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Reclamação da experiência profissional na Telecabine Lisboa vaga de Assistente de Fotografia

Em curso Pública

Problema identificado:

Outro

Reclamação

J. N.

Para: Adecco

30/07/2026

No dia 29 de julho de 2026, eu tive, sem exageros, uma das piores experiências profissionais durante o processo de integração para a função de Assistente de Fotografia, no âmbito de um contrato de outsourcing entre a Adecco e a Eventline (Empresa responsável pelo serviço de fotografia no espaço) No dia da minha integração compareci à hora indicada, vim com a indumentária indicada, assinei toda a documentação que me foi solicitada (referente a titularidade dos rendimentos e outros documentos) e iniciei imediatamente as funções para as quais tinha sido contratado. Ao longo do dia procurei cumprir todas as instruções que me foram dadas, abordando clientes, tirar fotos, prestando apoio e realizando as restantes tarefas inerentes à função. Sendo o meu primeiro dia, era natural existir um período de adaptação. Cometi alguns erros, como acontece com qualquer colaborador que está a aprender um novo posto de trabalho. Sempre que me eram dadas indicações, procurei aplicá-las imediatamente. Um dos aspetos que mais me desagradou foi a falta de clareza nas instruções. Em determinada situação foi-me transmitido posteriormente que estaria a interferir com o trabalho de outro colaborador. No entanto, durante o próprio serviço cheguei a perguntar diretamente a esse colaborador se estava a dificultar o seu trabalho, tendo recebido como resposta que não. Perante essa resposta, não tinha qualquer motivo para acreditar que estivesse a desempenhar incorretamente as minhas funções. Além disso, nunca recebi um feedback claro e direto por parte da coordenadora relativamente ao meu desempenho enquanto estava a trabalhar. Apenas fui chamado posteriormente ao escritório da Adecco a meio do turno, onde me foi pedido para assinar o contrato de trabalho a termo incerto e logo a seguir a denúncia do mesmo. Permaneci cerca de 30 minutos no escritório a ler e assinar o contrato de trabalho, acreditando que iria iniciar uma nova etapa profissional. Logo de seguida foi-me comunicado que o contrato seria imediatamente cessado. Eu considero esta situação muito mal gerida, se não havia intenções de me contratar, porque é que ela não me disse logo no início, nunca fui tratado com tanta indiferença e crueldade por parte de uma empresa. Porque é que foi tão importante eu assinar este contrato se nunca houve intenção de continuidade? Considero que esta situação foi gerida de forma desrespeitosa e pouco transparente. Se já existia a intenção de cessar a colaboração, não compreendo porque fui levado a assinar o contrato imediatamente antes de me ser comunicada essa decisão. Considero que, antes de uma decisão tão drástica, deveria ter existido uma comunicação mais transparente e objetiva, permitindo-me compreender concretamente o que deveria corrigir e dando-me uma oportunidade real para melhorar. Também me foi referido que procuravam uma pessoa "mais dinâmica" e que estavam a ocorrer "entropias". No entanto, estes conceitos nunca me foram explicados de forma concreta, com exemplos específicos que me permitissem perceber exatamente quais eram os comportamentos considerados inadequados. Fiquei igualmente surpreendido com o facto de o contrato ter sido cessado após apenas um dia de trabalho, sem que tivesse existido um período mínimo de adaptação ou acompanhamento. Considero que é extremamente difícil avaliar de forma justa as capacidades de um colaborador com base apenas em algumas horas de trabalho, sobretudo num contexto completamente novo. Gostaria ainda de referir que as condições de trabalho também me suscitaram preocupação. Durante grande parte do turno permaneci várias horas consecutivas de pé, tendo apenas uma pausa muito reduzida (sendo esta de 5 minutos na totalidade das 8h de trabalho), o que tornou o trabalho fisicamente bastante exigente. Teria igualmente sido útil que, durante o processo de integração, tivesse sido recomendado o uso de calçado confortável, tendo em conta que a função implica permanecer várias horas consecutivas de pé. Naturalmente respeito o direito da empresa em decidir quem pretende integrar na sua equipa. Contudo, considero que a forma como todo este processo foi conduzido revelou falta de comunicação, falta de acompanhamento e ausência de uma oportunidade razoável para adaptação e aprendizagem. O objetivo desta reclamação não é contestar a decisão da empresa, mas sim demonstrar o meu desagrado relativamente à forma como fui tratado durante este processo e alertar para práticas desumanas que, na minha opinião, poderiam ser significativamente melhoradas para futuros colaboradores. Em momento algum me foi dada uma advertência clara de que o meu desempenho colocava em risco a continuidade da colaboração. Se tivesse recebido esse feedback de forma direta e específica, teria feito todos os esforços para corrigir imediatamente o que estivesse a fazer de forma incorreta. Saí desta experiência com a sensação de que não fui avaliado de forma justa nem tive uma oportunidade real de demonstrar as minhas capacidades. Considero que qualquer novo colaborador merece um período mínimo de adaptação, instruções claras e feedback direto antes de ser tomada uma decisão tão definitiva como a cessação do contrato no próprio dia de trabalho. Espero que esta reclamação contribua para que situações semelhantes não se repitam com futuros trabalhadores.


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