Pretendo expor a gravidade da situação que vivi durante o meu período de trabalho na IKEA.
Na minha experiência, fui alvo de um ambiente de trabalho que considero marcado por comportamentos de assédio moral, perseguição e intimidação. Enquanto Team Leader recebi avaliações negativas constantes que, na minha perspectiva, não refletiam o meu desempenho, enquanto sentia que o meu trabalho era desvalorizado e, por vezes, sabotado. Vários comentários depreciativos sobre a minha pessoa, o que afetou profundamente a minha dignidade, motivação e saúde emocional.
A situação era do conhecimento da chefia do departamento, O responsável Pedro Santos, bem como da equipa de People & Culture e achefia de cixsa Nádia. A Ika nada fez para resolver os problemas que relatei.
Existiam igualmente várias reclamações relacionadas com a chefia da secção de Caixas Nádia e com a chefia da secção de Transportes Cláudia Frasquilho. Muitos colaboradores e teams leaders receavam e receiam apresentar queixas ou falar abertamente sobre o ambiente vivido, por medo de represálias ou de consequências para a sua carreira.
Anos a viver neste ambiente acabam por desgastar qualquer profissional. No meu caso, levaram-me a desistir de uma função de Team Leader, não por falta de competência ou dedicação, mas porque senti que o ambiente de trabalho se tornou insustentável. Enquanto quem denuncia ou não suporta estas situações acaba por sair, os responsáveis pelos comportamentos abusivos permanecem nas suas funções como se nada tivesse acontecido.
A falta de atuação da IKEA contribui para perpetuar uma cultura de silêncio e de impunidade.
A minha experiência levou-me a concluir que existem situações graves de assédio moral e o que a Ikea faz é transferir a responsabilidade sempre para os outros, como se a IKEA fosse uma Santa e desmente sempre mas sempre tudo.
Escrevo este testemunho para dar voz à minha experiência