Exmos. Senhores,
vimos por este meio formalizar uma reclamação sobre a recusa de atribuição/reativação do plafond de 1000€ para uso na Boutique Santander, benefício este contratualizado no âmbito da abertura de conta associada ao nosso Crédito Habitação.
Apresentamos esta exposição com base num facto incontestável - a nossa gestora de conta não nos transmitiu os detalhes do cashback de 1000€ para usar na Boutique do Santander. Em nenhum momento - e reunimos com ela algumas vezes - nos transmitiu o prazo do voucher - seis meses -, que este prazo contava a partir da escritura, e que os 1000€ seriam enviados para o email através de um voucher (com a agravante que posteriormente ainda nos questionou se este email não estaria no spam!?) que teria de ser resgatado.
A nossa gestora de conta diz-nos agora que o email com o voucher nos foi enviado em junho, o certo é que no mês de junho tive vários dias sem armazenamento - sou encarregada de educação dos meus quatro filhos, e de facto, acontece-me com alguma frequência ficar sem armazenamento uma vez que recebo muitos emails das respetivas escolas, e não só.
É inconcebível durante os últimos seis meses não termos recebido nenhuma comunicação, alerta - SMS, Email, Notificação na App - sobre a sua existência, forma de ativação ou iminente expiração.
Confesso que nos choca a desproporcionalidade da penalização, uma vez que SÓ tivemos conhecimento do mesmo, ao tentar, voluntariamente, usar o plafond de 1000€ - 21 de dezembro (através da superlinha, uma vez que era domingo) - dado que o nosso frigorífico tem uma avaria irremediável.
Na manhã seguinte, a nossa gestora de conta informou-nos que o prazo tinha sido excedido em oito dias. Recusar o benefício por um atraso residual, causado pelo desconhecimento provocado pela própria inércia comunicativa da vossa instituição, revela nada mais do que uma profunda má fé.
Todo este cenário é agravado pelo facto de, anteriormente, a nossa gestora de conta nos ter transmitido informações pouco rigorosas sobre os cupões do Lidl e sobre os critérios para recorrer ao seguro de proteção do lar. Um seguro que a própria nos vendeu.
A título de exemplo, quando tive uma fuga de gás, e, lembrando que tenho quatro filhos pequenos, liguei-lhe - até um pouco desorientada com a situação, tinha feito a inspeção do gás há menos de três meses - a perguntar se podia usar o seguro. Não obtive um esclarecimento claro, enviou-nos a apólice, mas na pressa de resolver e uma vez que a nossa gestora de conta foi vaga, acabámos por resolver a situação por nossa conta, até pela urgência, uma vez que se tratava de uma fuga de gás.
Em dezembro, o nosso frigorífico avariou, entrei em contacto com a seguradora que prontamente nos enviou um técnico, e foi quando tivemos conhecimento que tínhamos direito a quatro horas de reparação técnica, informação que gostaríamos de ter sabido aquando da fuga de gás.
É um facto que a nossa gestora de conta se mostrou sempre muito disponível para nos ajudar.
Na prática, o seu apoio não foi efetivo, foi uma falsa sensação que nos transmitiu de tranquilidade, segurança e confiança.
O nosso apelo, sincero, é este. Não tivemos conhecimento das condições de uso do voucher como supra mencionado. O nosso frigorífico avariou, estamos até ao momento sem frigorífico e sem congelador, queremos adquirir um frigorífico com o voucher que temos direito.
Pedimos que sejam sérios na resolução deste problema, em que saímos profundamente lesados por uma falha que, com toda a honestidade, garantimos, não foi nossa.
Somos uma família numerosa, nem um voucher de 10€ na decathlon eu deixo escapar, como poderia deixar escapar um voucher de 1000€!?
Apelo ao vosso discernimento e prudência na resolução desta situação, e que a mesma seja tratata com a celeridade e prontidão que merece.
Estamos disponíveis para utilizar o voucher num prazo de 24 horas, uma vez, que como já foi referido, continuamos sem frigorífico e sem congelador.
Atenciosamente,
Ana Luísa Bárbara
João Martins