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Negação de reembolso de despesa

Em curso Pública

Problema identificado:

Outro

Reclamação

C. S.

Para: AGEAS PORTUGAL - COMPANHIA DE SEGUROS, S.A

01/01/0001

Venho por este meio solicitar a vossa ajuda para resolução de um assunto relacionado com a seguradora Medis/Ageas.Tudo começou no dia 17/05 quando a obstetra me informa que há necessidade de realizar um exame (Teste Harmony),o exame em questão, não sendo um exame obrigatório, é o único exame que permite despistar determinadas complicações com o feto de uma forma não invasiva. Complicações essas que, atendendo à idade em que me encontro, estão mais passiveis de acontecer.Faço então um contacto para a linha de apoio a cliente da medis no dia 17/05 às 15h42 unicamente com o propósito de obter esclarecimentos sobre qual seria a cobertura da apólice relativamente ao teste Harmony.Nesse mesmo contacto, a pessoa que atendeu inicialmente indicou que se se realizasse o exame pelo laboratório Germano de Sousa o mesmo seria comparticipado logo na altura do exame em 50% mas teria que se pedir uma pré-autorização. Caso se fizesse fora (que seria o meu caso) teria que suportar os custos totais, não era necessário pedir pré-autorização e bastaria enviar a despesa para ser comparticipada em 50% do valor.Fornecendo o número de apólice a chamada foi transferida para a Sra. Catarina Duarte da Ageas que prontamente confirmou a informação anteriormente prestada pelo colega e já referente à apólice em questão.Realizo o teste Harmony pelo Hospital CUF Descobertas no dia 29/05 e tal como indicado no telefonema para a linha de apoio ao cliente medis envio a factura juntamente com a prescrição médica para reembolso (Anexo 1).Dia 09/06 recebo carta da médis (Anexo 2) a solicitar relatório médico onde conste o índice de risco definido pelo rastreio combinado do primeiro trimestre, teste bioquímico e relatório da ecografia das 11 a 13 semanas.Após recebimento desta carta ligo novamente para o apoio ao cliente da medis para perceber que tipo de relatórios precisavam, uma vez que já tinha enviado um relatório médico. Quem me atente não faz a mínima ideia da resposta a dar, fico em espera até a pessoa se ir informar junto do departamento médico. Volta então à linha e diz para enviar tudo o que tenha de relatórios e análises. Fornece-me um email, que nunca chegou à médis. Passado uns dias ligo a saber o porquê de não obter resposta e sou informada que o email estava incorrecto.Envio então o email com a restante documentação solicitada a 07/07 (Anexo 3).Recebo resposta a este email via carta datada a 12/07 (Anexo 4) onde comunicam que não reembolsam devido à clausula 13ª, Ponto 1, Alínea W). Cláusula essa que fui ao contrato retirar (CLÁUSULA 13.ª – EXCLUSÕES 1. Ficam sempre excluídos do presente contrato as prestações decorrentes de: w) despesas com serviços que não sejam clinicamente necessários, assim como assistência e tratamento hospitalar por razões de caráter social).Não vejo o enquadramento do referido exame como sendo clinicamente desnecessário tendo sido pelo mesmo que se comprovou o bem-estar do feto tão necessário para a manutenção da actual gestação.Envio resposta a esta carta por email no dia 26/07 (Anexo 5).Recebo novamente resposta negativa quanto ao reembolso da despesa em questão, por email no dia 02/08 (Anexo 6).Todos os documentos/cartas e emails referidos estão em anexo denominados pelos números que coloquei entre parênteses.O problema em questão foi uma má informação prestada pela linha de apoio ao cliente. Dizem-me que posso realizar o exame e enviar o comprovativo para reembolso e não referem em altura nenhuma da chamada que existe uma cláusula que poderá não cobrir a despesa. E esta informação é dada por duas pessoas distintas. Uma vez que as conversas são gravadas para efeitos de qualidade nos serviços prestados, até solicitei que recorressem às mesmas no sentido de validarem a informação que me foi prestada.Ressalvo que a informação, sendo falaciosa, incorreu-me em despesa que agora a medis não quer assumir.E, atendendo a que a informação é prestada pela própria Ageas, num contacto para pedido de informação a mesma, a meu entender, tem que ser responsável pelo conteúdo da informação que me transmitiu.Por outro lado, tendo mais colegas com a mesma apólice (a apólice é da empresa para a qual trabalho) e tendo sido as mesmas comparticipadas em 50% (tal como a informação que me foi disponibilizada telefonicamente) não entendo o porquê do factor discriminativo. Se as minhas colegas que apresentaram as mesmas análises (resultados semelhantes) e procederam da mesma forma que eu, qual a razão para, de forma totalmente discriminativa, elas serem comparticipadas e eu não ser. É um seguro e uma seguradora que só cobre quem quer e como quer os clientes.


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