tinha visto esconder o perfume. Chamei imediatamente a atenção dos seguranças para essa situação e disse-lhes que deveriam fiscalizar todas as pessoas da mesma forma e não apenas aquelas que escolhem abordar. Para minha surpresa, um dos seguranças respondeu: "Se roubou, é problema dele." Essa resposta deixou-me completamente indignada. Em vez de averiguarem uma situação que lhes foi comunicada, preferiram continuar a tratar-me como suspeita, apesar de eu ter colaborado desde o primeiro momento e de nunca ter ocultado o saco que transportava. Senti-me profundamente humilhada, envergonhada e tratada como uma criminosa perante os restantes clientes e, mais grave ainda, perante o meu filho, que assistiu a toda esta situação. Perante tudo o que aconteceu, considero ter sido alvo de um tratamento discriminatório e sinto que fui escolhida para ser revistada de forma injustificada. Na minha perspetiva, esta atuação configura um comportamento discriminatório e entendo que poderá estar em causa um ato de racismo dirigido à minha pessoa, uma cidadã portuguesa, que apenas entrou naquele supermercado para comprar dois produtos e que colaborou voluntariamente em todos os momentos. Após sair do supermercado, o meu estado de saúde agravou-se ao ponto de ter de ser amparada por uma senhora na estação de comboios, que me deu água e me prestou auxílio para evitar que caísse ao chão. Exijo que esta situação seja devidamente investigada e que sejam tomadas medidas disciplinares relativamente à atuação destes dois seguranças, cuja conduta considero totalmente incompatível com as funções que desempenham. Um cliente não pode ser tratado desta forma, muito menos quando demonstra total colaboração, está acompanhado por uma criança e se encontra visivelmente debilitado. Informo ainda que irei apresentar queixa junto da Polícia de Segurança Pública e formalizar reclamação no Livro de Reclamações, para que esta situação seja devidamente apurada e para que nenhuma outra pessoa tenha de passar pela humilhação que eu vivi.


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