No dia 29/01/2026, efetuei uma encomenda de mobiliário personalizado, tendo sido acordado que os móveis permaneceriam na posse do vendedor até à mudança para a minha nova habitação, prevista para março/abril. Para formalizar a compra, foi entregue um sinal/adiantamento no valor de 1.800€.
No dia 14/04/2026, contactámos o Sr. Sérgio para informar que a mudança ocorreria a 07/05/2026. Nessa altura, foi-nos garantido que a entrega seria realizada a 09/05. Posteriormente, a data foi alterada para os dias 11 ou 12 de maio, alegadamente devido a uma entrega em Lisboa.
A partir desse momento, iniciou-se uma sucessão de adiamentos e incumprimentos. No dia 12/05 fomos informados, por SMS, de que a entrega voltaria a ser adiada, desta vez para 16/05. Chegado esse dia, surgiu uma nova justificação: uma alegada troca de encomendas. Esta explicação levantou sérias dúvidas, uma vez que a nossa encomenda era totalmente personalizada, incluindo medidas específicas para a cama, mesas de cabeceira, sofá e restantes peças.
Seguiram-se várias promessas de entrega nunca cumpridas. Em diversas ocasiões permanecemos em casa à espera da mobília, reorganizando compromissos pessoais para garantir a sua receção. Chegámos inclusivamente a faltar a um batizado para estarmos disponíveis para a entrega anunciada, que nunca aconteceu.
Perante os sucessivos incumprimentos, exigi explicações. Em vez de apresentar um pedido de desculpas ou uma solução concreta, o vendedor adotou uma postura agressiva e pouco profissional. Demonstrou ainda agir como se estivesse a prestar-nos um favor por guardar a mobília, quando já existiam dúvidas legítimas sobre a existência e o estado real da encomenda.
No dia 28 de maio, após mais uma entrega falhada, exigi a devolução do dinheiro. O Sr. Sérgio pediu então mais cinco dias, até 02 de junho, comprometendo-se a devolver o sinal nessa data caso não conseguisse efetuar a entrega. Refira-se que este senhor apaga regularmente as mensagens trocadas via WhatsApp. Ainda assim, possuímos capturas de ecrã de toda a conversa, que comprovam os factos aqui relatados. Confiámos, uma vez mais, na sua palavra.
Posteriormente, após novas tentativas de entrega falhadas, fui solicitado a deslocar-me às instalações da empresa, em Paredes, para confirmar o estado da encomenda. No local, verifiquei que apenas algumas peças estavam concluídas e embaladas. O próprio vendedor admitiu que ainda faltavam elementos essenciais da encomenda, incluindo o sofá, as cadeiras e o colchão. Apesar disso, garantiu que a entrega seria realizada no dia 05/06/2026.
Mais uma vez, tal não aconteceu. Ao longo do dia foram apresentados novos adiamentos, até que, ao final da tarde, o vendedor deixou simplesmente de atender o telefone.
No sábado seguinte, desloquei-me novamente à fábrica. O Sr. Sérgio garantiu que toda a encomenda estaria pronta para entrega às 14h30. No entanto, quando compareci antecipadamente para confirmar o carregamento da carrinha, surgiu mais uma justificação, desta vez relacionada com alegadas medidas incorretas da cama. Resultado: a entrega voltou a não ser efetuada.
Face a esta situação, perdi definitivamente a confiança no vendedor e exigi a resolução do contrato com devolução integral do sinal pago. O Sr. Sérgio informou que teria 15 dias para proceder ao reembolso, mas assinou uma declaração escrita comprometendo-se a devolver o valor até ao dia 08/06/2026. Apesar desse compromisso formal, o reembolso não foi efetuado. Durante o dia, fomos sucessivamente informados de que a transferência seria realizada até ao final da tarde. Pelas 22h00, o vendedor apresentou nova desculpa, alegando não dispor dos fundos necessários porque um cliente apenas lhe tinha efetuado um pagamento após as 18h00, solicitando mais um adiamento para a manhã seguinte.
Entretanto, verificámos que a loja física encerrou atividade e encontrámos múltiplos relatos de outros consumidores a descrever situações semelhantes de incumprimento, adiamentos sucessivos, promessas não cumpridas e dificuldades na recuperação dos valores pagos. Perante a quantidade de queixas existentes e o padrão repetido de comportamento, existem sérias suspeitas de que possamos estar perante uma situação de burla.
Até hoje, continuamos sem receber a devolução dos 1.800€ entregues a título de sinal.
Pretendo a devolução imediata e integral do montante pago. Apesar de se ter comprometido expressamente a efetuar o pagamento até às 15h do dia de hoje, o reembolso não foi realizado. Este novo incumprimento vem juntar-se aos anteriores e demonstra uma total falta de credibilidade relativamente aos compromissos assumidos. Perante esta situação, irei avançar com queixa formal junto das entidades competentes para defesa dos meus direitos e recuperação dos valores em dívida.