No dia 22 de abril de 2026, pelas 11h, participei num processo de entrevista para a empresa Alma Lusa, na Comporta.
A entrevista foi conduzida inicialmente pelo Diretor-Geral da empresa, juntando-se posteriormente o Diretor de Restauração, já com algum atraso. Durante a reunião, foi-me garantido que receberia uma resposta ainda nessa mesma semana, independentemente do resultado do processo de recrutamento. Até à presente data, não recebi qualquer contacto.
Desloquei-me cerca de 40 km (ida e volta) para comparecer à entrevista e apresentei o meu percurso profissional internacional, bem como a minha experiência na área. No entanto, considerei o processo pouco profissional, uma vez que não foram colocadas perguntas estruturadas e objetivas sobre as minhas competências ou adequação à função.
Durante a conversa, o Diretor-Geral da empresa referiu várias vezes que eu era um “bom contador de histórias”, comentário que considerei inadequado num contexto profissional. A participação do Diretor de Restauração foi bastante reduzida, demonstrando pouco envolvimento na avaliação do candidato, ao ponto de eu próprio ter de sugerir que me fossem colocadas perguntas, perante o silêncio mantido durante parte da entrevista.
O mais lamentável foi a ausência total de resposta posterior, apesar do compromisso assumido no final da entrevista. Considero esta atitude uma falta de respeito pelo tempo, disponibilidade e deslocação do candidato, além de revelar falta de profissionalismo e ausência de acompanhamento adequado do processo de recrutamento.
Partilho esta situação para alertar para a importância de práticas de recrutamento mais responsáveis, transparentes e respeitadoras dos candidatos.