Comprei uma cómoda na Moviflor em 5 de agosto de 2026, entregue apenas na semana de 17 de agosto, depois de eu ter contactado a empresa em 13 de agosto para saber onde estava a encomenda.
Após várias horas de montagem, verifiquei que uma peça da frente, na zona do rodapé, tinha sido fornecida sem acabamento numa face que fica visível. A Moviflor reconheceu a desconformidade, no âmbito da reclamação n.º 26MVSPV99/002887, confirmada em 20 de agosto.
A peça em causa é instalada logo nos primeiros passos do esquema de montagem. A sua substituição implica, na prática, desmontar integralmente a cómoda e voltar a montá-la.
A Moviflor propõe enviar gratuitamente a peça, mas exige que seja eu a assumir a desmontagem e nova montagem. Se pretender que a intervenção seja feita pela Moviflor, tenho de a pagar. Como alternativa, propôs uma compensação de cerca de 10 euros para eu aceitar ficar com o móvel novo com o defeito.
A própria Moviflor cobra cerca de 30 euros pela montagem integral desta cómoda.
Contestei esta posição, inclusivamente invocando o artigo 18.º do Decreto-Lei n.º 84/2021. Não estou a pedir que a Moviflor suporte a montagem inicial, que fiz pessoalmente. Estou a pedir que não seja obrigada a desmontar e montar integralmente uma segunda vez o móvel, ou a pagar para que o façam, exclusivamente para corrigir uma desconformidade reconhecida pela empresa.
A Moviflor recusou alterar a posição, comunicou que "não haverá lugar a nova negociação" e informou que consideraria o processo concluído com o envio unilateral da peça. Pedi expressamente que não a enviassem nestas condições.
Já apresentei reclamação no Livro de Reclamações Eletrónico e recorri ao CIAB.
Pretendo que a Moviflor substitua a peça, assumindo sem custos para mim a desmontagem e remontagem necessárias. Em alternativa, aceito manter o móvel com o defeito mediante uma compensação de 70 euros, calculada com base em 30 euros pela desmontagem, 30 euros pela nova montagem e os cerca de 10 euros que a própria Moviflor propôs pela aceitação do defeito.
Gostaria de obter a apreciação da DECO sobre a legalidade da posição da Moviflor e apoio na defesa dos meus direitos enquanto consumidora.