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Pedido de intervenção junto da EDP Comercial – Termoacumulador Vaillant

Em curso Pública

Problema identificado:

Problemas na prestação do serviço

Reclamação

J. V.

Para: EDP Comercial

11/09/2026

Exmos. Senhores, Venho solicitar o apoio da DECO relativamente a uma situação que considero injusta e inadequadamente tratada pela EDP Comercial, relacionada com um termoacumulador Vaillant adquirido à própria EDP e com o serviço de assistência Pack Funciona, que continua a ser pago mensalmente. O equipamento foi adquirido à EDP Comercial em outubro de 2023 e instalado em 06/12/2023. A titular do contrato é uma senhora atualmente com mais de 70 anos (a minha mae), que ao longo deste processo procurou repetidamente obter assistência junto da EDP, tendo recebido informações contraditórias e sido sucessivamente encaminhada entre diferentes canais de atendimento. No dia 17/06/2026, o termoacumulador deixou de funcionar corretamente. A água deixou de aquecer devidamente e foi também verificado que a proteção elétrica do equipamento tinha disparado. Foi acionada a assistência da EDP através do Pack Funciona. No relatório da intervenção realizada nessa data consta expressamente que o equipamento se encontrava “na garantia”. Foi realizada uma intervenção no equipamento e, nesse mesmo dia, foi também substituído o diferencial, por apresentar um ruído anormal, tendo ficado registado no relatório “ensaio concluído com sucesso”. Contudo, o problema não ficou resolvido. O termoacumulador continuava a não atingir a temperatura selecionada: regulado para 45 ºC, a água não ultrapassava aproximadamente os 38 ºC. Foram então realizados novos contactos com a EDP para solicitar assistência. Durante este período foram dadas informações contraditórias relativamente à garantia e foram sucessivamente prometidos contactos e intervenções. Chegou a ser marcada uma visita técnica para 13/08/2026, que foi cancelada pela própria EDP na manhã desse dia, tendo sido alegado que o cliente pretendia “manutenção”. Tal não corresponde ao pedido efetuado. Nunca foi solicitada manutenção preventiva. Foi comunicada uma avaria concreta num equipamento que não estava a funcionar corretamente e que já tinha provocado o disparo da proteção elétrica. Finalmente, no dia 25/08/2026, foi realizada nova intervenção técnica pela EDP. O técnico identificou uma resistência avariada/explodida, tendo sido transmitido que esta avaria seria provavelmente a causa do problema e do disparo da proteção elétrica ocorrido anteriormente. Foi-nos indicado que seria posteriormente enviado o relatório e o orçamento para a reparação. Em vez disso, a EDP encerrou o processo. Por email, a EDP informou: “a reparação foi considerada inviável por indisponibilidade das peças originais do fabricante.” E indicou que deveríamos contactar diretamente a assistência oficial da Vaillant. Esta posição é, para nós, particularmente incompreensível. Nas próprias condições contratuais da EDP Comercial consta, na cláusula 8.5: “A EDP Comercial disponibiliza peças sobresselentes para reparação do Equipamento durante um prazo de 10 anos após a colocação em mercado da última unidade do equipamento adquirido.” Assim, a EDP tem contratualmente prevista a disponibilização de peças sobresselentes durante 10 anos, mas, perante uma avaria concretamente diagnosticada pelos seus próprios técnicos, afirma que a reparação é inviável por indisponibilidade das peças originais e, simultaneamente, manda a cliente contactar a assistência oficial da marca. Não consideramos aceitável que a EDP simplesmente transfira para uma cliente idosa a resolução de um problema que foi tratado no âmbito de um serviço de assistência contratado e pago à própria EDP. Se a EDP afirma que não dispõe das peças, deverá assumir e explicar essa situação nos termos do contrato, não limitando-se a encaminhar a cliente para outro serviço. Também não compreendemos por que razão, depois de várias intervenções, a EDP identificou finalmente uma avaria concreta e, em vez de apresentar uma solução para a reparação, encerrou o processo. Existe ainda uma questão relativa à garantia que consideramos importante. A EDP veio posteriormente afirmar que o equipamento se encontra fora da garantia, invocando as regras relativas ao período de três anos e à prova do defeito após os primeiros dois anos. Não pretendemos, nesta exposição, centrar toda a questão nessa discussão. O que consideramos particularmente inadequado é a forma como as condições da garantia comercial foram comunicadas ao consumidor. A documentação da Vaillant estabelece várias condições para a garantia comercial, nomeadamente obrigações relativas a manutenção anual, registos e documentação. Estamos a falar de uma cliente com mais de 70 anos que adquiriu o equipamento à EDP e que, adicionalmente, contratou um serviço de assistência técnica precisamente para ter apoio quando surgissem problemas. Consideramos que condições que podem ter como consequência a recusa de uma garantia devem ser apresentadas ao consumidor de forma clara, inequívoca e compreensível, e não simplesmente através do envio de documentação, deixando ao cliente a responsabilidade de interpretar todas as obrigações e respetivas consequências. O próprio documento da Vaillant afirma que a garantia comercial é adicional à garantia legal e que não prejudica os legítimos direitos do consumidor. Acresce que, no presente caso, existe documentação da própria EDP onde o equipamento foi identificado como estando “na garantia”, tendo posteriormente ocorrido várias intervenções técnicas da EDP e, finalmente, sido identificada uma resistência avariada. Resumindo: - o equipamento foi comprado à EDP; - o equipamento foi instalado em dezembro de 2023; existe um Pack Funciona pago mensalmente; - a avaria foi comunicada à EDP; -a EDP realizou várias intervenções; -a própria EDP registou inicialmente o equipamento como estando “na garantia”; -uma intervenção foi dada como tendo o “ensaio concluído com sucesso”, embora o problema tenha permanecido; -posteriormente, a EDP identificou uma resistência avariada; -a reparação não foi efetuada; -a EDP afirma que não dispõe das peças originais; e, em vez de resolver o problema através do serviço contratado, encaminha a cliente para a assistência oficial da Vaillant. É esta situação que solicitamos à DECO que analise e nos ajude a resolver. Não consideramos razoável que uma cliente que paga mensalmente por um serviço de assistência técnica fique sem solução depois de a própria EDP ter diagnosticado a avaria. Solicitamos, em concreto, o apoio da DECO para que a EDP seja instada a: Reabrir o processo de assistência; Apresentar uma solução concreta para a reparação do termoacumulador; Esclarecer a recusa da reparação através do Pack Funciona; Explicar a contradição entre a cláusula 8.5 do contrato, relativa à disponibilização de peças durante 10 anos, e a alegada indisponibilidade das peças originais; Explicar por que razão, tendo sido a EDP a diagnosticar a avaria, a cliente é agora encaminhada para a assistência oficial da Vaillant; Facultar os relatórios completos das intervenções realizadas em 17/06/2026 e 25/08/2026; Esclarecer a indicação constante do primeiro relatório de que o equipamento se encontrava “na garantia”; Esclarecer de forma clara qual o fundamento contratual utilizado para recusar a assistência através do Pack Funciona. O que pretendemos é uma solução efetiva para a avaria, e não continuar a ser encaminhados de um serviço para outro. Consideramos particularmente injusto que uma cliente idosa, que adquiriu o equipamento à EDP e que paga mensalmente um serviço de assistência, depois de várias deslocações e contactos e de uma avaria finalmente diagnosticada pelos próprios técnicos da EDP, fique agora sem reparação e seja remetida para a assistência do fabricante. Juntamos a documentação disponível. Agradecemos a análise da DECO e o vosso apoio na resolução desta situação junto da EDP Comercial e da Vaillant (marca do termoacumulador). Com os melhores cumprimentos, Jéssica e Maria Vasconcelos


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