No dia 11/01, adquiri na Benecar um veículo Peugeot 3008, tendo sido acordada a entrega para o dia 27/01, de forma a permitir a preparação do automóvel.
No dia da entrega, ao verificar o veículo, constatei que o mesmo não dispunha de kit anti-furo ou pneu suplente, situação que apenas foi resolvida após o meu alerta, tendo-me sido entregue um kit anti-furo pelo comercial.
De seguida, verifiquei que o veículo apresentava mais 549 km do que o indicado no contrato de compra. Após a minha reclamação, os responsáveis da oficina assumiram que o sistema não tinha sido atualizado, justificando assim a discrepância. Como forma de compensação, solicitei que o depósito de combustível fosse atestado, pedido que foi inicialmente recebido com relutância. Chegou a ser-me sugerido que fosse eu a abastecer o veículo e posteriormente enviar ou entregar a fatura original, o que recusei por implicar custos e deslocações adicionais da minha parte. Após mais de uma hora de espera e depois de solicitar o livro de reclamações, uma funcionária acabou por proceder ao abastecimento do veículo.
Já em casa, ao trancar o automóvel, verifiquei que o espelho retrovisor do lado do condutor não recolhia, encontrando-se avariado.
No dia 28/01, contactei o comercial que me vendeu o veículo, tendo-me sido informado de que o serviço pós-venda entraria em contacto no dia seguinte. No dia 29/01, fui contactada para agendamento de reparação nas instalações da Benecar. Atendendo a que resido a mais de 70 km, solicitei que fosse avaliada a possibilidade de reparação numa oficina mais próxima da minha residência, por se tratar de uma situação da responsabilidade da empresa. Apenas no dia 30/01 fui contactada nesse sentido.
Entretanto, o veículo passou a indicar pressão baixa dos pneus, o que reforça a perceção de que a preparação do automóvel foi deficiente.
Em suma, o veículo esteve 16 dias para preparação e foi entregue:
• com quilometragem superior à contratada,
• sem kit anti-furo,
• com um espelho retrovisor avariado,
• e com falhas evidentes na verificação geral do estado do automóvel.
Posteriormente, no dia 18/08, ao iniciar as minhas férias e após cerca de 400 km de viagem, a apenas 10 km do destino, o veículo apresentou uma avaria grave com a indicação “motor com defeito”, recomendando deslocação imediata a uma oficina, seguida de um erro no sistema AdBlue. Face à gravidade da situação, encostei o carro de imediato, em estado de grande apreensão.
Apesar de ter abastecido AdBlue, o erro manteve-se, sendo de salientar que o veículo não apresentava falta de AdBlue. Contactei de imediato a Benecar, uma vez que o veículo se encontrava dentro do período de garantia, tendo-me sido indicado que deveria ser eu a procurar uma oficina certificada pela Benecar na zona onde me encontrava. Considero esta resposta totalmente inaceitável, pois não é razoável que um cliente, em férias e a centenas de quilómetros da sua residência, tenha de assumir a gestão e validação de oficinas em situações de assistência em garantia.
Após insistência, foi-me dito que, em alternativa, o veículo teria de ser rebocado para as instalações da Benecar, na Benedita, sem qualquer respeito pela minha situação pessoal ou mobilidade. Apenas após novo contacto e, face a todo o meu desagrado, me foi indicado um agendamento numa oficina próxima, 48 horas depois, situação que me causou sérios transtornos.
Este incidente resultou em:
• dois dias perdidos de férias,
• receio constante de circular com o veículo,
• e mais um dia inteiro perdido numa oficina, aguardando resposta da Benecar quanto à assunção dos custos de uma viatura de substituição.
Foi ainda confirmado pela oficina, que o veículo podia imobilizar-se a qualquer momento, já que este erro já havia afetado o filtro de partículas.
Como se não bastasse, no dia 24 de dezembro, ao deslocar-me para passar o Natal com a família, o veículo voltou a apresentar exatamente os mesmos erros: “motor com defeito” e falha no sistema anti-poluição AdBlue, repetindo a situação que já havia ocorrido em agosto.
Adicionalmente, o problema dos espelhos retrovisores mantém-se até à data, funcionando de forma intermitente.
O veículo tem menos de um ano, encontra-se ainda em garantia e já motivou três contactos formais com a Benecar por defeitos graves. Em mais de 20 anos de condução, e sendo este o quinto automóvel que possuo, nunca experienciei tantos problemas e transtornos com um veículo.
Face ao exposto, considero que o veículo foi vendido com defeitos recorrentes, não tendo sido assegurado um acompanhamento adequado nem soluções eficazes por parte da Benecar. Solicito, assim, uma resolução definitiva da situação (resseção de contrato), bem como a devida avaliação de compensação pelos prejuízos e transtornos causados.