Assunto:
MultiOpticas - Falta de transparência na apresentação de plano de saúde visual e problemas com óculos
Motivo:
Reclamação:
ASSUNTO: Reclamação por falta de transparência, omissão de informação essencial, prática comercial suscetível de induzir o consumidor em erro e atendimento inadequado.
Eu, Josefa Maia, sou cliente da MultiOpticas há cerca de 26 anos. Ao longo de todos estes anos, eu, o meu marido e os meus dois filhos temos sido clientes da vossa marca, depositando sempre total confiança no profissionalismo dos vossos colaboradores.
Em setembro de 2025 desloquei-me à loja MultiOpticas de Tavira para adquirir novos óculos progressivos. Devido à minha graduação e ao meu astigmatismo, os meus óculos têm um custo elevado, pelo que procurei aconselhamento junto da funcionária que me atendeu.
A colaboradora apresentou-me o denominado "Plano de Saúde Visual", explicando-me que ficaria a pagar uma mensalidade pelos meus óculos, que o contrato teria uma duração de 24 meses e que ao fim de um ano poderia mudar de óculos sem custos adicionais.
Em momento algum me foi explicado de forma clara, simples e inequívoca que:
* estava a celebrar um contrato de aluguer ou leasing de óculos;
* os óculos permaneceriam propriedade da MultiOpticas;
* os óculos teriam de ser devolvidos no final do contrato;
* a cessação antecipada do contrato implicaria o pagamento das mensalidades em falta.
O contrato foi enviado para o meu e-mail enquanto me encontrava sentada na loja a escolher armações e lentes e, em simultâneo, recebi uma mensagem para autorizar o débito direto. Como qualquer consumidor de boa-fé, e confiando na funcionária e na relação de confiança construída ao longo de 26 anos com a MultiOpticas, aceitei o procedimento, acreditando que estava perante um plano de saúde visual ou uma modalidade de pagamento dos meus óculos.
Se me tivesse sido dito, de forma clara e transparente, que estava a celebrar um leasing de óculos e que estes teriam de ser devolvidos no final do contrato, nunca teria celebrado o referido contrato.
A expressão "Plano de Saúde Visual" leva qualquer consumidor médio a acreditar que está perante um plano de saúde ou um sistema de pagamento dos seus óculos, e não perante um contrato de aluguer de um bem essencial para a sua vida diária e para a sua saúde.
Só cerca de oito meses depois, e apenas numa conversa na loja, descobri que afinal tinha celebrado um contrato de leasing de óculos. Fiquei completamente surpreendida e indignada.
Acresce que tive inúmeros problemas com os óculos fornecidos. Os óculos foram refeitos diversas vezes devido a erros de graduação, tendo passado meses sem uma solução adequada para um problema que afeta diretamente a minha visão e a minha qualidade de vida.
Quando manifestei a minha indignação pela descoberta da verdadeira natureza do contrato, fui atendida pela responsável da loja de Tavira de forma arrogante e pouco profissional, tendo sentido que a minha palavra e a minha boa-fé foram colocadas em causa.
Senti-me desrespeitada, desacreditada e tratada como se estivesse a faltar à verdade, quando apenas relatei a minha experiência enquanto consumidora e a confiança que depositei na marca durante mais de duas décadas.
Após pesquisar, constatei ainda a existência de inúmeras reclamações de consumidores que relatam situações muito semelhantes à minha, afirmando que apenas mais tarde perceberam que o denominado "Plano de Saúde Visual" era, na realidade, um contrato de aluguer de óculos.
Esta repetição de situações idênticas levanta sérias dúvidas sobre a clareza, transparência e forma de comercialização deste produto, uma vez que muitos consumidores parecem não compreender, no momento da contratação, a verdadeira natureza do contrato celebrado.
Considero que existiu:
* falta de transparência na apresentação do produto;
* omissão de informação essencial para uma decisão consciente;
* informação suscetível de induzir o consumidor em erro quanto à verdadeira natureza do contrato;
* violação do dever de informação clara e compreensível perante o consumidor.
Face ao exposto, solicito:
1. A reapreciação integral da minha situação contratual;
2. Uma solução amigável e justa para o presente caso;
3. A análise das práticas de comercialização deste produto, de forma a garantir que outros consumidores não sejam induzidos em erro;
4. Que me seja esclarecido, por escrito, em que momento e de que forma me foi explicado que estava a celebrar um contrato de aluguer de óculos e que os mesmos teriam de ser devolvidos no final do contrato.
Reservo-me o direito de apresentar esta situação às entidades competentes de defesa do consumidor e de recorrer aos meios legais que considere adequados para defesa dos meus direitos.
Tavira 3 de julho de 2026
Josefa Maia
Cliente MultiOpticas há cerca de 26 anos.
Resolução:
Pretendo uma reavaliação completa do meu contrato, uma solução justa para a situação e garantia de práticas mais transparentes na comercialização deste tipo de produto.
Valorizar o cliente uma família a ser cliente há 26 anos
A exigência de dois pares de óculos é um abuso nos tempos que correm.
Pagar dois e ter so uns e outro problema grave.
Tem que assumir que estamos perante publicidade enganosa
Plano de saúde não e um lising
Dados Confidenciais:
Nome de pessoa: Josefa Maia
Nome de pessoa: marido
Nome de pessoa: filhos
Data da reclamação: Data da ocorrência:
03-07-2026 01-09-2025
Estado:
Aguarda resposta